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Mamonas Assassinas ganham memorial vivo em Guarulhos

opovo.com.br By George Sousa; George-Sousa 2026-02-21 598 words
Família do Mamonas Assassinas aprovam exumação do corpo após 30 anos

Resumo

O projeto dá vida ao espaço permanente de homenagem na cidade natal do grupo

A iniciativa foi um consenso entre as famílias dos músicos para eternizar o legado

Relembre o acidente de 1996 na Serra da Cantareira

A banda continua sendo um ícone da identidade de Guarulhos e do Brasil

"Existem histórias que o tempo não apaga", escreveu a equipe por trás do perfil oficial dos Mamonas Assassinas nas redes sociais ao anunciar, neste sábado, 21, que, após quase 30 anos do acidente aéreo que vitimou os integrantes da banda, parte de seus restos mortais será exumada e cremada para contribuir com o desenvolvimento de cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos.

A decisão, que entra em vigor nesta segunda-feira, 23, foi tomada em conjunto pelos familiares de Dinho, Bento, Samuel, Sérgio e Júlio. A homenagem no local onde os músicos estão sepultados tem como objetivo criar um ambiente onde a lembrança se transforma em permanência.

"É a partir desse
conceito que nasce o Jardim BioParque Memorial Mamonas, um espaço permanente de homenagem aos integrantes da banda, cuja trajetória marcou gerações e se confunde com a identidade cultural de Guarulhos", explicou o cemitério em nota.

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A proposta integra um projeto onde o ato de dar vida a uma árvore após a morte permite que moradores de Guarulhos também prestem homenagens semelhantes aos seus entes queridos no Cemitério Primaveras.

Sob supervisão de especialistas, os restos mortais passarão pelo processo de cremação e as cinzas serão utilizadas como substrato para o plantio das árvores. As informações são do colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

Relembre a tragédia na Serra da Cantareira

No dia 2 de março de 1996, o Brasil foi chocado pela notícia do acidente. Naquela noite de sábado, os integrantes da banda, Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli despediam-se de Brasília após um show no Estádio Mané Garrincha.

A bordo do jato Learjet 25D, prefixo PT-LSD, a aeronave chocou-se contra a Serra da Cantareira, ao norte de São Paulo, por volta das 23h15min, durante uma tentativa de arremetida.

No acidente, também morreram o piloto Jorge Luiz Germano Martins, o copiloto Alberto Takeda, o assistente de palco Isaac Souto e o segurança Sérgio Porto (conhecido como Sérgio Saturnino).

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As imagens dos destroços dominaram a programação da TV na manhã de domingo. Relatórios da época indicaram que a aeronave iniciou a aproximação para o Aeroporto de Cumbica com velocidade acima do permitido, cerca de 270 km/h, enquanto o ideal seria inferior a 210 km/h.

Ao arremeter, em vez de realizar a curva à direita conforme a carta de voo, os pilotos executaram a manobra para a esquerda, chocando-se com uma montanha na Serra da Cantareira.

A investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu que o acidente foi causado por uma combinação de fatores: fadiga da tripulação (que cumpria jornada exaustiva), falta de padronização nos procedimentos de arremetida e falhas de comunicação entre os pilotos e a torre de controle, no Aeroporto de Guarulhos.

Uma história que seguirá em vida

Mamonas Assassinas estava no auge do sucesso naquele momento. Em junho de 1995, o grupo de rock lançava o primeiro e único disco, que vendeu cerca de 3 milhões de cópias até hoje.

No dia do acidente, Mamonas se apresentava para um público de cerca de 4 mil pessoas no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. O espetáculo era o último da turnê no Brasil e, em seguida, a banda iria focar em seu segundo disco.

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