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Esperidião Amin desafia PL e mantém candidatura em SC

oantagonista.com.br By Gustavo Nogy 2026-02-25 547 words
Esperidião Amin desafia PL e mantém candidatura em SC

Preterido pelo partido do governador Jorginho Mello, senador do Progressistas anuncia que disputará a reeleição por fora da chapa majoritária

Em reunião nesta quarta-feira, 25, o PL definiu os nomes que vão compor a chapa majoritária do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, para as eleições de 2026. As vagas ao Senado ficaram com o vereador carioca Carlos Bolsonaro e a deputada federal Caroline de Toni.

A decisão deixou de fora o senador Esperidião Amin (PP-SC), que respondeu com uma nota confirmando sua pré-candidatura à reeleição de forma independente.

O encontro reuniu Jorginho Mello, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Também estavam presentes, segundo O Globo, mais de cem deputados do partido. Ao sair de visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Papudinha, Flávio Bolsonaro confirmou a composição em entrevista coletiva e disse ter conversado com Amin na véspera, no Senado.

A nota de Amin e o recado político

Em comunicado divulgado no final da tarde de quarta-feira, Amin afirmou que respeita as decisões do PL e da federação União Progressista, mas deixou claro que pretende disputar o cargo.

"Com muita humildade, com muita determinação e com respeito a essa decisão, eu quero dizer: eu pertenço a Santa Catarina, por isso, sou pré-candidato a Senador de Santa Catarina, por Santa Catarina e para Santa Catarina, para ajudar que o Brasil conheça cada vez mais e adote o modelo da nossa gente e com isso o nosso país vai melhorar", disse no texto.

O senador acrescentou que respeita "também daqueles que poderão participar de uma composição, mas nenhum passo definitivo foi dado até agora". A frase deixa em aberto negociações para uma eventual aliança fora do campo do governador.

Oposição em formação e contexto da disputa

Com Amin fora da chapa de Jorginho, seu nome passou a circular como peça de uma composição de oposição ao governador. O eixo desta alternativa seria encabeçado pelo prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), com adesão esperada do MDB – partido que, na divisão atual, ficou sem a vaga de vice-governador, que foi para o prefeito de Joinville, Adriano Silva, do Novo.

A saída de Amin da chapa majoritária resulta de um imbróglio que se arrastou por semanas. No início do mês, Caroline de Toni ameaçou deixar o PL após receber sinalizações de Valdemar de que Amin seria preservado na composição, em função de um acordo com o Progressistas.

A deputada relatou ter recebido sondagens de ao menos seis partidos – Novo, PSD, MDB, Avante, Podemos e PRD. A pressão do governador Jorginho e de Michelle Bolsonaro pela permanência de Carol pesou na reversão da decisão.

Flávio Bolsonaro, que articula palanques estaduais para sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, foi direto ao comentar o desfecho:

"Santa Catarina é um lugar em que ele já tem a decisão tomada. O governador Jorginho é o candidato à reeleição e os nossos dois pré-candidatos ao Senado são Caroline de Toni e Carlos Bolsonaro. Inclusive conversei com o Amin ontem aqui no Senado Federal. É uma pessoa que sempre foi muito próxima de nós, vota conosco, pensa como a gente também, mas na política é assim que funciona. Lá o palanque está definido, porque são pessoas qualificadas".

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