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Revista Veja publica ataque contra Lulinha e apaga reportagem do site - Revista Fórum

revistaforum.com.br By Diego Feijó de Abreu 2026-03-15 717 words
Lavajato 2.0

Revista Veja publica ataque contra Lulinha e apaga reportagem do site

Texto sobre suposta ligação de Fábio Luís Lula da Silva com o "Careca do INSS" foi divulgado pela revista e segue no X oficial, mas o link da matéria hoje redireciona para a página inicial

Veja publicou reportagem vinculando Lulinha a suposta sociedade com o "Careca do INSS" em negócio de cannabis medicinal

A matéria foi impulsionada nas redes sociais da revista no domingo (15), mas removida do site no mesmo dia

O conteúdo integral deixou de estar acessível, embora a manchete e trechos permaneçam circulando

A revista não explicou publicamente os motivos da remoção do artigo

A revista Veja tirou do ar a reportagem intitulada "A sociedade secreta de Lulinha com o 'Careca do INSS'", publicada na editoria de política e divulgada também nos perfis oficiais da publicação nas redes sociais. Neste domingo (15), o endereço original da matéria passou a redirecionar para a página inicial do site da revista, com sinalização técnica de remoção.

O caso ganhou repercussão porque a reportagem atribuía a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, uma suposta relação empresarial com Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", nome que aparece no centro da investigação sobre fraudes bilionárias contra aposentados. A chamada foi colocada em circulação pela própria Veja, mas o texto integral deixou de ficar acessível no site.

Matéria foi publicada e depois retirada

O rastro digital da publicação confirma que a reportagem existiu. O título continuava aparecendo indexado em mecanismos de busca com URL própria da Veja, e a chamada permaneceu visível em postagem da conta oficial da revista no X. Ao abrir o endereço da matéria neste domingo (15), porém, o usuário era levado à home do portal, com o parâmetro removed=true, indicativo de que o conteúdo foi removido da página original.

O mesmo título também apareceu em publicações vinculadas à Veja em outras plataformas, o que afasta a hipótese de montagem apócrifa ou fabricação por perfis anônimos. O que houve foi a divulgação pública de uma reportagem que, horas depois, já não estava mais disponível para leitura integral no próprio site da revista.

O que a reportagem dizia

Nos trechos preservados em buscadores e nos prints que passaram a circular nas redes, a reportagem afirmava que Lulinha teria discutido uma sociedade com Antonio Carlos Camilo Antunes na área de cannabis medicinal. O texto mencionava ainda viagens a Portugal, suspeitas de pagamentos indiretos, movimentação financeira milionária e a ofensiva da CPMI do INSS para quebrar sigilos do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O tema, de fato, já vinha sendo explorado por outros veículos. A CNN Brasil publicou, no fim de fevereiro, que um informante da Polícia Federal relatou à CPMI ter trabalhado com o "Careca do INSS" em uma empresa chamada World Cannabis e alegou que o operador pagava mesadas a Lulinha para facilitar acesso a órgãos do governo em Brasília. Na mesma reportagem, a emissora registrou que as defesas de Lulinha e de Camilo negaram com veemência essas acusações.

A gravidade editorial do episódio envolvendo a Veja

Quando um veículo publica uma reportagem de alto impacto contra o filho do presidente da República, impulsiona a chamada em perfis oficiais e depois retira o texto do ar sem deixar, até aqui, uma explicação pública visível no próprio link, cria-se um problema adicional: a acusação continua reverberando, mas o conteúdo deixa de estar disponível para auditoria do leitor.

Chamada segue no ar, texto desaparece

Na prática, o que permanece circulando é a manchete. O leitor vê o título, encontra prints do conteúdo e localiza a chamada em rede social, mas não consegue mais acessar a peça jornalística no endereço original para conferir integralmente o que foi publicado, quais documentos embasavam a narrativa e em que termos apareceram as acusações atribuídas à reportagem.

Em casos assim, a transparência editorial é parte da notícia. Se o texto foi corrigido, reescrito, retirado por questionamento jurídico ou revisto por fragilidade factual, cabe ao veículo explicar. Até o momento, o que há de público e verificável é isto: a Veja publicou a reportagem, distribuiu a chamada e, neste domingo (15), manteve fora do ar o conteúdo que havia colocado em circulação.

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