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Ministério da Igualdade Racial cobra informações sobre morte de médica no RJ

cartacapital.com.br By Wendal Carmo 2026-03-17 513 words
Justiça

Ministério da Igualdade Racial cobra informações sobre morte de médica no RJ

A vítima morreu no último domingo, após ser atingida por disparo de arma de fogo durante uma ação da Polícia Militar

O Ministério da Igualdade Racial enviou ao governo do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira 16, um ofício cobrando informações sobre as providências administrativas e investigativas adotadas após a morte da médica Andrea Marins Dias, durante abordagem policial na zona norte da capital fluminense, no final de semana.

A vítima de 61 anos trafegava em seu veículo após sair da residência de familiares quando foi atingida por disparo de arma de fogo durante uma ação envolvendo perseguição policial a suspeitos no bairro de Cascadura.

Chefiado por Anielle Franco, o ministério solicitou informações sobre se houve instauração de procedimento investigativo no âmbito da Corregedoria da Polícia Militar ou comunicação formal ao Ministério Público.

Pediu ainda esclarecimentos sobre o uso de câmeras corporais individuais dos policiais envolvidos na ocorrência, e a respeito do encaminhamento dessas e de outras imagens de segurança das imediações para as autoridades responsáveis pelo caso.

Diversas instituições repudiaram a morte da médica, ocorrida na noite de domingo 15. Andréa era ginecologista e cirurgiã, especialista em casos de endometriose. Em nota, o Ministério da Saúde destacou as quase duas décadas de trajetória da profissional no cuidado de pacientes no Instituto Nacional de Câncer, o Inca.

Ao longo de sua atuação, contribuiu para o cuidado humanizado de pessoas com câncer no Sistema Único de Saúde. Ela integrava a equipe do Hospital do Câncer IV, unidade especializada em cuidados paliativos.

Por meio das redes sociais, Anielle já havia lamentado a morte da médica. "Até quando a ausência de políticas eficazes de segurança pública continuará produzindo cenas como essa? Até quando vamos perder pessoas negras para a violência?", questionou.

De acordo com a Polícia Militar do Rio, os agentes teriam confundido o carro da médica com um veículo ocupado por criminosos, que estariam cometendo assaltos no bairro de Cascadura. A vítima morreu na hora. "A equipe que participou da ação usava câmeras corporais, e os equipamentos estão à disposição das autoridades. Os três militares foram afastados de suas funções", informou a corporação em nota.

A Secretaria de Estado de Polícia Militar lamentou a morte e informou que, por determinação do secretário de Polícia Militar, Marcelo de Menezes Nogueira, foi instaurado um procedimento para apurar os fatos ocorridos durante a ação. As investigações estão sendo conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Capital.

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