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Chuva em Juiz de Fora: Governo Federal fará mapeamento de áreas de risco

otempo.com.br By Juliana Siqueira 2026-02-24 320 words
O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, afirmou, em coletiva de imprensa nesta terça-feira (24/2), que o Governo Federal vai mapear as áreas de escorregamento em Juiz de Fora, na Zona da Mata, após a tempestade que atingiu a cidade na noite dessa segunda-feira (23/2). Pelo menos 22 pessoas morreram e mais de 30 estão desaparecidas, além de centenas desalojadas.

"Vamos trabalhar em prol dessa população que espera isso da gente", afirmou ele. Wolff ainda lembrou que as pessoas que mais sofrem em situações como essa são as mais pobres.

Conforme o secretário, nesta quarta-feira (25/2) pela manhã já será realizado um bom dimensionamento, e os planos de recuperação serão rápidos, para que todos os recursos sejam devidamente alocados.

"O estado brasileiro precisa estar nessa hora, que é quando a população mais precisa", afirmou.

Mudanças climáticas

Durante a entrevista, o Ministro da Integração e do Desenvolvimento Waldez Góes apontou as mudanças climáticas como uma das razões para tragédias como as ocorridas em Juiz de Fora.

Góes destacou que mesmo com modelos construtivos que levam em conta a possibilidade de tempestades, há os desafios provenientes das forças da natureza.

"As mudanças climáticas estão aí para nos desafiar. Precisamos melhorar nossos modelos construtivos, mas mesmo cidades nesses modelos, sem tantas áreas de risco, são desafiadas pelas mudanças climáticas", disse ele.

Segundo Góes, a quantidade de chuva que era esperada para os próximos cinco dias na cidade se concentrou em uma noite, causando a tragédia. Para ele, a situação se apresentou "além do que o monitoramento alcançou".

"Uma situação como essa requer muito engajamento, empatia, integração, planejamento. É desafiador", disse ele.

O ministro afirmou que o governo federal está oferecendo toda a ajuda para o município e que, além de buscar os desaparecidos, o foco é também em cuidar dos mais de 1000 desalojados e desabrigados. Nesta quarta-feira (25/2), chegarão à cidade mais profissionais especialistas em reconstrução e ajuda humanitária.

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