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Caminhoneiros planejam greve por causa da alta no preço do diesel - Revista Fórum

revistaforum.com.br By Plinio Teodoro 2026-03-17 876 words
GUERRA PELO PETRÓLEO

Caminhoneiros planejam greve por causa da alta no preço do diesel

Caminhoneiros autônomos tentam adesão das transportadoras para greve por causa da alta no Diesel devido à guerra no Irã. Lula zerou PIS e Cofins para conter preços, mas estados se recusam a reduzir ICMS.

Caminhoneiros planejam paralisação entre quarta (18) e quinta-feira (19) em razão da alta do柴油 caused by guerra between EUA/Israel and Irã.

Representatives de SP, RJ, GO, PR e RS se reuniram no Porto de Santos na segunda (16) para discutir mobilização nacional.

Lula zerou impostos federais PIS e COFINS sobre diesel no dia 12 e pediu apoio dos estados para reduzir ICMS.

Comitê de secretários de Fazenda dos estados (Comsefaz) anunciou que não vai reduzir alíquotas de ICMS sobre combustíveis.

Caminhoneiros autônomos e cooperativas planejam uma greve geral que pode acontecer entre quarta (18) e quinta-feira (19) em razão da alta no preço do óleo diesel, provocada pela guerra decretada por Donald Trump, dos EUA, e Benjamin Netanyahu, de Israel, contra o Irã.

Caminhoneiros e representantes de transportadoras de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul se reuniram no Porto de Santos nesta segunda-feira (16) para discutir uma mobilização nacional da categoria.

"Hoje a maioria das lideranças de todos os Estados envolvidos decidiu que vai fazer uma paralisação. Mas precisamos seguir um trâmite legal, conversar com outras entidades e alinhar uma data dentro da legislação", afirmou Wallace Landim, o Chorão, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), em entrevista ao site Transporte Moderno, especializado no tema.

Áudio, a que a Fórum teve acesso, está sendo distribuído pelos caminhoneiros para propagar o movimento grevista.

"Espalhem para todos os administradores de grupos de trabalho. Para anunciar que possível paralisação nossa pode começar amanhã ou na quinta-feira", diz o áudio, pedindo para os caminhoneiros irem se preparando para a greve.

"Espalhem para todos os administradores de grupos de trabalho. Para anunciar que possível paralisação nossa pode começar amanhã ou na quinta-feira", diz o áudio, pedindo para os caminhoneiros irem se preparando para a greve.

Segundo Chorão, além dos autônomos há negociação para entrada das transportadoras no movimento grevista.

"Todo mundo está na mesma dor. A transportadora diz que não consegue repassar o custo porque o embarcador não paga, e o autônomo que trabalha para ela também está sofrendo", afirmou.

"Em cada dois quilômetros você encontra um preço diferente. Eu cheguei a ver diesel a R$ 6,29 descendo para Santos. O governo precisa fiscalizar as distribuidoras e revendedoras", emendou.

Governos estaduais abrem guerra contra Lula

Presidido por Flávio César Mendes de Oliveira, secretário da Fazenda do governo Eduardo Riedel (PP) no Mato Grosso do Sul, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) divulgou nota nesta terça-feira (17) informando que os Estados não vão reduzir as alíquotas de ICMS sobre os combustíveis, em especial o diesel, para frear a alta provocada pela guerra desencadeada por Donald Trump, dos EUA, e Benjamin Netanyahu, de Israel, contra o Irã.

No último dia 12, o presidente Lula anunciou que zerou os impostos federais PIS (Programa de Integração Social) e COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) sobre o diesel, além de instituir medidas de fiscalização sobre preços abusivos dos combustíveis, criando uma política de subvenção ao diesel para produtores e importadores, condicionada à comprovação de repasse aos consumidores.

"Nós vamos fazer tudo o que for possível. E quem sabe esperar, até com a boa vontade dos governadores de Estados, que podem reduzir um pouco o ICMS também no preço do combustível, naquilo que for possível cada Estado fazer, para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro. E sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro, não vai chegar ao prato de feijão, da salada, do alface, da cebola e da comida que o povo mais come", disse na ocasião.

O apelo do presidente, no entanto, foi ignorado pelos governos estaduais, que abriram mais uma frente de batalha com o presidente, desta vez na política de preços dos combustíveis, faltando menos de 7 meses para as eleições presidenciais.

"A reiterada prática mostra, com nitidez, que reduções de preços como as reduções tributárias não costumam ser repassadas ao consumidor final", diz a nota do Comsefaz, se eximindo de fiscalizar o repasse. "Não há, portanto, base empírica consistente para sustentar que uma nova perda do ICMS resultaria em benefício efetivo para a população, não entregando o efeito de fato esperado", emenda.

Os governos estaduais ainda criticam a decisão de Lula de conter a alta do diesel, que tem reflexo direto na inflação dos alimentos.

"É preciso registrar que o esforço fiscal anunciado nesta quarta-feira (12/03) pela União nessa matéria também produz efeitos diretos sobre os entes subnacionais. No caso da Cide-Combustíveis, parte relevante de sua arrecadação é constitucionalmente destinada ao financiamento de programas de infraestrutura de transportes dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Assim, qualquer redução nessa contribuição não afeta apenas a esfera federal, também alcança receitas vinculadas à infraestrutura de transporte nas demais unidades da Federação", diz a nota.

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