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EUA propõem tarifa de 12,5% ao Brasil por falhas no combate a trabalho forçado

15 fontes · 04 Jun 2026 · Compartilhar cobertura ·

verbatim da imprensa ? sem trecho verbatim

O governo dos Estados Unidos propôs nesta terça-feira (2) uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, alegando que o Brasil falha em impor e aplicar efetivamente proibições à importação de bens produzidos com trabalho forçado. A medida, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, atinge 60 economias, incluindo União Europeia, China e outros grandes parceiros comerciais americanos.

Citações da imprensa (1)
IstoÉ

"O governo Trump propôs nesta terça-feira, 2, a imposição de tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre as importações de 60 economias, incluindo o Brasil, após determinar que suas falhas em coibir o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado são injustificadas e restringem o comércio dos EUA."

O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) determinou que "os atos, políticas e práticas de 60 economias relacionados à falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado são injustificáveis e oneram ou restringem o comércio dos EUA", segundo documento oficial publicado na terça-feira. Para 14 países, incluindo Canadá, México e União Europeia, a tarifa proposta é de 10%. O Brasil está no grupo de 46 países sujeitos à alíquota mais alta. ?

Citações da imprensa (1)
Ustr

"the United States Trade Representative determined under Section 301 of the Trade Act of 1974 that the acts, policies, and practices of 60 economies related to the failure to impose and effectively enforce a prohibition on the importation of goods produced with forced labor is unreasonable and burdens or restricts U.S. commerce"

O governo brasileiro rejeitou as acusações em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (3). O Itamaraty classificou como "absurdo tentar associar a competitividade da economia brasileira a insumos externos obtidos por meio de comércio que viole a dignidade humana" e afirmou que a Organização Internacional do Trabalho reconhece o país "há décadas como referência internacional no combate ao trabalho forçado". O governo disse ainda que se reserva o direito de usar a Lei de Reciprocidade aprovada pelo Congresso Nacional.

Citações da imprensa (1)
Agência Brasil

"É um absurdo tentar associar a competitividade da economia brasileira a insumos externos obtidos por meio de comércio que viole a dignidade humana"

A proposta de tarifa por trabalho forçado se soma à tarifa de 25% anunciada na segunda-feira (1º) sobre produtos brasileiros por outras práticas comerciais consideradas injustas pelos EUA, incluindo o sistema de pagamentos Pix e fiscalização de desmatamento. Caso ambas sejam aplicadas, produtos brasileiros poderão enfrentar sobretaxas acumuladas de até 37,5% no mercado americano, segundo a Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil). O USTR realizará audiência pública sobre as tarifas em 7 de julho, um dia após audiência específica sobre o Brasil.

Citações da imprensa (1)
JC

"Determinados produtos brasileiros poderão estar sujeitos a tarifas adicionais acumuladas de até 37,5% impostas pelo governo Donald Trump"

1. O que se sabe (1)

EUA propuseram tarifas de 10% para 14 países e 12,5% para 46 países, incluindo o Brasil no segundo grupo

3 fontes IstoÉ Jornal do Brasil JC
2. Onde a cobertura é mais esparsa (3)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (2)

Flávio Bolsonaro enviou carta ao secretário Marco Rubio pedindo para não taxar empresas brasileiras

Reportado por: Band Jovem Pan Folha de S.Paulo
Não cobriram: Agência Brasil IstoÉ Tvtnews Congressoemfoco

Brasil pode usar Lei de Reciprocidade como resposta às tarifas americanas

Reportado por: Agência Brasil Tvtnews
Não cobriram: IstoÉ Jornal do Brasil Band Jovem Pan

Versões em conflito (1)

Relação entre tarifas e articulação dos Bolsonaro com governo Trump

2 fontes — "Governo Lula atribui tarifas à articulação da família Bolsonaro com Trump": Brasil 247 Poder360
1 fonte — "Relatório do USTR não menciona família Bolsonaro e detalha acusações técnicas": Conexão Política
3. O que ainda não se sabe (3)
  • Quais produtos brasileiros específicos serão afetados pelas tarifas?

    Por que ainda não se sabe: O USTR mencionou isenções para energia, terras raras, carne bovina, café e outros, mas não divulgou lista completa dos produtos sujeitos à taxação

    Não cobriram: Agência Brasil Tvtnews Congressoemfoco
  • Qual o cronograma para aplicação efetiva das tarifas?

    Por que ainda não se sabe: As propostas dependem de audiências públicas e decisão final de Trump, com prazo legal de 15 de julho, mas não há garantia de quando entrarão em vigor

    Não cobriram: Band Jovem Pan Brasil 247
  • Como outros países na lista de 60 economias reagiram às propostas?

    Por que ainda não se sabe: A cobertura focou na reação do Brasil, sem mencionar posicionamentos de União Europeia, China ou outros países afetados

    Não cobriram: Folha de S.Paulo Poder360 Veja

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