B
25/30
Good

Escritório de esposa de Moraes vai processar senador por associá-lo ao PCC

otempo.com.br By Gabriel Ferreira Borges 2026-03-16 460 words
BRASÍLIA - O escritório de advocacia Barci de Moraes vai processar o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) por suposta injúria, calúnia e difamação. A banca acusa o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado de associá-la à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no último domingo (15/3).

Leia mais: Contrato com Banco Master rendeu ao escritório da esposa de Moraes R$ 5 mil por hora

A informação foi antecipada pela coluna Painel, do jornal "Folha de S.Paulo", e confirmada por O TEMPO Brasília. O escritório, cujos sócios são a esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e os filhos, Giuliana e Alexandre Barci de Moraes, quer uma indenização a título de danos morais.

Em entrevista ao "SBT News", Vieira disse qu
e o sigilo bancário de Daniel Vorcaro indicaria uma suposta lavagem de dinheiro do PCC através de uma cadeia de fundos de investimentos. "A gente tem informações que apontam a circulação de recursos entre esse grupo criminoso e familiares de Toffoli e Moraes. Não é razoável dizer, agora, que essa circulação é ilícita", ponderou.

O relator da CPI do Crime Organizado negou ter se referido ao PCC ao citar "grupo criminoso". "O que eu falei - e tenho que repetir - é que a família do ministro, através do escritório de advocacia da Viviane Barci e dos filhos, recebeu recursos do Master, e o Master, todos nós sabemos, era uma organização criminosa", explicou, em vídeo publicado no Instagram.

O senador ainda classificou a atitude do Barci de Moraes como uma "tentativa de intimidação". "A intimidação não vai funcionar com a gente. A gente vai continuar fazendo o nosso trabalho sério e isso mostra cada vez mais a importância de uma CPI específica para investigar a atuação deste e de outros ministros", acrescentou.

Na última segunda, o escritório de advocacia admitiu, pela primeira vez, que prestou serviços ao Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, quando o Banco Central (Bacen) liquidou extrajudicialmente o banco. A empresa citou ter realizado 94 reuniões de trabalho e elaborado 36 pareceres e opiniões legais durante o período.

O Barci de Moraes confirmou o contrato apenas três meses após a colunista do jornal "O Globo" Malu Gaspar revelá-lo. Os valores chegariam a R$ 3,6 milhões mensais. O Master teria contratado a empresa para representá-lo junto ao Bacen, à Receita Federal, à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

O contrato, somadas às revelações de que Moraes teria pressionado o presidente do Bacen, Gabriel Galípolo, para aprovar a venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB), provocaram acusações de advocacia administrativa contra o ministro. O crime é caracterizado por patrocinar, direta ou indiretamente, interesses privados perante à Administração Pública.

Tap highlighted text for details

Source Quality
Perspective
Context
Neutrality
Transparency
Logic