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Israel amplia ofensiva contra o Irã e regime ameaça executar Netanyahu

jornalggn.com.br By Ana Gabriela Sales 2026-03-15 488 words
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) iniciaram, neste domingo (15), uma nova onda de ataques em larga escala contra alvos estratégicos em território iraniano. A ofensiva, concentrada nas regiões oeste e central do país, foca na destruição de sistemas de mísseis balísticos e infraestruturas de drones. Em resposta imediata, a Guarda Revolucionária do Irã elevou a retórica de hostilidade, reafirmando o objetivo de assassinar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Em nota oficial, o grupo paramilitar iraniano declarou que vai "continuar a perseguir e matar" Netanyahu, além de reivindicar ataques recentes contra bases americanas e o território israelense. No centro de Israel, a explosão de mísseis balísticos deixou ao menos dois feridos, conforme informações do serviço de resgate Magen David Adom.

Espionagem e repressão interna no Irã

Paralelamente aos bombardeios, Teerã intensificou a repressão interna. A agência Tasnim informou a prisão de 20 pessoas no noroeste do país, acusadas de colaborar com a inteligência israelense. Segundo o Ministério Público local, os suspeitos teriam fornecido coordenadas precisas de instalações militares e de segurança.

O movimento ocorre após relatos de que Israel estaria utilizando fontes locais para refinar a precisão de seus alvos. Enquanto isso, o governo iraniano afirma ter atingido o quartel-general da polícia israelense e um centro de comunicações via satélite, embora o Exército de Israel não tenha confirmado tais perdas.

Bloqueio no Estreito de Ormuz e tensão no Golfo

A escalada atingiu dimensões regionais críticas. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou restrições severas no Estreito de Ormuz, ponto vital para o escoamento global de petróleo. Segundo o chanceler, a passagem permanece aberta, exceto para embarcações dos Estados Unidos, Israel e seus aliados.

"Está fechado apenas para os petroleiros e navios pertencentes aos nossos inimigos, àqueles que nos atacam e aos seus aliados", disse Araghchi.

"Está fechado apenas para os petroleiros e navios pertencentes aos nossos inimigos, àqueles que nos atacam e aos seus aliados", disse Araghchi.

A tensão se estende aos países vizinhos. No Bahrein, jornalistas relataram fortes explosões na capital, Manama. O governo local afirmou ter interceptado mais de 300 artefatos, entre mísseis e drones, lançados pelo Irã desde o início das hostilidades. Diante do cenário, o presidente americano, Donald Trump, manifestou a expectativa de que aliados enviem navios de guerra para garantir a livre navegação na região.

Crise humanitária e o impasse diplomático

Enquanto os ataques mútuos entre as potências regionais se intensificam, o Líbano enfrenta um agravamento severo de sua crise humanitária. O conflito já resultou em mais de 800 mortes e deslocou cerca de 850 mil pessoas no país vizinho.

Apesar do apelo de Teerã por uma "abordagem responsável" de outras nações, Israel descarta, no momento, qualquer diálogo diplomático com o governo libanês. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, reiterou que não há negociações diretas em curso e cobrou que o Líbano impeça o Hezbollah de realizar novos lançamentos contra o território israelense.

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