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O Conselho de Ética da Câmara adiou a análise de punições contra os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-RS) por quebra de decoro. O pedido de vista do deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição, adiou a decisão. O relator Moses Rodrigues (União Brasil-CE) votou pela suspensão de dois meses do mandato dos três parlamentares, que são investigados por terem impedido o presidente da Câmara, Hugo Motta, de ocupar sua cadeira durante invasão da mesa diretora em agosto de 2025.
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados adiou, nesta quarta-feira (29 de abril de 2026), a análise de punições contra os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-RS) por quebra de decoro parlamentar. A decisão veio após pedido de vista do deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição. O relator Moses Rodrigues (União Brasil-CE) já havia votado pela suspensão de dois meses do mandato dos três parlamentares, que são investigados por terem impedido o presidente da Câmara, Hugo Motta, de ocupar sua cadeira durante invasão da mesa diretora em agosto de 2025 [1].
O pedido de vista de Cabo Gilberto Silva não é um fato isolado. Dados do Escavador [2] mostram que o deputado paraibano é figura recorrente em debates sobre prerrogativas parlamentares e já criticou a atuação do Judiciário em outras ocasiões, como em 2024, quando se manifestou sobre a prisão do deputado Daniel Silveira [3]. Em setembro de 2025, ele orientou sua bancada na votação de uma PEC que altera regras de imunidade parlamentar [4]. A oposição, liderada por ele, pode estar utilizando o pedido de vista para ganhar tempo ou articular uma estratégia de defesa.
Marcos Pollon responde a outro processo disciplinar na Câmara, por supostas ofensas pessoais contra Hugo Motta, com recomendação de suspensão de 90 dias. Dados de busca do Escavador [5] indicam que o nome de Pollon aparece em diários da Câmara desde 2024, com menções a discursos e votações. Em agosto de 2025, ele criticou a decisão judicial que autorizou reforço policial na prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro [6]. O Escavador também registra a existência de múltiplos processos judiciais associados ao nome de Marcos Aparecido Pollon, embora muitos possam ser de homônimos [7].
Os três deputados são acusados de terem participado, em agosto de 2025, de uma invasão da mesa diretora da Câmara, impedindo o presidente Hugo Motta de ocupar seu lugar. A sessão foi suspensa e o caso foi encaminhado ao Conselho de Ética. O relator Moses Rodrigues votou pela suspensão de dois meses para cada um, pena prevista no Código de Ética para quebra de decoro parlamentar. A defesa dos deputados ainda não se manifestou sobre o mérito da acusação.
Fontes
- [1]Síntese agregada de múltiplas fontes — Conselho de Ética da Câmara adia análise de punições a três deputados.
- [2]Escavador — busca por 'Cabo Gilberto Silva' — diários da Câmara dos Deputados (2024-2025). URL: https://api.escavador.com/api/v1/busca?q=Cabo%20Gilberto%20Silva&qo=pessoa
- [3]Diário da Câmara dos Deputados, 10 jul. 2024, p. 14. URL: https://www.escavador.com/diarios/5976644/CAMDEP/P/2024-07-10?page=14
- [4]Diário da Câmara dos Deputados, 17 set. 2025, p. 45. URL: https://www.escavador.com/diarios/6131469/CAMDEP/P/2025-09-17?page=45
- [5]Escavador — busca por 'Marcos Pollon' — diários da Câmara (2024-2026). URL: https://api.escavador.com/api/v1/busca?q=Marcos%20Pollon&qo=pessoa
- [6]Diário da Câmara dos Deputados, 27 ago. 2025, p. 35. URL: https://www.escavador.com/diarios/6118822/CAMDEP/P/2025-08-27?page=35
- [7]Escavador — busca por 'Marcos Pollon' — processos judiciais. URL: https://api.escavador.com/api/v1/busca?q=Marcos%20Pollon&qo=pessoa
A análise foi adiada por pedido de vista do deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição
O relator Moses Rodrigues (União Brasil-CE) votou por suspender por dois meses o mandato dos três deputados
Marcos Pollon responde a outro processo por supostas ofensas pessoais contra Hugo Motta, com recomendação de suspensão de 90 dias
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