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Emendas: Viana, presidente da CPMI do INSS, enviou R$ 3,6 milhões à fundação da Lagoinha - Revista Fórum

revistaforum.com.br By Henrique Rodrigues 2026-03-16 699 words
Dinheiro público

Emendas: Viana, presidente da CPMI do INSS, enviou R$ 3,6 milhões à fundação da Lagoinha

Senador que faz a maior lambança na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito e que tem obsessão por acusar Lulinha repassou fortuna do dinheiro público a órgão da igreja dos Valadão e de Fabiano Zettel

Senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, destinou R$ 3,6 milhões em emendas à Fundação Oasis, vinculada à Igreja Batista da Lagoinha, da qual é membro.

Os repasses foram realizados via Prefeitura de Belo Horizonte (R$ 1,5 milhão em 2019) e para Capim Branco (MG), sendo R$ 1,47 milhão em 2023 e R$ 650,9 mil em 2025.

Viana se recusa a pautar requerimentos de quebra de sigilo da Clava Forte Bank e do pastor André Valadão, apesar de empresas citadas estarem sob investigação de suspeita de lavagem de dinheiro.

A ação ocorre enquanto a CPMI, sob comando de Viana, investiga o filho do presidente Lula, o que críticos classificam como conflito de interesses e uso político da comissão.

Enquanto comanda com mão de ferro e visível parcialidade a CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) vê o foco das suspeitas se voltar contra sua própria atuação parlamentar. Levantamentos recentes revelaram que o congressista, que tem transformado a comissão em um palco de obsessão pessoal para tentar incriminar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, destinou uma verdadeira fortuna em emendas parlamentares para a Fundação Oasis, "braço social" da Igreja Batista da Lagoinha, instituição da qual ele próprio é integrante.

Ao todo, Viana irrigou a fundação vinculada à igreja liderada pelo pastor André Valadão com pelo menos R$ 3,6 milhões. Os repasses, identificados pelo jornalista Tácio Lorran, do portal Metrópoles, mostram uma distribuição generosa ao longo dos anos: R$ 1,5 milhão via Prefeitura de Belo Horizonte em 2019, R$ 1,47 milhão em 2023 e mais R$ 650,9 mil em 2025, estes últimos destinados à unidade de Capim Branco (MG).

A blindagem na CPMI e o "esquema Zettel"

A "lambança" promovida por Viana na presidência da CPMI ganha contornos de conflito de interesses quando confrontada com as denúncias que surgem no colegiado. A Igreja da Lagoinha entrou no radar dos investigadores após revelações de que um evento de Réveillon da entidade, no estádio Allianz Parque, teria sido patrocinado por Felipe Gomes, ex-presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios, empresa sob investigação.

O deputado Rogério Correia (PT-MG) tem apontado a existência de uma triangulação financeira nebulosa envolvendo o Banco Master, o empresário e ex-pastor da Lagoinha Fabiano Zettel (sócio do banqueiro Daniel Vorcaro) e a fintech Clava Forte Bank, associada à igreja. Segundo Correia, o dinheiro sairia do Master via Zettel para a Clava Forte, sendo posteriormente repassado para empresas suspeitas de lavagem de dinheiro.

Entretanto, Carlos Viana tem agido para travar o avanço dessas apurações. O senador simplesmente se nega a pautar os requerimentos de quebra de sigilo da Clava Forte Bank e do próprio pastor André Valadão. Enquanto o presidente da CPMI "engaveta" as investigações que batem à porta de sua igreja, ele gasta as energias da comissão em uma perseguição incessante contra o filho do presidente Lula (PT), o que parlamentares da base governista classificam como um trabalho inviesado e despudorado.

O discurso da "dívida histórica"

Pressionado, Carlos Viana tenta se esconder atrás do tecnicismo orçamentário e da retórica religiosa. Em nota, sua assessoria afirmou que as emendas seguem critérios legais e que a responsabilidade pela execução e fiscalização cabe às prefeituras. O senador justificou os repasses alegando que o Brasil tem uma "dívida histórica" com projetos sociais de igrejas e que continuará destinando recursos para instituições religiosas, independentemente de quem as lidere.

O argumento, contudo, não convence quem acompanha o dia a dia da CPMI. Para os críticos, a coincidência entre o envio de milhões de reais à fundação da Lagoinha e a postura de Viana em blindar a cúpula da igreja e seus parceiros financeiros, como Zettel e Valadão, é gritante demais para ser ignorada. Enquanto a comissão deveria investigar fraudes, parece servir, sob a batuta de Viana, para proteger aliados e atacar adversários ideológicos de forma sistemática.

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