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Guerra dos EUA contra Irã divide opinião de republicanos em relação a Israel

operamundi.uol.com.br By Tabitha Ramalho 2026-03-17 524 words
Guerra dos EUA contra Irã divide opinião de republicanos em relação a Israel

Andrew Sullivan, Tucker Carlson e Megyn Kelly classificam conflito como priorização de Tel Aviv sobre Washington

A guerra travada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã está gerando uma disputa retórica entre figuras da extrema-direita republicana sobre o papel de Washington e sua relação com Tel Aviv.

A podcaster Megyn Kelly e o apresentador da Fox News, Mark Levin, são consideradas duas das figuras mais influentes do conservadorismo estadunidense. Porém, enquanto ela se opõe à guerra no Irã, ele a apoia.

Kelly, ex-apresentadora da Fox News, argumentou recentemente que a guerra foi vendida ao povo norte-americano por "defensores de Israel como Mark Levin". Em resposta, Levin a chamou de "uma pessoa emocionalmente desequilibrada, lasciva e petulante".

"Aqueles que falam mal de Mark logo ficarão pelo caminho", escreveu Donald Trump em sua plataforma de mídia social Truth Social. Apesar de ter prometido repetidamente durante a campanha eleitoral evitar conflitos estrangeiros, ele defendeu a guerra atual como consistente com os preceitos de seu movimento: "ELES NÃO SÃO MAGA, EU SOU", afirmou.

O debate reflete uma crescente divisão dentro do movimento conservador do MAGA. Durante décadas, os republicanos conservadores foram defensores da aliança com Israel. Porém, nos últimos anos, alguns se desencantaram com Tel Aviv e seu papel na influência da política estadunidense.

Outra figura é o podcaster Tucker Carlson, que tem vendido bonés, camisetas e canecas estampadas com mensagens como "Neocons são apaixonados por Israel" e "AIPAC: Uma oferta irrecusável", em ataques ao Comitê de Assuntos Públicos Israel-Americano (AIPAC), grupo de lobby pró-Israel. Carlson classificou os ataques como "absolutamente repugnantes e malignos" e disse que eles ocorreram porque "Israel queria que acontecesse".

Sentimentos anti-Israel semelhantes foram expressos por outras figuras da extrema-direita, incluindo o podcaster Alex Jones e a ex-representante Marjorie Taylor Greene, bem como por vozes mais moderadas como o podcaster Joe Rogan e o influente intelectual conservador e crítico de Trump, Andrew Sullivan.

Por sua vez, Sullivan escreveu na semana passada que ac
reditava que o ataque era essencialmente uma proposta que priorizava Israel, em vez de priorizar os Estados Unidos. "Em outras palavras, isto é o que está diante dos nossos olhos: um monarca corrupto e desequilibrado travando uma guerra ilegal e imoral, principalmente para beneficiar um país estrangeiro", afirmou.

Na próxima quarta-feira (25/03), acontecerá a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) em Dallas, Texas. Entre os palestrantes confirmados para o evento estão Reza Pahlavi, filho do ex-xá do Irã, que apoia a ação militar, e Stephen K. Bannon, ex-chefe de campanha de Trump e podcaster, que recentemente acusou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de enganar Trump para uma guerra de "mudança de regime". O evento poderá gerar novas divisões entre os membros do movimento MAGA.

O impacto, aos poucos, está influenciando a opinião pública. Segundo uma pesquisa do Pew Research Center realizada em março de 2025, 50% dos republicanos mais jovens tinham uma visão negativa de Israel, em comparação com 35% em 2022. Entre os republicanos com 50 anos ou mais, a visão negativa de Israel também cresceu, passando de 19% em 2022 para 23% no ano passado.

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