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Deputados pedem à PGR investigação de Flávio Bolsonaro por atentado à soberania

6 fontes · 31 May 2026 · Compartilhar cobertura ·

verbatim da imprensa

Sete deputados do PSOL e da Rede protocolaram representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo investigação criminal do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suposto atentado à soberania nacional. A acusação se baseia na atuação do parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista americana de organizações terroristas.

Citações da imprensa (1)
A Gazeta

"Um grupo de deputados do PSOL e da Rede pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por possível atentado à soberania nacional. A representação cita a atuação do parlamentar junto ao governo Donald Trump em defesa da classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho(CV) como organizações terroristas."

Segundo a representação assinada pelos deputados Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Duda Salabert (PSOL-MG), Luiza Erundina (PSOL-SP), Heloísa Helena (Rede-RJ), Luizianne Lins (Rede-CE) e Chico Alencar (PSOL-RJ), Flávio Bolsonaro se reuniu com o presidente Donald Trump na terça-feira (26) e no dia seguinte com o secretário de Estado Marco Rubio para defender a classificação. A designação foi anunciada quinta-feira (28) pelo governo americano.

Citações da imprensa (1)
A Gazeta

"O documento - assinado pelas deputadas federais Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Duda Salabert (PSOL-MG), Luiza Erundina (PSOL-SP), Heloísa Helena (Rede-RJ), Luizianne Lins (Rede-CE) e pelo deputado Chico Alencar (PSOL-RJ)"

Os parlamentares alegam que a classificação das facções como terroristas pode gerar sanções econômicas a instituições financeiras brasileiras e abrir possibilidade jurídica de intervenção militar americana em território nacional. Argumentam ainda que Flávio teria "usurpado competência privativa do Chefe do Poder Executivo" ao conduzir negociações diplomáticas, violando dispositivo constitucional que atribui exclusivamente ao presidente da República a condução das relações exteriores.

Citações da imprensa (1)
A Gazeta

"Segundo eles, além de possibilitar a imposição de sanções econômicas a instituições financeiras brasileiras, a classificação abre, sob o direito interno norte-americano, a possibilidade jurídica de intervenção militar dos Estados Unidos em áreas de atuação dessas organizações, à revelia do governo brasileiro."

O governo Lula rejeitou oficialmente a classificação americana. Segundo nota do Palácio do Planalto de sexta-feira (29), "são os brasileiros que definem como o crime é classificado e combatido dentro do território do país, com suas instituições, leis e forças de segurança". A nota afirma que "o terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional".

Citações da imprensa (1)
Agenciabrasil

"O governo afirmou, nesta sexta-feira (29), que são os brasileiros que definem como o crime é classificado e combatido dentro do território do país, com suas instituições, leis e forças de segurança. 'O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional', diz a nota do Palácio do Planalto."

Em defesa, o coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho, afirmou que "se o crime que nos acusam é o de buscar apoio de nações amigas para asfixiar as finanças das facções e unir forças para proteger a população do terror e da violência, assumimos essa culpa com convicção". Os deputados pedem abertura de inquérito policial federal e comunicação dos fatos ao TSE para avaliar possível abuso de poder no processo eleitoral.

Citações da imprensa (1)
A Gazeta

"Se o crime que nos acusam é o de buscar apoio de nações amigas para asfixiar as finanças das facções e unir forças para proteger a população do terror e da violência, assumimos essa culpa com convicção"

1. O que se sabe (3)

Flávio Bolsonaro se reuniu com Trump na terça-feira (26) e com Marco Rubio na quarta-feira (27)

5 fontes A Gazeta Band Brasil 247 Correiodopovocp DCM

A designação americana foi anunciada um dia após o encontro com Marco Rubio

3 fontes A Gazeta Band Correiodopovocp

Flávio Bolsonaro comemorou a decisão nas redes sociais com a frase 'Grande dia!'

2 fontes A Gazeta Correiodopovocp
2. Onde a cobertura é mais esparsa (2)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (2)

A medida já vinha sendo estudada há meses pelo governo americano

Reportado por: A Gazeta Band Correiodopovocp
Não cobriram: Brasil 247 DCM

A representação solicita comunicação dos fatos ao TSE para avaliar abuso de poder eleitoral

Reportado por: A Gazeta Band Correiodopovocp
Não cobriram: Brasil 247 DCM
3. O que ainda não se sabe (4)
  • Qual é a tipificação específica do crime de atentado à soberania no Código Penal?

    Por que ainda não se sabe: Os deputados citam o tipo penal mas não há detalhamento dos elementos constitutivos ou precedentes jurisprudenciais no material disponível.

    Não cobriram: A Gazeta Band Brasil 247 Correiodopovocp DCM
  • Houve influência efetiva de Flávio Bolsonaro na decisão americana?

    Por que ainda não se sabe: A representação cita reportagem do New York Times sobre 'meses de lobby agressivo', mas os artigos consultados não apresentam evidência direta da influência além da proximidade temporal.

  • Qual é a posição oficial da PGR sobre o pedido?

    Por que ainda não se sabe: A PGR ainda não se manifestou oficialmente sobre a representação apresentada pelos deputados.

    Não cobriram: Brasil 247 DCM
  • Que medidas concretas os EUA podem tomar contra instituições brasileiras?

    Por que ainda não se sabe: Os deputados mencionam sanções econômicas e possibilidade de intervenção militar, mas não há detalhamento específico das consequências jurídicas da classificação.

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