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Chuvas em Juiz de Fora: mulheres são maioria dos mortos

hojeemdia.com.br By Ana Luísa Ribeiro 2026-02-26 486 words
Mulheres representam mais da metade das vítimas das chuvas identificadas pela Polícia Civil (PC) em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Dos 52 corpos já examinados durante os trabalhos de necropsia do Instituto Médico-Legal (IML), 29 são do sexo feminino e 22, masculino. Ao todo, são oito crianças, que tinham entre 2 e 11 anos. Dentre os idosos, o mais velho tinha 78. O balanço foi atualizado nesta quinta-feira (26).

Segundo a PC, os trabalhos de necropsia e identificação são feitos com observância rigorosa dos protocolos técnicos e legais. Os nomes das vítimas não são divulgados, em respeito aos familiares, e todas as identificações são formalmente comunicadas às famílias antes de qualquer informação pública.

O médico-legista Glower Braga, chefe do Posto Médico-Legal em Juiz de Fora, destacou a mobilização das equipes. "Nós estamos com mobilização e uma organização que está atendendo essa demanda com o apoio da chefe da Polícia Civil, que está em loco aqui hoje, assim como a Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC), para tentar minimizar os impactos e a dor da população do Juiz de Fora", disse.

Ele reforçou que as equipes estão disponíveis para atendimento aos familiares. "Estamos à disposição para receber familiares, inclusive na delegacia, que tem supostos e que ainda não encontrou para passar esses dados para a Polícia Civil de forma organizada para que possamos continuar o nosso trabalho", afirmou.

Identificação por digitais e DNA

A SPTC está em Juiz de Fora para reforçar o trabalho de identificação. O perito criminal Felipe Machado Dapieve explicou que a papiloscopia é o primeiro método utilizado.

"Inicialmente, utilizando a técnica de papiloscopia, estamos coletando as digitais das vítimas e fazendo o confronto de forma que essa liberação ocorra de forma mais célere possível, uma vez que a papiloscopia é o método que nos proporciona maior celeridade e menor custo", afirmou.

Ele detalhou que outras técnicas também são aplicadas. "Também vamos aproveitar a presença de peritos criminais da odontologia legal e também do laboratório de DNA para que sejam coletados os exames odontológicos, radiológicos, fotografias de sorriso e demais instrumentos que possam subsidiar os exames médico legais, de antropologia e de odontologia legal", disse.

Familiares devem apresentar radiografias, tomografias, documentos odontológicos, fotografias que mostrem a linha do sorriso e documentos pessoais da vítima.

Mais de 230 policiais na ocorrência

O delegado Eurico da Cunha Neto informou que mais de 230 policiais civis atuam exclusivamente na tragédia. "São delegados, médicos legistas, peritos, investigadores e escrivães, trabalhando dia e noite para que o sofrimento das vítimas seja mitigado e diminuído", afirmou.

Ele também anunciou um mutirão para emissão de documentos. "Para tirar carteiras de identidade e certidões de nascimento. Nós estamos trabalhando com uma equipe que vai vir de Belo Horizonte exclusivamente para isso, vai nos lugares onde estão os desabrigados ou desalojados e essa carteira vai ser feita, para que as pessoas consigam pegar os benefícios que elas têm direito", disse.

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