✓ verbatim da imprensa
Um estudo do Federal Reserve Bank de Boston divulgado nesta quinta-feira (4) indica que choques no preço do petróleo — como os provocados pelos conflitos no Oriente Médio — hoje afetam mais a inflação americana do que o emprego, invertendo o padrão dos anos 1970. ✓
Citações da imprensa (1)
"Um novo estudo do Federal Reserve Bank de Boston, no qual O Globo teve acesso, indica que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) pode dar mais atenção aos efeitos da inflação do que ao impacto sobre o emprego ao lidar com choques no preço do petróleo, como os provocados por conflitos no Oriente Médio."
Segundo os economistas do Fed Boston, a economia americana mudou "fundamentalmente" desde a década de 1970, com maior eficiência energética e aumento da produção doméstica de petróleo. "A vulnerabilidade da economia dos EUA aos choques do petróleo mudou fundamentalmente — ela não foi eliminada, mas sim reconfigurada", escreveram os pesquisadores. ✓
Citações da imprensa (1)
"A vulnerabilidade da economia dos EUA aos choques do petróleo mudou fundamentalmente — ela não foi eliminada, mas sim reconfigurada", escreveram os economistas."
Nos anos 1970, choques petrolíferos como o embargo da Opep (1973-1974) e a Revolução Iraniana (1978-1980) provocavam forte desaceleração econômica e aumento do desemprego, o que ajudava a conter a inflação. Hoje, segundo o estudo, esse mecanismo é mais fraco: como o impacto sobre o emprego é menor, também diminui o efeito de "freio" na inflação que existia antes. ✓
Citações da imprensa (1)
"Nos anos 1970, choques no petróleo — como o embargo da Opep e a crise no Irã — provocavam forte desaceleração econômica e aumento do desemprego. Esse movimento ajudava a conter a inflação, ainda que a um custo alto para o mercado de trabalho."
Os pesquisadores defendem que "a política monetária deve se concentrar mais nos efeitos na inflação associados aos choques do petróleo, em oposição aos efeitos sobre o emprego". O relatório foi divulgado enquanto o Fed se prepara para a reunião dos dias 16 e 17 de junho, com expectativa de manutenção da taxa entre 3,50% e 3,75%. ✓
Citações da imprensa (1)
"Essas conclusões implicam que a política monetária deve se concentrar mais nos efeitos na inflação associados aos choques do petróleo, em oposição aos efeitos sobre o emprego."
O estudo afirma que o choque atual, ligado às tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, é "notável, mas até agora menor em termos de impacto econômico" comparado aos episódios dos anos 1970. ✓
Citações da imprensa (1)
"O estudo afirma que o choque atual é notável, mas até agora menor em termos de impacto econômico do que o embargo de petróleo da Opep de 1973-1974 ou a Revolução Iraniana de 1978-1980."
O estudo foi divulgado pelo Federal Reserve Bank de Boston na quinta-feira, 4 de junho de 2026
A próxima reunião do Fed está marcada para 16 e 17 de junho, com expectativa de manutenção das taxas entre 3,50% e 3,75%
Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.
Cobertos por apenas algumas fontes (2)
O Globo teve acesso exclusivo ao estudo do Fed Boston
Algumas autoridades do Fed especulam sobre possível aumento de juros ainda este ano
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Qual a metodologia específica usada no estudo do Fed Boston para medir a mudança na sensibilidade da economia aos choques petrolíferos?
Por que ainda não se sabe: O estudo não foi disponibilizado na íntegra; apenas trechos foram citados pela imprensa
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Quais são os dados quantitativos específicos que embasam a conclusão sobre a mudança na relação inflação-emprego?
Por que ainda não se sabe: As matérias não citam números específicos do estudo, apenas conclusões gerais
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Como os achados se aplicam especificamente ao Brasil, considerando o papel da Petrobras e a estrutura do mercado doméstico de combustíveis?
Por que ainda não se sabe: O estudo foca na economia americana; análises comparativas com economias emergentes não foram reportadas
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O Fed já incorporou essas conclusões em suas projeções oficiais para a reunião de junho?
Por que ainda não se sabe: Não há declarações oficiais do Fed sobre como o estudo influenciará as decisões de política monetária