Cessar-fogo, negociações e novos ataques: guerra na Ucrânia completa quatro anos
Trégua não foi alcançada após três reuniões trilaterais, mediadas pelos EUA, enquanto União Europeia pressiona por 20º pacote de sanções contra Moscou
A Guerra da Ucrânia completa quatro anos em meio a ataques e ainda sem avanços concretos em torno de um cessar-fogo, apesar de três rodadas de negociações, mediadas pelos Estados Unidos, sendo a última em Genebra no dia 18 de fevereiro.
Embora oficialmente iniciada em 24 de fevereiro de 2022, quando o presidente da Rússia, Vladimir Putin declarou a Operação Militar Especial na Ucrânia, as movimentações começaram dois dias antes, com o envio das tropas russas às repúblicas de Donetsk e de Lugansk, autoproclamadas como Estados pelos separatistas pró-Rússia em Donbas.
O número oficial de mortes é incerto e os governos de Rússia e Ucrânia não publicam números detalhados sobre suas baixas em combate.
Informes do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) estimam em cerca de 600 mil o número de mortos ucranianos, embora reconhecendo que só haveria registros oficiais de aproximadamente 140 mi.
Sobre as vítimas russas, o levantamento do CSIS calcula em 325 mil a estimativa de mortes, mas acrescenta que entre mortos, feridos e desaparecidos poderia haver até 1,2 milhão de soldados russos.
A devastação atinge várias cidades e aldeias ucranianas e milhões de pessoas tiveram de se deslocar de suas residências. Em relação aos civis, as Nações Unidas estimaram mais de 15 mil mortes, incluindo 763 crianças. O número de feridos estimado é de cerca de 40.601 civis, incluindo 2.486 crianças. O Escritório para os Direitos Humanos considera que os números reais sejam ainda maiores.
Negociações
No final de janeiro e início de fevereiro, reuniões envolvendo representantes de Moscou, Kiev e Washington, ocorreram em Abu Dhabi, em torno do plano de paz proposto pelos Estados Unidos. Após a segunda rodada, Rússia e Ucrânia trocaram prisioneiros de guerra.
Em Genebra, na última quarta-feira (18/02), as negociações terminaram de forma abrupta, após duas horas de conversas. As agências russas confirmaram a tensão nas negociações.
Segundo o chefe da equipe russa, Vladimir Medinsky, as conversas foram "difíceis, mas profissionais". Ele destacou que a próxima reunião acontecerá em breve. "Como vocês sabem, as negociações duraram dois dias, sendo ontem um período bastante longo, em diversos formatos, e hoje por cerca de duas horas. Foram difíceis, mas objetivas", disse.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, por sua vez, classificou as conversas como "difíceis", acusando a Rússia de tentar deliberadamente atrasar o progresso rumo a um acordo. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que cabe à Ucrânia tomar medidas para garantir o sucesso das conversas.
O que está em discussão
Entre as principais exigências de Moscou para aceitar o cessar-fogo está a interdição da entrada da Ucrânia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), frente à expansão do bloco, visto pela Rússia como uma clara ameaça à sua segurança.
O governo do presidente Vladimir Putin também reivindica quatro regiões anexadas do sul e do leste da Ucrânia, controla parcialmente pela Rússia: Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson. Além da península da Crimeia, anexada em 2014.
Moscou também exige a suspensão das sanções internacionais que enfrenta. A União Europeia (UE) em sua maioria é favorável à Ucrânia e tenta, nesta semana, aprovar seu 20º pacote de sanções contra Moscou, o que foi impedido nesta segunda-feira (23/02), pela Hungria. O bloco já aprovou um empréstimo de R$ 550 bilhões para que Kiev reconstrua o país, após a guerra.
Outra exigência da Rússia é o fim da lei marcial na Ucrânia e a organização de eleições presidenciais e parlamentares no país, em um prazo de 100 dias. Zelensky chegou a admitir um novo pleito em 60 dias, mas apenas após o estabelecimento de um cessar-fogo.
Moscou também pressiona pela restauração do ensino e outros quesitos culturais, como o fim do banimento da Igreja Ortodoxa Russa no país.
A Ucrânia não concorda com as anexações dos territórios, tampouco sua exclusão na OTAN e pressiona para que as discussões ocorram após um cessar-fogo, com a garantia de que não será atacado novamente.
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"O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, por sua vez, classificou as conversas como "difíceis", acusando a Rússia de tentar deliberadamente atrasar o progresso"
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Statistic"as Nações Unidas estimaram mais de 15 mil mortes, incluindo 763 crianças. O número de feridos estimado é de cerca de 40.601 civis"
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"Heuristic: Values conflict between P1 and P2"
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Core Claims & Their Sources
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"The Ukraine war has completed four years without a ceasefire despite negotiations."
Source: Article's lead summary based on reported events. Unattributed
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"CSIS estimates approximately 600,000 Ukrainian military deaths and 325,000 Russian military deaths."
Source: Attributed to reports from the Center for Strategic and International Studies (CSIS). Named secondary
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"Key Russian demands for a ceasefire include Ukraine not joining NATO, recognition of annexed territories, and lifting of sanctions."
Source: Presented as reported facts summarizing the Russian position. Unattributed
Logic Model Inspector
Inconsistencies FoundExtracted Propositions (7)
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P1
"The war officially began on February 24, 2022."
Factual In contradiction -
P2
"The UN estimates over 15,000 civilian deaths, including 763 children."
Factual In contradiction -
P3
"The latest round of US-mediated talks in Geneva ended abruptly on February 18."
Factual In contradiction -
P4
"The EU is trying to approve its 20th sanctions package against Moscow."
Factual In contradiction -
P5
"Ukraine disagrees with the territorial annexations and its exclusion from NATO."
Factual -
P6
"Russia views NATO expansion as a threat to its security causes Russia demands Ukraine not join NATO."
Causal -
P7
"Hungary blocked the EU's 20th sanctions package causes The package was not approved on Monday, February 23."
Causal
Claim Relationships Graph
Detected Contradictions (5)
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=== Propositions === P1 [factual]: The war officially began on February 24, 2022. P2 [factual]: The UN estimates over 15,000 civilian deaths, including 763 children. P3 [factual]: The latest round of US-mediated talks in Geneva ended abruptly on February 18. P4 [factual]: The EU is trying to approve its 20th sanctions package against Moscow. P5 [factual]: Ukraine disagrees with the territorial annexations and its exclusion from NATO. P6 [causal]: Russia views NATO expansion as a threat to its security causes Russia demands Ukraine not join NATO. P7 [causal]: Hungary blocked the EU's 20th sanctions package causes The package was not approved on Monday, February 23. === Constraints === P1 contradicts P2 Note: Conflicting values for 'the': 24 vs 15 P1 contradicts P3 Note: Conflicting values for 'the': 24 vs 18 P1 contradicts P4 Note: Conflicting values for 'the': 24 vs 20 P2 contradicts P3 Note: Conflicting values for 'the': 15 vs 18 P2 contradicts P4 Note: Conflicting values for 'the': 15 vs 20 === Causal Graph === russia views nato expansion as a threat to its security -> russia demands ukraine not join nato hungary blocked the eus 20th sanctions package -> the package was not approved on monday february 23 === Detected Contradictions === UNSAT: P1 AND P2 Proof: Heuristic: Values conflict between P1 and P2 UNSAT: P1 AND P3 Proof: Heuristic: Values conflict between P1 and P3 UNSAT: P1 AND P4 Proof: Heuristic: Values conflict between P1 and P4 UNSAT: P2 AND P3 Proof: Heuristic: Values conflict between P2 and P3 UNSAT: P2 AND P4 Proof: Heuristic: Values conflict between P2 and P4