✓ verbatim da imprensa
Cerca de 30 milhões de pessoas em oito capitais brasileiras receberam alertas falsos da Defesa Civil na madrugada de sábado (20), segundo a Agência Brasil. As mensagens — classificadas como "nível extremo" e contendo termos como "misantropia" e "ataque alienígena" — foram disparadas usando credenciais de dois agentes da Defesa Civil do Pará que estavam autorizados a operar apenas no território paraense, conforme revelou a Folha de S.Paulo. ✓
Citações da imprensa (2)
"Conforme a Agência Brasil apurou, uma análise preliminar aponta que os diferentes alertas chegaram a moradores de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Somadas, essas cidades reúnem cerca de 30 milhões de pessoas."
"os alertas foram enviados a partir das credenciais de acesso de dois agentes da Defesa Civil do Pará que estavam autorizados a enviar avisos apenas para o território paraense."
Os dez alertas foram enviados entre 23h41 de sexta-feira (19) e 1h23 de sábado. A primeira mensagem, direcionada ao estado do Rio de Janeiro às 23h41, dizia "misantropo ADRESS RJ burros dms pprt". Quatro minutos depois, Curitiba recebeu outra mensagem contendo apenas "misantropia". Entre 1h20 e 1h23, oito novos alertas foram disparados — a maioria com o termo "misantropi4" — para São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Rio Branco, Brasília e Campo Grande, além de municípios menores em São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. ✓
Citações da imprensa (3)
"A primeira mensagem chegou para moradores do estado do Rio de Janeiro e foi enviada às 23h41, de acordo com relatório ao qual a Folha teve acesso. "Misantropo ADRESS RJ burros dms pprt", afirmava o texto."
"A segunda mensagem foi enviada a Curitiba quatro minutos depois, às 23h45, apenas com a palavra "misantropia"
"Os alertas de "misantropia" e "ataque alienígena", entre outros textos, chegaram a celulares de seis capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Rio Branco), além da população de diversos municípios de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal."
Segundo documento do Ministério da Integração enviado à Polícia Federal, "um aspecto que agrava a ocorrência é que os dois usuários identificados nos registros possuem perfil estadual vinculado ao Estado do Pará, mas os alertas suspeitos foram direcionados para localidades e unidades federativas fora de sua área de autorização". O governo federal bloqueou a primeira credencial após os dois primeiros disparos, mas os responsáveis acionaram imediatamente uma segunda conta vinculada ao mesmo órgão estadual. ✓
Citações da imprensa (2)
"Um aspecto que agrava a ocorrência é que os dois usuários identificados nos registros possuem perfil estadual vinculado ao Estado do Pará, mas os alertas suspeitos foram direcionados para localidades e unidades federativas fora de sua área de autorização"
"O governo federal declarou a investigadores ter bloqueado a primeira conta usada para enviar os alertas falsos assim que os primeiros avisos foram detectados. Depois disso, porém, os responsáveis pelo envio dos comunicados passaram a utilizar a segunda credencial."
A Polícia Federal abriu investigação preliminar para apurar se houve ataque cibernético. O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, afirmou em coletiva no sábado que "tudo indica que não é uma pessoa do Sistema Nacional, nem alguém da Defesa Civil cadastrado pela Secretaria Nacional com acesso regular ao sistema. Isso nos leva a crer que foi um ataque hacker, um crime cibernético". A plataforma de alertas foi retirada do ar às 1h30 de sábado e permanece desativada sem prazo para retorno. ✓
Citações da imprensa (1)
"Ainda não tenho como cravar quem fez o acesso. Mas tudo indica que não é uma pessoa do Sistema Nacional, nem alguém da Defesa Civil cadastrado pela Secretaria Nacional com acesso regular ao sistema. Isso nos leva a crer que foi um ataque hacker, um crime cibernético."
Dez alertas falsos foram disparados entre 23h41 de sexta-feira (19) e 1h23 de sábado (20) usando credenciais de dois agentes da Defesa Civil do Pará
A plataforma foi retirada do ar e a Polícia Federal abriu investigação preliminar
Nove alertas foram enviados via cell broadcast e um por SMS
Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.
Cobertos por apenas algumas fontes (2)
O único alerta enviado por SMS foi para Belo Horizonte com a mensagem "ATAQUEALIENIGENA,HUMANOSCHEGAMOSmisantropo"
Especialistas alertam que o incidente pode quebrar a confiança da população no sistema de alertas e aumentar riscos em desastres reais
Versões em conflito (1)
Número de capitais atingidas pelos alertas falsos
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Como os invasores obtiveram as credenciais dos dois agentes da Defesa Civil do Pará?
Por que ainda não se sabe: A Polícia Federal não divulgou se as senhas foram roubadas por phishing, se os computadores dos agentes foram hackeados ou se houve facilitação interna. O secretário Wolnei Wolff afirmou apenas que a investigação está em curso.
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Por que o sistema permitiu que credenciais estaduais do Pará enviassem alertas para outras unidades federativas?
Por que ainda não se sabe: O documento do Ministério da Integração menciona que houve "indício de que o agente conseguiu operar a plataforma sem a devida restrição territorial", mas não explica a falha técnica que permitiu o bypass das restrições geográficas.
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Quando a plataforma de alertas da Defesa Civil voltará a funcionar?
Por que ainda não se sabe: O secretário Wolnei Wolff declarou que o Ministério da Integração trabalha no desenvolvimento de uma nova versão, mas afirmou: "Eu não conseguiria aqui afirmar exatamente o dia em que essa versão vai ser concluída".
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Qual a motivação dos responsáveis pelos alertas falsos?
Por que ainda não se sabe: Nenhuma fonte apurou o motivo para as mensagens contendo termos como "misantropia" e "ataque alienígena". A investigação da Polícia Federal ainda não identificou os autores nem suas intenções.