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Simaria revela qual seu tipo de cocô; por que isso é importante para saúde?

uol.com.br By De VivaBem; Em São Paulo 2026-02-24 1115 words
Simaria revela qual seu tipo de cocô; por que isso é importante para saúde?

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A cantora Simaria, 43, contou nas redes sociais que descobriu qual é o seu tipo de cocô ao passar por uma consulta com um nutrólogo. A classificação das fezes é real e muito importante para tomar algumas precauções caso veja algo de diferente e estranho na saúde intestinal.

O que aconteceu

Em um vídeo publicado no Instagram, a cantora mostrou uma tabela com diferentes tipos de cocô. Ela disse que foi perguntada pelo nutrólogo sobre qual era o dela. "Você vai ao nutrólogo e ele pergunta para você: 'Que tipo de cocô é o seu?' Olha isso. Mas fala a verdade, ó: 'é rolinho de cabrito?'", contou. "E o seu tá bom. O seu é o três e o quatro", diz o médico.

A escala é chamada Bristol Stool Chart, e descreve o formato para identificar possíveis problemas. Além do formato, é preciso verificar também a consistência e a cor: a tonalidade amarelada, por exemplo, pode sinalizar uma dificuldade no processamento de gorduras ou distúrbios no pâncreas. Já as esbranquiçadas apontam para alterações no fígado.

As obstruções na vesícula também deixam o cocô mais claro. A cor preta, por sua vez, acende o alerta para doenças e alterações intestinais — é característico da presença de sangue no tubo digestivo e as fezes tendem a apresentar cheiro acentuado.

Já se há sangue vivo nas fezes — se ele está avermelhado —, os médicos levantam a suspeita de lesões ou pólipos em partes do intestino, doenças autoimunes, colite, hemorroida e até câncer. Também é necessário observar a presença de muco no cocô. O tom esverdeado provocado por esse fluido acusa infecções por vírus.

Os diferentes tipos de cocô, segundo o Bristol Stool Chart:

Tipo 1: são em formato granular, ou de pequenas bolas. Em geral, saem com muita dificuldade. Indica que a pessoa está desidratada e consumindo poucas fibras.

Tipo 2: alongado e granular. Também aponta intestino preso e pouca ingestão de água.

Tipo 3: como se fosse uma salsicha, mas com rachaduras. Ainda não é o formato ideal, mas indica que o indivíduo está saudável.

Tipo 4: o formato é similar ao do tipo 3, mas com uma textura mais suave. Ele mostra que o intestino está funcionando adequadamente.

Tipo 5:
é mole, irregular e separado em pedaços. Não indica uma patologia, mas é necessário verificar se não está antecipando uma diarreia. É mais comum em pessoas que vão ao banheiro de duas a três vezes ao dia.

Tipo 6: as fezes ficam pastosas. Apontam o início de uma diarreia.

Tipo 7: a consistência é líquida. A microbiota intestinal não está funcionando de maneira adequada. É recomendado tomar bastante líquido para recuperar o organismo.

Qual a frequência ideal?

O cenário ideal é realizar mais de três evacuações na semana. Quando o indivíduo fica com a barriga inchada ou passa mais de dois dias sem ir ao banheiro, é bom ficar atento. Às vezes, hidratação adequada e uma alimentação balanceada e rica em fibras já melhoram o quadro. Em outras situações, uma consulta com profissionais de saúde será necessária.

Já fazer cocô mais de uma vez ao dia não é motivo de preocupação por si só. Basta reparar se há um quadro constante de diarreia — isso pode indicar enfermidades e gerar desidratação.

Cocô nunca boia; isso é ruim?

Não, pelo contrário: é sinal de que a dieta está saudável, ou seja, com um bom consumo de água, fibras e proteínas, e um valor equilibrado de carboidratos e gorduras. Por outro lado, quando a pessoa ingere muita fritura e alimentos gordurosos, as fezes se tornam mais aeradas, com bastante gordura e gases, o que faz com que o cocô comece a boiar.

Além disso, quando o cocô não está no fundo do vaso, pode indicar algum distúrbio de fígado e pâncreas. Quando isso ocorre com muita frequência é bom procurar um médico, para que ele peça alguns exames e investigue se existe algum problema nesses órgãos.

Existe cocô 'certo'?

A consistência das fezes pode ter algum significado desde que haja uma modificação do habitual que você vinha apresentando. O considerado normal são fezes firmes, íntegras, mas de consistência mais pastosa, moldável, que se adapta ao canal do ânus sem machucá-lo.

De forma bem geral, podemos dizer que a consistência das fezes sugere o quanto tempo elas demoraram para serem evacuadas. Aquelas que demoram às vezes dias nesse processo acabam ressacando mais e ficando bem duras. No caso das infecções intestinais, a passagem é tão rápida que não há a correta absorção de água. E temos a diarreia.

Tanto fezes muito líquidas como endurecidas podem estar associadas a doenças infecciosas, parasitárias, inflamatórias ou mesmo neoplásicas (tumores). Por isso, se uma alteração no hábito intestinal for contínua, é preciso procurar um gastroenterologista para que o problema seja investigado. O tamanho, em si, não quer dizer nada. Normalmente, a quantidade de fezes varia de acordo com a quantidade de fibras ingerida. Quanto mais fibras, mais bolo fecal nós formamos e, consequentemente, maior a quantidade de fezes.

O que é isso no meu cocô?

Pedaços de comida podem ser encontrados nas fezes, dependendo do tempo de trânsito intestinal que o paciente apresenta. Geralmente, elas indicam para um trânsito rápido e, eventualmente, para uma doença inflamatória. As fibras aparecem com relativa frequência. Neste caso, essas fibras se referem a qualquer carboidrato não digerido, ou seja, um açúcar que a gente não consegue quebrar e absorver.

As fibras insolúveis são as responsáveis pela formação do bolo fecal e, dependendo da quantidade delas e da rapidez desse trânsito, essas fibras aparecem nas fezes. São fontes de fibra insolúvel: grãos, cereais, vegetais e talos de vegetais, verduras folhosas e bagaços de frutas.

E não são apenas seres inanimados que podem surgir: alguns parasitas, dependendo do tamanho, podem aparecer nas fezes e é até mesmo possível fazer um diagnóstico só olhando para as fezes como, por exemplo, observando a presença de tênia e áscaris lumbricoides.

Quando algo não cheira bem

Se for só o cheiro, não há muito motivo de preocupação. Somente quando um cheiro muito forte está associado a fezes enegrecidas, aí, sim, existe a possibilidade de um sangramento digestivo. O cheiro do seu cocô depende muito do tipo de alimento que você ingere e das bactérias que moram no seu intestino (a chamada microbiota intestinal).

Pessoas com uma microbiota que se caracteriza pela produção do gás metano normalmente têm constipação intestinal (prisão de ventre) e fezes com pouco ou nenhum mau cheiro. Já aqueles com um quadro mais tendendo a diarreia e com microbiota produtora de gás sulfídrico normalmente tem fezes e flatulências muito mal cheirosas.

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