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União Brasil articula plano eleitoral em Minas Gerais com Rodrigo Pacheco

otempo.com.br By O TEMPO Politica 2026-02-23 397 words
O União Brasil, partido presidido nacionalmente por Antônio Rueda e que em Minas Gerais passou recentemente ao comando de Rodrigo de Castro, articula um movimento para enfraquecer o PSD de Gilberto Kassab e reposicionar forças na disputa pelo governo do Estado.

Rueda já teria definido a filiação do senador Rodrigo Pacheco (hoje no PSD) ao partido. Até então defendido por aliados do presidente Lula como o melhor nome para o Palácio Tiradentes, Pacheco, no entanto, não deve iniciar a campanha com qualquer vínculo formal com o PT. A exceção nesse arranjo seria a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, cotada para a disputa ao Senado.

Nos bastidores, Pacheco resiste a uma campanha identificada com o PT, mas aceita a composição com Marília Campos em seu palanque. A indicação do candidato a vice-governador na chapa caberia ao União Brasil. Entre os cogitados por Rueda, a preferência seria para o prefeito de Betim, Heron Guimarães, que poderia deixar o cargo à vice-prefeita, Cleusa Lara, do PL.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre da Silveira (PSD), é apontado como o principal elo do arranjo entre União Brasil e PT. A estratégia ditada pelas tendências do eleitorado promoveria uma aproximação gradual entre os grupos durante a campanha, com entrada de Lula no palanque mais adiante, quando o partido entregaria também um candidato a vice-presidente do União.

No mesmo tabuleiro, lideranças avaliam que a pré-candidatura do vice-governador Mateus Simões (PSD) carece de direção política clara, enquanto uma eventual volta de Alexandre Kalil (PDT ao jogo é vista com ceticismo. Nesse contexto, os petistas forçariam uma submissão do PDT ao "projeto Pacheco".

Com as peças se anulando ou sendo retiradas do jogo, aliados avaliam que Rodrigo Pacheco pode encontrar caminho mais livre na disputa. Ainda assim, interlocutores lembram que, em caso de mudança brusca no cenário, o senador mantém como plano principal uma indicação ao Supremo Tribunal Federal após a campanha que serve para abrir o caminho de Lula em Minas.

Gilberto Kassab, presidente nacional do atual partido de Rodrigo Pacheco e que defende a candidatura de Mateus Simões, estaria indiretamente emprestando à campanha de Lula uma ajuda, pois o mesmo divide ao meio o PL e desarticula o partido de Nikolas Ferreira, ainda atrasado e sem definições claras. A escolha de Simões por Kassab levaria cerca de 50% do PL ao apoio dos Republicanos e de Cleitinho, segundo pesquisas indicam neste momento.

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