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Como esquema de corrupção eleitoral e narcofinanciamento alterou rotina da Câmara de Morada Nova - PontoPoder - Diário do Nordeste

diariodonordeste.verdesmares.com.br By Ingrid Campos; Marcos Moreira 2026-03-15 349 words
Como esquema de corrupção eleitoral e narcofinanciamento alterou rotina da Câmara de Morada Nova

Com negociação de até R$ 400 mil para um dos candidatos, intercâmbio de influência entre "faccionados" e vereadores envolvia empréstimos e nomeações na Câmara.

Junto à prisão de cinco vereadores de Morada Nova, a 170 km de Fortaleza, a 93ª Zona Eleitoral do Ceará também determinou o afastamento dos parlamentares investigados por 180 dias. Durante esse período, eles continuarão recebendo salários pela Câmara Municipal. A informação consta na decisão que autorizou o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão no âmbito da Operação Traditori, deflagrada nessa quinta-feira (12) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/CE).

Os parlamentares são suspeitos de receber dinheiro da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE) para o financiamento das suas campanhas nas eleições de 2024, com promessas de ajuda na estratégia de infiltração do grupo na política do município. No mesmo processo, um 6° parlamentar é investigado.

Segundo o juiz Adriano Ribeiro Furtado Barbosa, titular da 93ª ZE, o afastamento foi necessário porque os vínculos não se exauriram com a vitória eleitoral e continuaram repercutindo na atividade parlamentar, que passou a funcionar como contrapartida política ao financiamento recebido.

Exemplo disso é a nomeação de uma mulher apontada como membro do núcleo financeiro-operacional da facção ao cargo de assessoria de cerimonial na Câmara Municipal. O responsável pelo provimento foi o presidente da Casa, Hilmar Sérgio (PT), preso na operação da quinta-feira.

A decisão, contudo, não estendeu o afastamento à mulher suspeita. Em busca aos atos oficiais no site da Câmara Municipal de Morada Nova, também não foi possível constatar exoneração ou procedimento similar vinculado ao seu nome.

A 93ª ZE ainda estabeleceu que a vice-presidente da Casa, Jane Martins (PDT), fosse oficiada sobre a decisão, a fim de dar andamento à convocação de suplentes. O PontoPoder procurou a vereadora e a Câmara nessa sexta-feira (13), mas não houve resposta. Até essa quinta-feira, o 2º secretário do Parlamento, Davi Sousa (PT), havia informado à reportagem que ainda não havia sido feita a notificação.

Um 6º vereador é investigado

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