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Domingo no Dragão do Mar tem programação gratuita e pouco público

opovo.com.br By Mateus Mota; Mateus-Mota 2026-02-22 589 words
Com público tímido, Dragão do Mar retoma agenda cultural após o Carnaval

Apesar de uma agenda variada e totalmente gratuita, o domingo, 22, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura foi marcado por uma presença tímida de público ao longo da tarde e início da noite.

As atividades, pensadas para diferentes faixas etárias e interesses, ocuparam espaços como a Arena Dragão do Mar e a Praça Verde, mas não conseguiram atrair um fluxo expressivo de visitantes.

A partir das 16h, na Arena Dragão do Mar, espaço que fica debaixo do Planetário Rubens de Azevedo, o Planeta Hip Hop trouxe para o centro cultural a energia das danças urbanas, com cyphers e batalhas de breaking que celebram a cultura de rua e a revelação de novos talentos.

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O rapper Pedro Magalhães, 19, conhecido pelo nome artístico SK8, comentou sobre a importância do evento.

"No movimento Hip Hop a gente sempre tem esses encontros, que são importantes para reunir as pessoas da cena", disse.

"As batalhas de rima são mais fáceis de organizar porque a gente só precisa de uma caixinha de som e nosso gogó. Já as batalhas de break precisam dessa estrutura, um chão confortável, um som melhor para o DJ, e aqui no Dragão, a gente tem isso", finalizou.

SK8 disse ainda que ficou sabendo do evento pela amiga, Mara, 19, a dançarina de break PK. Ela foi uma das competidoras da tarde e ressaltou a relevância do Dragão do Mar para os artistas.

"A cena do Hip Hop ocupa esse espaço há mais de 20 anos, a gente sabe de batalhas que aconteciam aqui em 2005, 2006, então mesmo que às vezes venham menos pessoas, sempre estamos por aqui", disse.

Dragão do Mar: empreendedores e público infantil ocupam o espaço

No mesmo horário e local, a Feira Fuxico reuniu criadores independentes, artesãos, designers e agentes culturais em uma celebração da diversidade e da economia criativa.

As barracas expunham produtos autorais e trabalhos manuais, mas o movimento de compradores foi discreto durante boa parte da tarde.

A contadora Marcela Gomes, 27, disse que costuma frequentar o local, mas que sente falta de quando o equipamento era mais movimentado.

"Eu venho de carro, então fico mais tranquila, mas quem precisa usar aplicativo ou vir de ônibus não se sente tão seguro, porque às vezes fica bem deserto", disse.

Na mesma programação, a Praça Verde recebeu o "Brincando e Pintando no Dragão", onde era possível encontrar jogos, pintura, oficinas criativas e apresentações artísticas voltadas às crianças.

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A ação, pensada para estimular afeto e imaginação, contou com a participação de poucas famílias, em um cenário de baixa circulação no espaço.

Vládia Matos e Jarbas Gomes aproveitaram a tarde com a filha Eloá, 10, e o sobrinho Lorenzo, 7. Além de pinturas e contação de histórias, as crianças usaram o espaço da Praça Verde para jogar bola e brincar de pula-corda.

Vládia diz que costuma trazer as crianças porque é um dos poucos espaços da cidade que sempre oferece uma programação, mas que o movimento tem sido sempre baixo.

Jarbas lamentou o cenário, e disse que eles costumavam frequentar o Centro Dragão do Mar com a filha mais velha, hoje com 17 anos.

"Aqui tinha bloquinho de carnaval para as crianças, tinha apresentação de circo, era um movimento muito bonito. Hoje a gente ainda traz as meninas, as atividades ainda são boas, mas é um público bem menor", disse.

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