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Bolsonaro tem melhora renal, mas piora em índices inflamatórios no sangue, diz boletim

otempo.com.br By O TEMPO Politica 2026-03-15 661 words
BRASÍLIA - O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou melhora na função renal, mas teve uma piora nos marcadores que medem a inflamação no sangue. Por conta disso, a equipe médica ampliou a cobertura de antibióticos administrados. De forma geral, o ex-presidente tem estabilidade clínica. Não há previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

As informações foram divulgadas neste domingo (15/3) em boletim médico do hospital DF Star, onde o ex-pr
esidente está internado desde a sexta-feira (13/3). "O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital DF Star em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração", diz trecho.

"Evoluiu com estabilidade clínica e melhora da função renal, porém com nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue. Em decorrência destas alterações, houve necessidade de ampliar a cobertura dos antibióticos. Segue com suporte clínico intensivo e com intensificação da fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta da UTI neste momento", completa o comunicado.

Leia também: Carlos diz que antibióticos para tratamento de Bolsonaro podem causar sobrecarga nos rins

O boletim foi assinado pelo cirurgião geral Claudio Birolini e pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, médicos particulares de Bolsonaro, além do diretor-geral do DF Star, Allisson B. Barcelos Borges, e do coordenador da UTI, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr.

A piora n
a função renal havia sido divulgada no final da manhã de sábado (14/3). O comunicado, na ocasião, informou que Bolsonaro estava estável, mas com a observação renal e já com uma elevação dos marcadores de inflamação.

O ex-presidente já estava em tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa, além de fisioterapia respiratória e motora e medidas de prevenção de trombose venosa.

Jair Bolsonaro passou mal na madrugada de sexta-feira na Papudinha, ala da Polícia Militar que ocupa dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Ele cumpre
pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

O ex-presidente foi atendido pela equipe médica de plantão no local e transferido, em uma ambulância do Samu, para o hospital DF Star ainda no início da manhã de sexta-feira. Os médicos particulares dele foram acionados para o atendimento na unidade privada.

Após sintomas como febre alta, queda de saturação de oxigênio, sudorese e calafrios, exames laboratoriais e de imagem apontaram um quadro de broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões e Bolsonaro f
oi internado na UTI. Os médicos destacaram a "velocidade" do agravamento do quadro e iniciaram tratamento com antibióticos na veia.

O cardiologista Brasil Caiado projetou que Bolsonaro deve ficar, no mínimo, sete dias internado. "Esta pneumonia é mais acentuada em relação às outras que ele já teve e exige um cuidado especial", justificou.

Já o médi
co Cláudio Birolini, que também acompanha Bolsonaro no DF Star, o quadro do ex-presidente oferece o "risco de um evento potencialmente mortal".

"Já tínhamos alertado nos relatórios sobre os riscos de pneumonia aspirativa, e novamente temos que lidar com essa situação bastante crítica. Isso realmente coloca em risco a vida do paciente, uma pneumonia aspirativa pode evoluir para uma insuficiência respiratória e se você não intervir, pode morrer", afirmou Birolini. "No momento, a situação do presidente Bolsonaro é estável, mas o risco de um evento potencialmente mortal surge mais uma vez nessas circunstâncias", acrescentou na noite de sexta-feira.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supr
emo Tribunal Federal (STF), autorizou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro permaneça como acompanhante do ex-presidente durante a internação e liberou visitas dos filhos.

Estão na lista como autorizados para visita o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), o vereador de Balneário Camboriú (SC Jair Renan (PL) e Laura Bolsonaro, além da enteada Letícia Firmo.

Na noite de sábado, Flávio Bolsonaro informou que a defesa do pai aguarda novo laudo médico para entrar com mais um pedido de prisão domiciliar por razões humanitárias. Até o mome
nto, já foram apresentados ao Supremo Tribunal Federal (STF) quatro pedidos nesse sentido. Todos foram negados.

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