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A venda de R$ 15 bilhões em ativos ocorre após a prisão dos envolvidos na operação e diante de indícios de que grande parte desses créditos pode ser fraudulenta.
O Banco de Brasília (BRB) firmou memorando com a gestora Quadra Capital para transferir R$ 15 bilhões em ativos oriundos do Banco Master, recebendo entre R$ 3 e 4 bilhões à vista e o restante em cotas subordinadas de um fundo. A operação acontece em meio à crise financeira do banco público e às prisões do ex-controlador do Master, Daniel Vorcaro, e do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, na Operação Compliance Zero.
O principal motivo que levou o BRB a se desfazer desses ativos é a suspeita de que grande parte deles seja fictícia. Investigações do Ministério Público Federal indicam que cerca de R$ 12,2 bilhões a R$ 13 bilhões das operações possuem indícios de fraude [1, 2]. O ministro André Mendonça, ao decretar a prisão de Paulo Henrique Costa, afirmou que a investigação aponta “a existência de uma engrenagem ilícita, concebida para viabilizar a fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB, com expressivo impacto patrimonial e institucional” [3]. Costa é suspeito de ter recebido propina estimada entre R$ 75 milhões e R$ 146,5 milhões em imóveis de luxo pagos por Vorcaro [4].
A operação foi formalizada por meio de memorando de entendimentos entre BRB e Quadra Capital, que criará um fundo para receber os ativos. O pagamento será parcelado: R$ 3-4 bilhões à vista e R$ 11-12 bilhões em cotas subordinadas do fundo. A Quadra Capital administra cerca de R$ 9 bilhões. O índice de capital principal (CET1) do BRB estava em 8,1% em junho do ano passado, abaixo do mínimo regulatório, o que pressionou a venda.
Ainda há lacunas importantes. Não se sabe o valor exato da propina recebida por Costa — as estimativas variam entre R$ 75 milhões e R$ 146,5 milhões. Também não há consenso sobre o montante exato de créditos fraudulentos (R$ 12,2 bilhões ou R$ 13 bilhões). O documento que formaliza a substituição da gestora do fundo BRB em 2021, por exemplo, não explica os motivos comerciais da mudança.
Fontes
- [1]Jornal GGN — "Cerca de R$ 12,2 bilhões das operações possuem indícios de fraude": https://jornalggn.com.br
- [2]Bloomberg Línea — "Aproximadamente R$ 13 bilhões foram classificados como créditos fraudulentos": https://bloomberglinea.com.br
- [3]STF — Notícia oficial: "STF determina prisão de ex-presidente do BRB e de advogado suspeitos de fraudes bilionárias": https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/stf-determina-prisao-de-ex-presidente-do-brb-e-de-advogado-suspeitos-de-fraudes-bilionarias/
- [4]Bloomberg Línea e CartaCapital — divergências sobre valor da propina: https://bloomberglinea.com.br, https://cartacapital.com.br, https://otempo.com.br
BRB signed a memorandum with Quadra Capital to create a fund and transfer R$15 billion in Banco Master assets
Payment will be divided into R$3-4 billion in cash and R$11-12 billion in subordinated fund shares
Daniel Vorcaro, former controller of Banco Master, is imprisoned
Paulo Henrique Costa, former BRB president, was arrested in Operation Compliance Zero
Covered by only some sources, or where the accounts diverge.
Covered by only some sources (3)
BRB injected at least R$16.7 billion into Banco Master between 2024 and 2025
Conflicting versions (2)
Amount of alleged bribe paid to Paulo Henrique Costa
Value of operations with fraud indications
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Qual o valor exato da propina recebida por Paulo Henrique Costa?
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Qual o montante exato de créditos fraudulentos nas operações BRB-Master?
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Qual foi o motivo da substituição da gestora do fundo BRB em 2021?
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Qual o impacto da venda no índice de capital do BRB?
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A Quadra Capital tem relação prévia com o Banco Master ou com o BRB?
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Documento primário não acessível: other
Why it's still unknown: Fonte primária identificada mas não recuperada nesta passagem do pipeline.