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Prévia do PIB no Brasil, petróleo e tensão no Irã: o que move os mercados

exame.com By Clara Assunção 2026-03-16 780 words
O que move os mercados: os mercados iniciam esta segunda-feira, 16, atentos a uma agenda carregada de indicadores no Brasil e nos Estados Unidos, em um momento em que a geopolítica segue no centro das atenções dos investidores (Spencer Platt/Getty Images)

Clara Assunção

Repórter

Publicado em 16 de março de 2026 às 05h30.

A semana começa nesta segunda-feira, 16, com dados sobre atividade e mercado de trabalho no radar, além da tradicional divulgação da pesquisa Focus pelo Banco Central. Ao mesmo tempo, o conflito envolvendo o Irã continua ditando o humor global e mantendo o petróleo em níveis elevados.

Logo cedo, às 8h, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga a Sondagem do Mercado de Trabalho de fevereiro. Na sequência, às 8h25, o Banco Central publica a Pesquisa Focus, relatório semanal que reúne as projeções do mercado para indicadores como inflação, crescimento econômico e juros.

Ainda pela manhã, às 9h, sai o IBC-Br de janeiro, indicador de atividade econômica calculado pelo Banco Central e considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

Nos Estados Unidos, o destaque é o índice Empire State de manufatura, divulgado às 9h30 pelo Federal Reserve de Nova York, seguido às 10h15 pelos dados de produção industrial de fevereiro.

No período da tarde, às 15h, o Ministério do Desenvolvimento, por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), publica a balança comercial semanal, com dados atualizados até 13 de março. Guerra no Irã segue no radar

Além dos indicadores econômicos, o principal fator de atenção do mercado continua sendo o conflito envolvendo o Irã e os Estados Unidos e Israel, que tem provocado forte volatilidade nos preços do petróleo e nos ativos globais.

Os preços da commodity voltaram a subir no início das negociações na Ásia neste domingo, 15, em meio às incertezas sobre a navegação pelo Estreito de Ormuz e sobre um eventual acordo para encerrar o conflito. O barril do Brent, referência internacional, avançava 2,5%, cotado a US$ 105,6, enquanto o WTI subia 3%, para US$ 101,52.

O petróleo ultrapassou o patamar de US$ 100 na última quinta-feira, 12, e fechou a sexta-feira, 13, cotado a US$ 103,82, em meio ao temor de uma disrupção prolongada no mercado global de energia.

No campo político, as declarações de autoridades ao longo do fim de semana contribuíram para aumentar a incerteza. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou no sábado, 15, que o Estreito de Ormuz permanece aberto para todos — exceto para aliados dos Estados Unidos.

o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, disse neste domingo que espera que o conflito termine "nas próximas semanas", com a consequente recuperação do fornecimento de petróleo e queda nos preços da energia.

Ao mesmo tempo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não está pronto para um acordo para encerrar a guerra e ameaçou repetir ataques ao principal centro de exportação de petróleo do Irã, na ilha de Kharg.

A semana entre os dias 16 e 20 de março também promete ser intensa no campo da política monetária global, com decisões de juros esperadas em diversas economias.

No Brasil, o noticiário político também entra no radar do mercado. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve deixar o cargo ao longo da semana para disputar o governo de São Paulo. A expectativa é que o atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, assuma o comando do ministério.

Para quinta-feira, 19, está previsto o lançamento da pré-candidatura de Haddad em um evento organizado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) na capital paulista.

No calendário corporativo brasileiro, a semana também traz a divulgação de resultados de empresas relevantes. Estão previstos os balanços de Itaúsa, Sabesp, Natura e Profarma.

Os investidores chegam à nova semana após um pregão de cautela na sexta. Depois de abrir o dia com viés mais positivo para o risco, os principais ativos domésticos perderam força ao longo da sessão.

O Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,91%, aos 177.653,31 pontos, acumulando baixa de 0,95% na semana. O índice ainda reflete os efeitos da forte aversão a risco que marcou o início do conflito no Oriente Médio.

Na semana passada, a primeira após o início da guerra envolvendo o Irã, o Ibovespa caiu 4,99%, registrando o maior recuo semanal em quatro anos. A valorização acumulada do índice, que antes da guerra estava em 17,17%, recuou para pouco mais de 10%.

No mercado de câmbio, o dólar ganhou força frente ao real e fechou cotado a R$ 5,314, refletindo a busca global por ativos considerados mais seguros. O movimento acompanhou o exterior. Em Nova York, o S&P 500 caiu 0,61%, o Nasdaq recuou 0,93% e o Dow Jones encerrou o dia com baixa de 0,26%.

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