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CNJ cria grupo para revisar remuneração após identificar juízes com ganhos de R$ 1 mi

3 fontes · 08 Jun 2026 · Compartilhar cobertura ·

verbatim da imprensa

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) criou um grupo de trabalho para revisar o sistema de remuneração da magistratura após identificar casos de juízes que receberam mais de R$ 1 milhão em um único mês. A Portaria Presidência nº 244, assinada pelo ministro Edson Fachin em 5 de junho, estabelece 180 dias para estudos sobre propostas legislativas acerca da remuneração da magistratura e seus reflexos no sistema remuneratório do serviço público.

Citações da imprensa (3)
Cnj

"Art. 1º Fica instituído Grupo de Trabalho com a finalidade de realizar estudos sobre propostas legislativas acerca da remuneração da Magistratura e seus reflexos no aperfeiçoamento do sistema remuneratório do serviço público, em conformidade com o disposto no art. 37, X, da Constituição Federal e demais disposições legais aplicáveis à espécie."

Cnj

"Art. 10 O prazo de duração do Grupo de Trabalho será de 180 (cento e oitenta) dias, contados da data de sua publicação."

Correio 24h

"O CNJ anunciou, nessa sexta-feira (6), a criação de um grupo de trabalho responsável por analisar detalhadamente os valores pagos à magistratura brasileira."

O grupo será composto por integrantes da magistratura, além de representantes do Ministério Público, Defensorias, Congresso Nacional e Tribunal de Contas da União. A medida ocorre após o CNJ identificar mais de 500 registros diferentes de verbas pagas com nomenclaturas distintas entre os tribunais, incluindo os chamados "penduricalhos" que permitem remunerações muito acima do teto constitucional.

Citações da imprensa (1)
InfoMoney

"Um levantamento do próprio CNJ identificou a existência de mais de 500 registros diferentes dessas verbas, pagas com nomenclaturas distintas entre os tribunais."

A iniciativa se soma a medidas anteriores do CNJ no mesmo sentido. Em maio, o plenário aprovou por unanimidade a criação de um contracheque único para magistrados de todos os tribunais do país, com prazo de 60 dias para adaptação dos sistemas de folha de pagamento. A resolução proíbe a criação de novos tipos de benefício ou o uso de nomes distintos para auxílios sem autorização em lei federal.

Citações da imprensa (1)
InfoMoney

"No final de maio, o plenário do CNJ aprovou por unanimidade a criação de um contracheque único para magistrados de todos os tribunais do país, com prazo de 60 dias para adaptação dos sistemas de folha de pagamento."

O contexto também envolve decisões do Supremo Tribunal Federal. Em fevereiro, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de verbas indenizatórias sem previsão legal expressa em qualquer dos três Poderes, e o Plenário do STF consolidou a medida em março, estabelecendo prazo de 60 dias para que os órgãos públicos revisassem seus benefícios.

Citações da imprensa (1)
InfoMoney

"Em fevereiro, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de verbas indenizatórias sem previsão legal expressa em qualquer dos três Poderes, e o Plenário do STF consolidou a medida em março, estabelecendo prazo de 60 dias para que os órgãos públicos revisassem seus benefícios."

1. O que se sabe (1)

CNJ identificou casos de magistrados que receberam mais de R$ 1 milhão em um único mês

2 fontes Correio 24h InfoMoney
2. Onde a cobertura é mais esparsa (2)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (1)

CNJ aprovou recentemente a criação de um contracheque único nacional para magistrados

Reportado por: Correio 24h InfoMoney

Pontos em disputa entre os atores (1)

As mesmas fontes relatam as duas versões — a contradição é entre os atores do caso, não entre os veículos.

Data de assinatura da Portaria Presidência nº 244

1 fonte — "Portaria tem data de cabeçalho de 2 de junho de 2026": Cnj
1 fonte — "Portaria foi assinada eletronicamente em 5 de junho de 2026": Cnj
3. O que ainda não se sabe (3)
  • Qual a composição específica dos componentes que elevaram alguns juízes a ganhos de R$ 1 milhão mensais?

    Por que ainda não se sabe: As fontes mencionam a existência dos casos mas não detalham quais verbas, auxílios ou retroativos específicos geraram esses valores excepcionais.

    Não cobriram: Correio 24h InfoMoney
  • Quantos magistrados receberam valores superiores a R$ 1 milhão e em quais tribunais?

    Por que ainda não se sabe: O CNJ identificou os casos mas não divulgou números específicos nem a distribuição geográfica ou por tipo de tribunal.

    Não cobriram: Correio 24h InfoMoney
  • Qual o grau de efetividade das investigações anteriores do CNJ sobre violações ao teto remuneratório?

Todas as fontes

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