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Deputado diz que tinha autorização do PDT para ser oposição

opovo.com.br By Marcelo Bloc; Guilherme Gonsalves; Marcelo-Bloc--Guilherme-Gonsalves 2026-02-24 512 words
Deputado diz que tinha aval do PDT para fazer oposição a Elmano e questiona processo de expulsão

Resumo

O parlamentar defendeu que o caminho natural seria aguardar a abertura da janela partidária para que os deputados estaduais deixassem a sigla

Queiroz lembrou de outros casos em que houve "traição", sem punições e diz que o processo é injusto

Um dos quatro parlamentares estaduais que respondem a processo de possível expulsão do PDT, o deputado estadual Queiroz Filho afirmou que o grupo tinha autorização para fazer oposição ao governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), e lamentou que a iminente punição, argumentando que "muitos traíram o partido e, infelizmente, não sofreram absolutamente nada".

Queiroz disse ter carinho pelo deputado federal André Figueiredo, presidente do PDT Ceará, e ressaltou que todos sempre foram muito bem tratados na sigla. Ainda assim, lamentou o processo que pode culminar na expulsão dos quatro deputados que fazem oposição a Elmano na Assembleia Legislativa (Alece); além de ação contra o vereador PP Cell (PDT), opositor do prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, na Câmara Municipal (CMFor).

Para Filho, o procedimento é injusto, já que, segundo relata, quando o PDT aderiu à base do governo estadual foi informado que o grupo não teria problemas por fazer oposição. "Sermos expulsos, ou enfrentarmos um processo como esse, tendo em vista que a gente tinha a autorização para continuar na oposição? Penso que a gente não pode ficar onde não nos querem".

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O deputado defendeu que o caminho natural seria aguardar a abertura da janela partidária, já próxima, e, caso se confirmasse a permanência do PDT na base aliada, os deputados estaduais deixariam a sigla sem a necessidade de um processo de expulsão. "Tenho muito respeito, muito carinho, mas particularmente fiz minha defesa. Acho que os outros deputados também protocolaram suas defesas nessa linha que a gente, até então, tinha essa autorização", reiterou.

Além de Queiroz Filho, também respondem a processo de expulsão no PDT os deputados estaduais Antônio Henrique, Cláudio Pinho e Lucinildo Frota.

Resgate

Por fim, sem citar nomes, o deputado afirmou que, se for feito um resgate histórico, "muitos traíram o partido e, infelizmente, não sofreram absolutamente nada".

Após a cisão da sigla em 2022, quando não houve consenso sobre a candidatura do PDT ao Governo do Estado, diversos parlamentares recorreram à Justiça para trocar de partido sem perder o mandato. Posteriormente autorizados, vários deputados ligados ao senador Cid Gomes migraram para o PSB, além de alguns que foram para o PT.

O racha ocorreu porque uma ala, ligada a Ciro Gomes (hoje no PSDB), defendia a candidatura do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (hoje no União Brasil), enquanto o grupo mais próximo de Cid sustentava que a candidata natural era Izolda Cela (hoje no PSB), que havia assumido o Governo do Estado após a renúncia de Camilo Santana (PT), candidato ao Senado naquele ano.

A vitória da ala de Ciro desencadeou um rompimento entre os irmãos e teve como consequência o lançamento da candidatura de Elmano de Freitas pelo PT, que venceu a disputa ainda no primeiro turno.

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