PF aponta suspeição de Toffoli no caso Master após encontrar menções a ministro em celular de Vorcaro
As informações apresentadas pela PF a Fachin têm como base conversas apreendidas no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, que mencionam Toffoli. A citação a Toffoli nos achados da polícia foram revelados pelo portal UOL e confirmada pela Folha.
A auxiliares, o ministro segue afirmando não ver razão para se afastar do caso.
Em nota, o gabinete do magistrado afirmou que "o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações".
"Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte", completou.
Um pedido semelhante já havia sido feito pela PF à PGR (Procuradoria-Geral da República), mas o procurador-geral, Paulo Gonet, não deu andamento porque já havia afastado a suspeição de Toffoli em requerimento semelhante feito por parlamentares de oposição.
Gonet afirmou na ocasião que o caso da instituição financeira "já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República". Sendo assim, prosseguiu ele, "não há qualquer providência a ser adotada no momento".
No Supremo, ministros avaliam que a declaração de suspeição é uma prerrogativa exclusiva da PGR —sendo assim, a PF não teria legitimidade para entrar com esse tipo de processo. Ainda assim, Fachin cumpriu o rito de notificar Toffoli a responder.
Na ocasião da negativa da PGR para pedido de deputados, o ministro Gilmar Mendes classificou como madura a decisão de Gonet e prestou solidariedade a Toffoli.
"A rigor, ele atendeu a todas as considerações da PF e da Procuradoria-Geral [da República]. Não há razão para qualquer questionamento sobre sua conduta", disse Gilmar à Folha.
O Código de Processo Penal prevê que um juiz está impedido de atuar nas ações em que seu cônjuge ou parente tenha participado; em que ele próprio tenha atuado no passado (como advogado ou juiz de instância inferior); ou em que ele ou seus familiares forem "diretamente interessados".
Já a suspeição tem caráter subjetivo e diz respeito a situações, por exemplo, em que o ministro é amigo íntimo das partes ou dos advogados, recebe presentes de pessoas interessadas na causa ou aconselha as partes. Se houver motivo de foro íntimo, ele não é obrigado a detalhá-lo.
Se Toffoli se declarasse suspeito ou impedido, todas as decisões assinadas até aqui seriam automaticamente anuladas, e a investigação voltaria à estaca zero. Os depoimentos já colhidos, a acareação entre banqueiros e os mandados de busca cumpridos na semana passada não teriam mais validade.
Toffoli está sob pressão devido à sua postura na supervisão do inquérito do Master. As críticas começaram com o severo regime de sigilo imposto ao caso, seguido pela viagem de jatinho com um dos advogados da causa e por negócios como o do resort Tayayá, que associam seus familiares a um fundo de investimentos ligado ao Master, como revelou a Folha.
Além disso, a conduta do ministro à frente do caso tem sido questionada publicamente pela PF e interpretada como incomum por integrantes do BC (Banco Central), da PGR (Procuradoria-Geral da República) e do próprio Supremo.
Para contornar a situação, integrantes da corte passaram a defender o envio da investigação à primeira instância como uma "saída honrosa" para Toffoli. Ele, no entanto, resiste a deixar a condução das apurações.
Em 29 de janeiro, Toffoli defendeu publicamente pela primeira vez sua atuação como relator do caso Master e disse que, ao final das investigações, decidirá se o caso irá ou não para a 1ª instância.
"Encerradas as investigações, será possível examinar os casos para eventual remessa às instâncias ordinárias, sem a possibilidade de que se apontem nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal", afirmou Toffoli naquela ocasião.
No comunicado, o ministro também afirmou que todos os pedidos para anular as investigações formuladas pelos investigados foram rejeitadas. Também disse que negou um pedido de acordo sugerido pela defesa de Daniel Vorcaro, dono do banco.
No mês passado, Toffoli também sinalizou que sua imparcialidade não está comprometida. O ministro também tem afirmado que, na primeira instância, as informações estariam mais sujeitas a vazamentos, o que deve ser evitado a todo custo em uma investigação dessa natureza.
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"A Polícia Federal apontou ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin"
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"A auxiliares, o ministro segue afirmando não ver razão para se afastar do caso"
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"A Polícia Federal apontou ao presidente do STF"
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Core Claims & Their Sources
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"The Federal Police pointed to suspicion of Minister Toffoli in the Master Bank case after finding mentions of him on Vorcaro's phone"
Source: Federal Police report and UOL/Folha confirmation Named secondary
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"Minister Toffoli maintains there is no reason for him to recuse himself from the case"
Source: Toffoli's office statement and his public defense Named secondary
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"The Attorney General's Office previously rejected similar requests regarding Toffoli's suspicion"
Source: Prosecutor General Paulo Gonet's statements Named secondary
Logic Model Inspector
ConsistentExtracted Propositions (8)
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P1
"PF presented request to STF President Fachin regarding Toffoli's suspicion"
Factual -
P2
"Request based on conversations found on Daniel Vorcaro's phone"
Factual -
P3
"Toffoli was notified by Fachin to respond to the request"
Factual -
P4
"Similar request was previously made to PGR and rejected"
Factual -
P5
"Toffoli defended his conduct publicly on January 29"
Factual -
P6
"If Toffoli declares himself suspicious, all previous decisions would be annulled causes investigation would restart"
Causal -
P7
"Toffoli's strict secrecy regime, plane trip with lawyer, and family business associations causes criticism and pressure"
Causal -
P8
"Sending investigation to first instance causes "honorable exit" for Toffoli according to court members"
Causal
Claim Relationships Graph
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=== Propositions === P1 [factual]: PF presented request to STF President Fachin regarding Toffoli's suspicion P2 [factual]: Request based on conversations found on Daniel Vorcaro's phone P3 [factual]: Toffoli was notified by Fachin to respond to the request P4 [factual]: Similar request was previously made to PGR and rejected P5 [factual]: Toffoli defended his conduct publicly on January 29 P6 [causal]: If Toffoli declares himself suspicious, all previous decisions would be annulled causes investigation would restart P7 [causal]: Toffoli's strict secrecy regime, plane trip with lawyer, and family business associations causes criticism and pressure P8 [causal]: Sending investigation to first instance causes "honorable exit" for Toffoli according to court members === Causal Graph === if toffoli declares himself suspicious all previous decisions would be annulled -> investigation would restart toffolis strict secrecy regime plane trip with lawyer and family business associations -> criticism and pressure sending investigation to first instance -> honorable exit for toffoli according to court members
All claims are logically consistent. No contradictions, temporal issues, or circular reasoning detected.