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Base pede anulação de votação que quebrou sigilo de Lulinha na CPI do INSS

otempo.com.br By Patrícia Nadir 2026-02-26 407 words
BRASÍLIA - Parlamentares da base do governo recorreram nesta quinta-feira (26/2) à Presidência do Congresso Nacional para tentar anular a votação realizada na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O grupo sustenta que houve irregularidade na condução da votação simbólica que aprovou a quebra de sigilos do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

Logo após a sessão, marcada por tumulto e confronto físico entre congressistas, integrantes da bancada governista se dirigiram à residência oficial do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para pedir a anulação do resultado. O líder do governo na comissão, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), classificou o episódio como "fraude" e afirmou que o resultado não refletiu o número real de votos contrários aos requerimentos.

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Segundo Pimenta, no momento da votação havia 21 parlamentares titulares no plenário da comissão. Ele afirma que 14 integrantes se manifestaram contra a aprovação dos requerimentos. Ainda assim, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), contabilizou sete votos contrários ao anunciar o resultado. O deputado afirmou que pretende apresentar representação contra Viana no Conselho de Ética do Congresso.

"O que aconteceu é algo muito grave. Atenta contra a democracia e o Parlamento", declarou Pimenta, ao defender que as imagens da sessão comprovariam divergência entre o número de votos e o resultado proclamado.

Carlos Viana, por sua vez, negou qualquer irregularidade e afirmou que a condução seguiu o regimento. Segundo ele, para que a pauta fosse rejeitada, seria necessária maioria de votos contrários, o que, em sua avaliação, não ocorreu. O senador sustentou que fez a contagem conforme o procedimento previsto para votações simbólicas.

A sessão foi marcada por tensão. Após a deliberação "em globo", ou seja, conjuntamente, de mais de 80 requerimentos, houve troca de acusações, gritos e empurrões entre parlamentares da base e da oposição, levando à interrupção temporária dos trabalhos. O impasse agora deve ser levado à Presidência do Congresso, em meio ao acirramento político em torno dos desdobramentos da CPMI.

Esta foi a 32ª reunião da comissão, que apura suspeitas de fraudes e irregularidades na concessão de benefícios previdenciários. A cúpula do colegiado articula a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias. O prazo inicial de funcionamento é de 180 dias e se encerra em 28 de março de 2026.

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