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Irã tem direito de buscar assassinato de Netanyahu, diz analista iraniano - Revista Fórum

revistaforum.com.br By Ivan Longo 2026-03-15 711 words
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Irã tem direito de buscar assassinato de Netanyahu, diz analista iraniano

Hamidreza Gholamzadeh falou diretamente de Teerã à TV Fórum em meio à escalada da guerra no Oriente Médio

Analista iraniano Hamidreza Gholamzadeh afirmou, em entrevista à TV Fórum no domingo (15), que o Irã tem direito de buscar o assassinato do premiê israelense Benjamin Netanyahu.

A declaração ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, após ataques de Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã que ampliaram as tensões na região.

A Guarda Revolucionária iraniana prometeu "perseguir e matar" Netanyahu, que apareceu em vídeo para rebater boatos de sua morte que circulavam na internet.

Gholamzadeh também afirmou que o Irã poderia fechar o Estreito de Hormuz e que uma guerra terrestre seria "um pesadelo" para EUA e Israel.

O analista internacional iraniano Hamidreza Gholamzadeh, que falou diretamente de Teerã em entrevista à TV Fórum neste domingo (15), afirmou que o Irã teria o direito de buscar o assassinato do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu no contexto da guerra.

A declaração foi feita em meio à escalada do conflito no Oriente Médio após ataques de Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã, incluindo civis, que ampliaram as tensões na região e provocaram uma série de ameaças e retaliações entre os países envolvidos.

Gholamzadeh é secretário-geral do Asian Mayors Forum (Fórum de Prefeitos Asiáticos), organização internacional voltada à cooperação entre cidades e governos locais, e também diretor do think tank DiploHouse (Casa da Diplomacia), sediado em Teerã e dedicado a estudos sobre política externa e relações internacionais. Doutor em Estudos Americanos, ele atua há mais de duas décadas na análise política e em debates sobre relações entre Irã, Estados Unidos e o cenário geopolítico global.

Segundo o analista, o Irã poderia, sim, tentar matar Netanyahu, visto que os ataques israelenses e estadunidenses mataram o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, além de comandantes militares, mas que esse não seria necessariamente o foco do governo de seu país. A declaração de Gholamzadeh se deu ao ser perguntado sobre um comunicado da Guarda Revolucionária do Irã, divulgado neste domingo, que prometeu "perseguir e matar" o primeiro-ministro israelense se ele "estiver vivo".

"O Irã não vê muito valor em uma pessoa como Netanyahu ou Trump (…) Então, não, a vingança não necessariamente inclui matar essas pessoas. Mas a guerra normalmente tem como alvo as cabeças do inimigo e sim, o Irã tentaria matar Netanyahu ou até mesmo o presidente Trump, se necessário. E isso é a guerra", declarou o analista.

"Eles assassinaram nosso líder supremo, nossos principais políticos. Então, nós temos todo o direito de buscar o assassinato de Netanyahu ou de qualquer outra pessoa".

"Eles assassinaram nosso líder supremo, nossos principais políticos. Então, nós temos todo o direito de buscar o assassinato de Netanyahu ou de qualquer outra pessoa".

Rumores sobre Netanyahu

Durante a entrevista, o analista também comentou rumores que circularam nos últimos dias sobre o paradeiro do primeiro-ministro israelense, já que ele passou dias sem fazer aparições públicas na última semana.

"Não tenho certeza se ele está morto ou vivo ainda, mas o desaparecimento de Netanyahu da mídia e das reuniões de gabinete é muito suspeito, na verdade. Então, parece que há algo acontecendo nos bastidores", sugeriu.

Netanyahu, porém, apareceu em vídeo nas redes sociais neste domingo para rebater boatos de que teria morrido, que haviam se espalhado na internet nos últimos dias.

Outros temas da entrevista

Na entrevista, Gholamzadeh também comentou a situação cotidiana em Teerã durante os ataques, afirmou que o Irã poderia fechar totalmente o Estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo produzido no planeta, e disse que uma eventual guerra terrestre seria "um pesadelo" para Estados Unidos e Israel, argumentando que o país teria experiência em combates em solo após décadas de conflitos e operações militares na região.

Ele também criticou o que chamou de "mentiras da propaganda ocidental sobre o Irã" e afirmou que os Estados Unidos estariam interessados principalmente em controlar o petróleo iraniano, e não em promover democracia no país.

A entrevista completa com Hamidreza Gholamzadeh tem 44 minutos de duração e será exibida na íntegra na programação da TV Fórum.

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