Ex-CEO do Goldman Sachs diz que programas de diversidade são “contraproducentes”
O assassinato de George Floyd em 2020 desencadeou um movimento por justiça racial que se estendeu do ativismo de base às salas de conselho das empresas. Companhias lançaram iniciativas para garantir que suas forças de trabalho fossem mais inclusivas em relação a comunidades sub-representadas, em uma modernização das iniciativas de diversidade, equidade e inclusão (DEI). Muitas se comprometeram a investir bilhões de dólares para promover equidade racial e igualdade de gênero.
Mas, em menos de cinco anos, a maré virou contra as campanhas de DEI quando a decisão da Suprema Corte de 2023 contra programas de ação afirmativa esfriou esses esforços. E, no segundo dia de seu segundo mandato, o presidente Donald Trump deu início a uma agenda "anti-woke" por meio de uma ordem executiva que revogou iniciativas federais de DEI da era Biden — medida cujos efeitos se espalharam pelo mundo corporativo.
Leia também: Com novo ambiente político, Goldman Sachs abandona regras de inclusão em seu conselho
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Agora, o ex-CEO do Goldman Sachs Lloyd Blankfein está criticando esforços anteriores de DEI, incluindo os implementados no Goldman, afirmando que as iniciativas da empresa são autossabotadoras. Em uma entrevista recente ao CBS Sunday Morning sobre seu novo livro, "Streetwise: Getting To and Through Goldman Sachs" (Visão prática: Como entrar e prosperar no Goldman Sachs, em tradução livre), o bilionário explica por que considera as iniciativas de DEI inúteis.
"Programas especiais que administrávamos para minorias na empresa muitas vezes eram contraproducentes", disse Blankfein. "Isso pode soar provocativo para algumas pessoas. Mas acho que, se você rotula algo como um programa de reforço ou correção, de certa forma também está rotulando as pessoas que entram nesse programa."
Antes de 2025, a instituição financeira mantinha critérios de diversidade para seu conselho e adotava linguagem inclusiva em seu site que destacava o compromisso de contratar pessoas de grupos marginalizados.
Muitas empresas da lista Fortune 500 reduziram seus programas de DEI ao longo do último ano. Os ataques de Trump a essas iniciativas estimularam mudanças em toda a América corporativa.
A Target começou a eliminar gradualmente iniciativas de diversidade, equidade e inclusão em janeiro do ano passado, o que levou ativistas de direitos civis a lançar um boicote nacional contra a gigante do varejo. Walmart, Pepsi e várias outras companhias de destaque também reduziram seus esforços de DEI.
A mudança no cenário corporativo de diversidade
Os programas modernos de DEI têm origem na Lei dos Direitos Civis dos EUA de 1964, que levou à implementação de políticas de ação afirmativa destinadas a enfrentar a sub-representação histórica de determinados grupos.
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Com o tempo, essa agenda de inclusão se expandiu além da equidade racial para abranger também comunidades de gênero, étnicas, religiosas e LGBTQ. Defensores de DEI dizem que essas iniciativas ajudam a desmontar barreiras sistêmicas que historicamente excluíram grupos marginalizados e argumentam que essas barreiras ainda existem hoje.
O Goldman Sachs foi uma das muitas empresas que, em 2025, recuaram em suas iniciativas de DEI. A companhia suspendeu a exigência de diversidade para empresas que leva à bolsa, que determinava que essas companhias tivessem dois membros diversos no conselho.
Também retirou expressões como "equidade racial" e "igualdade de gênero" da página de "diversidade e inclusão" em seu site. E, em um documento apresentado em fevereiro do ano passado, o banco observou que suas metas de cinco anos anteriormente estabelecidas — descritas como "aspiracionais e de representação" — expirariam em 2025. A empresa também teria eliminado critérios de DEI para seu conselho em fevereiro.
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"Isso reflete a mudança no ambiente jurídico e a adaptação à realidade dessas transformações legais", disse um porta-voz do Goldman Sachs à Fortune. "Acreditamos firmemente que nos beneficiamos de perspectivas e experiências diversas e estamos comprometidos em manter programas voltados a atrair os melhores talentos e que estejam em conformidade com a lei."
Embora algumas empresas tenham eliminado ou reduzido drasticamente iniciativas de DEI, muitas na verdade dobraram a aposta. A Apple manteve sua trajetória em seus esforços de inclusão e diversidade, preservando em seu site uma página dedicada a "equidade racial e justiça".
"Um mundo mais equitativo é um mundo melhor", diz a página. "Por isso continuamos ampliando oportunidades para comunidades negras, hispânicas/latinas e indígenas."
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A Costco também reforçou sua posição em relação à diversidade: no ano passado, mais de 98% dos acionistas votaram contra uma resolução anti-DEI promovida por ativistas conservadores, atraindo apoio de líderes de direitos civis e de consumidores progressistas.
Delta e Cisco também mantiveram seus programas de DEI. A Delta afirma contratar com base em habilidades e removeu a exigência de diploma para a maioria das vagas. Já a Cisco desenvolveu painéis diversos de recrutamento para ampliar a contratação de pessoas de comunidades marginalizadas.
Blankfein reconheceu que há outras maneiras de abordar diversidade e inclusão. "Os programas que promovem o avanço na carreira e a educação para todos devem ser muito bem feitos", disse. "Isso ajudará sobretudo as pessoas de que mais precisam, o que pode incluir aquelas que, de outra forma, estariam nesses programas de DEI."
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""Programas especiais que administrávamos para minorias na empresa muitas vezes eram contraproducentes", disse Blankfein."
Direct quote from former Goldman Sachs CEO Lloyd Blankfein from CBS interview
Primary source""Isso reflete a mudança no ambiente jurídico e a adaptação à realidade dessas transformações legais", disse um porta-voz do Goldman Sachs à Fortune."
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Named source"Defensores de DEI dizem que essas iniciativas ajudam a desmontar barreiras sistêmicas"
References DEI advocates without specific names
Secondary source"Muitas empresas da lista Fortune 500 reduziram seus programas de DEI ao longo do último ano."
General reference to Fortune 500 companies without specific attribution
Tertiary sourcePerspective Balance
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"Mas, em menos de cinco anos, a maré virou contra as campanhas de DEI"
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Balance indicator"Embora algumas empresas tenham eliminado ou reduzido drasticamente iniciativas de DEI, muitas na verdade dobraram a aposta."
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"O assassinato de George Floyd em 2020 desencadeou um movimento por justiça racial"
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Background"Os programas modernos de DEI têm origem na Lei dos Direitos Civis dos EUA de 1964"
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Specific Findings from the Article (1)
"Os ataques de Trump a essas iniciativas estimularam mudanças em toda a América corporativa."
Causal claim about Trump's influence on corporate changes
Unsupported causeCore Claims & Their Sources
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"Corporate DEI programs have faced significant backlash and reduction since 2023 Supreme Court decision and Trump administration actions."
Source: Article reporting on multiple corporate examples and legal/political developments Named secondary
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"Former Goldman Sachs CEO Lloyd Blankfein considers some DEI programs counterproductive."
Source: Direct quote from Blankfein in CBS interview Primary
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"Many Fortune 500 companies have reduced DEI programs while others have maintained or strengthened them."
Source: Multiple specific corporate examples (Target, Walmart, Apple, Costco, etc.) Named secondary
Logic Model Inspector
ConsistentExtracted Propositions (7)
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P1
"George Floyd's murder in 2020 triggered racial justice movement"
Factual -
P2
"2023 Supreme Court decision against affirmative action cooled DEI efforts"
Factual -
P3
"Trump issued executive order revoking Biden-era federal DEI initiatives"
Factual -
P4
"Goldman Sachs suspended diversity requirement for companies it takes public"
Factual -
P5
"Over 98% of Costco shareholders voted against anti-DEI resolution"
Factual -
P6
"Trump's attacks on DEI initiatives causes stimulated changes across corporate America"
Causal -
P7
"DEI programs help dismantle systemic causes barriers that historically excluded marginalized groups"
Causal
Claim Relationships Graph
View Formal Logic Representation
=== Propositions === P1 [factual]: George Floyd's murder in 2020 triggered racial justice movement P2 [factual]: 2023 Supreme Court decision against affirmative action cooled DEI efforts P3 [factual]: Trump issued executive order revoking Biden-era federal DEI initiatives P4 [factual]: Goldman Sachs suspended diversity requirement for companies it takes public P5 [factual]: Over 98% of Costco shareholders voted against anti-DEI resolution P6 [causal]: Trump's attacks on DEI initiatives causes stimulated changes across corporate America P7 [causal]: DEI programs help dismantle systemic causes barriers that historically excluded marginalized groups === Causal Graph === trumps attacks on dei initiatives -> stimulated changes across corporate america dei programs help dismantle systemic -> barriers that historically excluded marginalized groups
All claims are logically consistent. No contradictions, temporal issues, or circular reasoning detected.