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Vale (VALE3) surpreende na produção, mas recomendações seguem divididas; o que esperar do balanço do 4T25? – Money Times

moneytimes.com.br By Seu Dinheiro 2026-02-12 858 words
Vale (VALE3) surpreende na produção, mas recomendações seguem divididas; o que esperar do balanço do 4T25?

A Vale (VALE3) fechou o quarto trimestre de 2025 com uma produção acima do esperado — e isso já começou a mexer com as expectativas do mercado para o balanço da companhia, que será divulgado nesta quinta-feira (12) após o fechamento dos mercados.

Segundo as projeções da Bloomberg, tanto a receita quanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) devem crescer na comparação anual e também frente ao trimestre anterior.

Confira abaixo as estimativas:

Indicador
Em dólares
Var. anual
Var. trimestral
Em reais
Var. anual
Var. trimestral

Indicador

Em dólares

Var. anual

Var. trimestral

Em reais

Var. anual

Var. trimestral

Lucro líquido
US$ 2,601 bilhões
Reversão de prejuízo de US$ 694 mi
-3,06%
R$ 13,554 bilhões
Reversão de prejuízo de R$ 4,677 bi
-7,27%

Lucro líquido

US$ 2,601 bilhões

Reversão de prejuízo de US$ 694 mi

-3,06%

R$ 13,554 bilhões

Reversão de prejuízo de R$ 4,677 bi

-7,27%

Receita
US$ 11,075 bilhões
+9,39%
+6,40%
R$ 57,703 bilhões
-2,86%
+1,77%

Receita

US$ 11,075 bilhões

+9,39%

+6,40%

R$ 57,703 bilhões

-2,86%

+1,77%

Ebitda
US$ 4,756 bilhões
+25,36%
+9,01%
R$ 24,781 bilhões
+11,53%
+4,28%

Ebitda

US$ 4,756 bilhões

+25,36%

+9,01%

R$ 24,781 bilhões

+11,53%

+4,28%

Fonte: Bloomberg

Produção forte no 4T25

As projeções têm como base os dados de produção e vendas da Vale entre outubro e dezembro de 2025. No período, a produção de minério de ferro avançou 6% na comparação anual, embora tenha recuado 4,2% frente ao trimestre anterior.

No total, a mineradora produziu 90,4 milhões de toneladas de minério de ferro no quarto trimestre. Com isso, o acumulado de 2025 chegou a 336 milhões de toneladas — acima do guidance da própria empresa e no melhor nível desde 2018.

O desempenho foi suficiente para a Vale ultrapassar a australiana Rio Tinto e retomar o posto de maior produtora de minério de ferro do mundo.

O que dizem os analistas

Para o mercado, os números reforçam a boa fase operacional da companhia.

"No geral, a Vale apresentou mais uma rodada de números sólidos, que junto com a valorização das commodities metálicas justificam a forte alta de 53% dos papéis nos últimos seis meses. A 5x Ebitda esperado para 2026, a Vale segue entre as recomendações da Empiricus para dividendos", afirma Ruy Hungria, analista da Empiricus Research.

No BTG Pactual, a leitura é de que os dados de produção dissiparam dúvidas sobre a execução da empresa. O banco já vinha destacando o bom momento da Vale, tanto do ponto de vista operacional quanto institucional, e agora elevou ligeiramente as projeções para os próximos resultados.

O BTG espera que a Vale entregue um Ebitda de US$ 4,5 bilhões no quarto trimestre de 2025, levando o número para US$ 15,4 bilhões no acumulado do ano. A Genial Investimentos tem a mesma estimativa, enquanto a XP Investimentos foi ainda mais otimista e elevou a projeção para US$ 4,8 bilhões.

A Genial, por sua vez, até reconhece um Ebitda mais forte, mas ajustou as contas para US$ 4,5 bilhões ao avaliar que, apesar da produção ter surpreendido, as vendas não acompanharam no mesmo ritmo.

"Como resultado, passamos a projetar Ebitida proforma de US$ 4,5 bilhões (-2,9% vs. estimativa anterior; +2,3% t/t; +9,3% a/a), ligeiramente abaixo da projeção anterior, em função de uma realização de receitas mais suave do que a inicialmente assumida, enquanto a base de custos permanece estável. O lucro líquido agora é estimado em US$ 2,4 bilhões", dizem os analistas da Genial.

No quarto trimestre, a Vale vendeu 84,9 milhões de toneladas de minério de ferro. Os embarques cresceram 4,5% na comparação anual, mas caíram 1,3% frente ao trimestre anterior.

E as ações, o que fazer?

Apesar da expectativa de resultados mais fortes, as recomendações para VALE3 seguem divididas. A XP mantém indicação neutra, citando a perspectiva de queda nos preços do minério de ferro após o período de reabastecimento.

"Embora mantenhamos nossa visão neutra para Vale, reconhecemos que a melhora dos preços do cobre e de outros metais, combinada com a tese de desvalorização do dólar e uma rotação para mercados emergentes, pode continuar sustentando o bom momento relativo da ação", afirmam os analistas.

A Geni
al também rebaixou a recomendação de compra para neutra no fim de janeiro, avaliando que a recente disparada do papel reduziu o potencial de valorização e levou a ação para perto do preço justo.

Já o BTG reconhece que a Vale já não é mais exatamente uma "pechincha", mas segue com recomendação de compra.

"A análise fundame
ntal da empresa continua muito sólida. Isso, combinado com fundamentos de minério de ferro, cobre e níquel mais fortes do que o esperado e uma sazonalidade favorável, sustenta uma perspectiva positiva no curto prazo", diz o banco.

O BTG também considera exagerada a preocupação do mercado com a suspensão temporária das minas de Viga e Fábrica, em Minas Gerais, após vazamentos de água registrados em janeiro.

Segundo as autoridades locais, não houve feridos, mas o episódio causou danos ambientais, levando à aplicação de multas e à suspensão dos alvarás até a adoção de medidas emergenciais de controle, monitoramento e compensação ambiental.

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