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“Eu vou ser candidato”, confirma Haddad

oantagonista.com.br By Gustavo Nogy 2026-03-14 365 words
"Eu vou ser candidato", confirma Haddad

Ministro da Fazenda deixará o cargo na próxima semana para se lançar candidato pelo PT; cargo pretendido ainda não foi revelado

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta sexta-feira, 13, que deixará o governo Lula e disputará as eleições deste ano pelo Partido dos Trabalhadores. A declaração foi feita em entrevista ao programa "20 Minutos", do portal Opera Mundi.

"Eu vou participar das eleições", disse Haddad. "Isso eu vou anunciar depois da minha saída do ministério, a que eu vou ser candidato".

Embora não tenha confirmado, Haddad é o candidato de Lula para a disputa ao governo de São Paulo.

A resistência e a virada

Por meses, Haddad resistiu à pressão do presidente para entrar na corrida eleitoral. Uma eventual derrota poderia marcar o fim de sua trajetória política. O plano inicial do ministro era contribuir com a campanha de reeleição de Lula na elaboração do programa de governo, sem expor seu próprio nome às urnas.

A mudança de postura foi motivada por transformações no cenário político. Sem mencionar o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL), Haddad admitiu que o quadro eleitoral se alterou nos últimos meses. "Eu falei para o presidente 'não vou ser candidato', e ficou isso. Mas esses três meses de conversa com ele, o cenário se complicou. O céu está menos azul do que eu imaginava no ano passado", afirmou.

A candidatura de Haddad ao governo do estado de São Paulo, em confronto direto com o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), já circulava como certeza nos bastidores do PT, embora nunca tivesse sido reconhecida pelo próprio ministro até esta sexta-feira.

O peso das pesquisas

O avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto foi o elemento que alterou o cálculo de Haddad.

Segundo levantamento do Datafolha, o
senador fluminense se firmou como principal adversário de Lula na disputa presidencial de 2026, empatando na simulação de segundo turno com 43% das intenções de voto, ante 46% do presidente — diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

O desempenho de Flávio Bolsonaro nas pesquisas acendeu alertas no campo petista e pesou sobre a decisão de Haddad de entrar na disputa.

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