C
20/30
Fair

Entenda crise energética em Cuba que levou a apagões e protestos

ultimosegundo.ig.com.br By Beatriz Failla 2026-03-14 366 words
Desde a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos em janeiro deste ano, o governo do presidente Donald Trump intensificou a pressão sobre Cuba.

Há cerca de três meses, Washington passou a impedir o envio de petróleo venezuelano para a ilha e ameaçou aplicar sanções a países que comercializem combustível com o governo cubano. A medida agravou a crise já enfrentada pelo país, que sofre com escassez de alimentos, medicamentos e eletricidade.

A rede elétrica cubana, considerada antiga e dependente principalmente de combustíveis fósseis, foi afetada pelo bloqueio energético. Com a redução no fornecimento de combustível, os cortes de energia se tornaram mais frequentes e prolongados. Em alguns municípios, moradores relatam períodos de até 30 horas consecutivas sem eletricidade.

Nas últimas semanas, Trump declarou que o governo cubano estaria "prestes a cair". Segundo analistas, as sanções impostas pelos Estados Unidos buscam pressionar a ilha, governada por um regime comunista, a promover reformas políticas e econômicas profundas.

Diante da crise, o governo cubano informou na sexta-feira (13) que iniciou conversas com autoridades americanas para tentar reduzir as tensões e encontrar uma saída diplomática.

"As conversações buscam, por meio do diálogo, uma possível solução para as diferenças bilaterais entre nossas duas nações. Essas trocas têm sido facilitadas por atores internacionais", afirmou o presidente cubano Miguel Díaz-Canel.

Aumento dos protestos

A crise energética também tem provocado uma onda de protestos em diversas cidades cubanas.

Na madrugada deste sábado (14), manifestantes atacaram a sede do Partido Comunista na cidade de Morón, na região central do país. Segundo a imprensa local, o protesto começou de forma pacífica, mas terminou em atos de vandalismo após uma discussão entre manifestantes e autoridades.

Durante a manifestação, um pequeno grupo apedrejou o prédio e incendiou móveis na rua em frente à sede do partido. Uma farmácia e um mercado estatal próximos também sofreram danos. Cinco pessoas foram detidas pelas autoridades.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram manifestantes atirando pedras contra o prédio e ateando fogo em objetos na via pública.

Além de Morón, cidades como Havana também têm registrado protestos nas últimas semanas, com moradores organizando panelaços e reuniões públicas para protestar contra os apagões e a escassez de produtos básicos.

Tap highlighted text for details

Source Quality
Perspective
Context
Neutrality
Transparency
Logic