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Brasil fora do Escudo

revistaoeste.com By Guilherme Fiuza 2026-03-13 531 words
Facções criminosas tocam o terror, mas não podem ser classificadas como terroristas, segundo o governo brasileiro. Elas não têm motivação política, argumentam os humanistas oficiais. Têm conexões até com terroristas do Oriente Médio, mas não têm motivação política?

A retórica oficial do Brasil está caindo no ridículo. As grandes facções têm hoje diversas formas de inserção no Estado, além de ter suas digitais investigadas no maior escândalo do momento. Fora o aparente trânsito em gabinetes graduados. Mas os "progressistas" continuam alegando ameaça à soberania.

Só se for a soberania dos te
rritórios do crime. O chavismo, aliado de primeira hora do petismo, foi corroendo a sociedade venezuelana com autoritarismo e brutalidade. A lei foi sendo substituída pela propaganda do regime. A Casa Branca sabe que o Brasil tende a essa mesma direção.

Donald Trump capturou Maduro dentro dos seus d
omínios. Os EUA deixaram de reconhecê-lo como chefe de Estado — e expuseram toda a fundamentação para isso: perpetuação ilegal no poder e expedientes criminosos que passaram a ameaçar o território norte-americano. Soberania de máfia é conluio.

O governo brasileiro considera inaceitável a captura de Maduro. Mas não se pronuncia sobre as centenas de presos políticos inocentes libertados a partir da retirada do ditador de cena. Não se manifesta oficialmente sobre a reeleição dele — considerada ilegal pela OEA e testemunhada silenciosamente pelo assessor internacional da Presidência. Onde está a legalidade na posição brasileira?

Trump sabe que o Brasil do PT se identifica com regimes como o iraniano. O governo petista deu provas ostensivas disso, condenando o ataque dos EUA com muito mais veemência e rapidez do que a reação à carnificina do aiatolá contra seu próprio povo. A ausência do chefe de Estado brasileiro na Cúpula Escudo das Américas é o fato mais gritante da condição obscura a que o petismo vai relegando o país. A propaganda de que isso é uma resistência contra o fascismo trumpista ainda engana uma parte do público, mesmo sendo uma cortina de cascata.

Essa cortina tem mantenedores abnegados — na política, na imprensa, nas artes. O primeiro ator nacional indicado ao Oscar é um propagador inveterado do lulismo como salvação democrática. Ele mora em Los Angeles e diz para quem quiser ouvir que "os EUA não são mais uma democracia". Essa conversa mole ainda cola para muitos — até pelo prestígio dos mensageiros. Mas os acontecimentos no Brasil e no mundo começam a ameaçar essa versão.

A imprensa, a indústria do entretenimento, as big techs e o circuito das finanças se lambuzaram nos últimos anos desse propagandismo mandrake. Uma reedição falsa da contracultura para criar poderes artificiais. A verdadeira democracia foi asfixiada por esse elitismo dissimulado. Conseguiram neutralizar e estigmatizar até os movimentos de massa.

O único movimento de massa que teve êxito concreto nos últimos anos foi a eleição de Donald Trump. Ele não é representante de um segmento ideológico. É a voz da maioria confrontando o poder envernizado da casta de burocratas e barões que tomou conta de quase tudo. As metamorfoses recentes da imprensa têm a ver com esses ventos do Norte. Não deixa de ser uma esperança de que a Era da Enganação esteja chegando ao fim.

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