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O que Nunes Marques iria discutir com assessor de Trump proibido de entrar no Brasil - Revista Fórum

revistaforum.com.br By Raony Salvador 2026-03-14 410 words
POLÍTICA

O que Nunes Marques iria discutir com assessor de Trump proibido de entrar no Brasil

A agenda envolvendo Darren Beattie acabou cancelada após decisão do governo brasileiro

O assessor de Trump para assuntos do Brasil, Darren Beattie, tentou marcar reunião com o ministro do STF Kassio Nunes Marques para discutir o sistema eleitoral.

Nunes Marques concordou com o encontro, mas a reunião não foi agendada após o Brasil proibir a entrada de Beattie por reciprocidade diplomática.

A medida de Lula respondeu ao cancelamento de vistos de ministros do STF e integrantes do governo brasileiro determinado por Trump.

O Itamaraty alertou o STF que a visita de Beattie a Bolsonaro em ano eleitoral poderia configurar ingerência em assuntos internos do país.

O assessor de Donald Trump para assuntos ligados ao Brasil, Darren Beattie, tentou marcar uma reunião com o ministro do STF Kassio Nunes Marques para tratar do sistema eleitoral brasileiro, informou a Folha de S.Paulo neste sábado (14).

Segundo o jornal, Nunes Marques chegou a concordar com o encontro, mas a reunião não foi agendada. A expectativa agora é que ela não ocorra mais.

O motivo é a decisão do governo brasileiro de proibir a entrada de Beattie no país.

A medida foi tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com base no princípio da reciprocidade diplomática. O governo de Donald Trump havia cancelado vistos de ministros do STF e de integrantes do governo brasileiro.

Lula afirmou que o assessor americano não poderá entrar no Brasil enquanto os Estados Unidos não regularizarem o visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de sua família.

Visita a Bolsonaro também gerou reação

A presença de Beattie no Brasil já vinha provocando tensão política.

O ministro Alexandre de Moraes chegou a autorizar uma visita do assessor ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso no Complexo da Papuda.

O encontro estava previsto para ocorrer no dia 18 de março, entre 8h e 10h, com presença de intérprete.

Depois, porém, Moraes revogou a autorização.

O Itamaraty informou ao STF que o visto concedido ao assessor americano era destinado exclusivamente à participação no Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos, marcado para São Paulo, além de reuniões oficiais com autoridades brasileiras.

Em ofício enviado ao Supremo, o chanceler Mauro Vieira afirmou que a visita de um representante estrangeiro a um ex-presidente brasileiro em ano eleitoral poderia configurar ingerência em assuntos internos do país.

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