✓ verbatim da imprensa
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência, afirmou em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (22) que pretende suspender a regulamentação da reforma tributária caso seja eleito. Segundo ele, a medida daria tempo para implementar "uma reforma tributária de verdade, com redução de carga tributária ao longo dos anos, previsibilidade e ajuste fiscal". A proposta foi questionada por empresários presentes, que defenderam os ganhos da reforma atual. ✓
Citações da imprensa (1)
"[Eu] vou suspender a regulamentação da reforma tributária. É para dar tempo de fazermos uma reforma tributária de verdade, com redução de carga tributária ao longo dos anos, previsibilidade e ajuste fiscal"
A reforma tributária foi aprovada como emenda constitucional pelo Congresso Nacional em 2023, e sua regulamentação foi debatida e aprovada em 2024. O novo sistema substitui cinco tributos — ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI — por um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, composto pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS, federal) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS, estadual e municipal), além de um Imposto Seletivo sobre produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente. A implementação começou em 2026 com testes contábeis; a partir de 2027, os impostos atuais serão gradualmente substituídos. ✓
Citações da imprensa (2)
"A reforma tributária foi aprovada pelo Congresso Nacional na forma de emenda constitucional em 2023. No ano seguinte, os parlamentares debateram e aprovaram sua regulamentação. O novo sistema substitui ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI por um modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA)"
"O IVA será composto por três tributos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), destinada à União; o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), destinado a Estados e municípios; e o Imposto Seletivo, aplicado sobre produtos considerados nocivos à saúde e ao meio ambiente"
Flávio declarou que votou contra a regulamentação por considerar a alíquota estimada do IVA — próxima de 27% quando somados CBS e IBS — "uma das mais elevadas do mundo", e atribuiu o percentual a concessões feitas a setores com maior influência no Congresso. "Os setores que foram mais fortes conseguiram se incluir fora das regras da reforma tributária. E essa carga acaba ficando ainda maior para quem ficou dentro", afirmou. O texto final prevê redução de 60% da alíquota para setores como saúde, agropecuária e educação, desconto de 30% para profissionais liberais e isenção total para itens da cesta básica. ✓
Citações da imprensa (3)
"as alíquotas dos novos impostos IBS e CBS, que, somadas, chegarão a 26% quando concluída a transição"
"Os setores que foram mais fortes conseguiram se incluir fora das regras da reforma tributária. E essa carga acaba ficando ainda maior para quem ficou dentro"
"O texto final da regulamentação prevê redução de 60% da alíquota para setores como saúde, agropecuária, comunicação, ensino básico e superior e produtos de higiene e limpeza, entre outros. Profissionais liberais regulamentados terão desconto de 30%, enquanto os itens da cesta básica contarão com isenção total"
O ex-presidente da CNI e ex-ministro Armando Monteiro, presente no evento, questionou a proposta de suspensão. "Ainda que lamentando algumas concessões que foram feitas para garantir o trânsito político da proposta, os eixos principais foram preservados. Na visão da indústria, essa reforma apresenta ganhos indiscutíveis, inclusive simplificação, a transparência e a redução dos custos das empresas", afirmou Monteiro. Flávio reafirmou sua posição, dizendo que havia feito emendas durante a tramitação para que "o IVA ficasse na casa dos 20%, sem fazer tantas concessões". ✓
Citações da imprensa (2)
"Ainda que lamentando algumas concessões que foram feitas para garantir o trânsito político da proposta, os eixos principais foram preservados. Na visão da indústria, essa reforma apresenta ganhos indiscutíveis, inclusive simplificação, a transparência e a redução dos custos das empresas"
"Fizemos emenda para que o IVA ficasse na casa dos 20%, sem fazer tantas concessões"
Além da reforma tributária, Flávio criticou o Supremo Tribunal Federal, dizendo que a Corte "parece mais uma delegacia de polícia" e acusou ministros de interferir no processo eleitoral. Criticou também o ministro da Fazenda Fernando Haddad, a quem chamou de "Taxadd", e disse que o governo Lula "é amado pelos bancos" por manter juros elevados. Também participaram do evento da CNI os pré-candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). ✓
Citações da imprensa (3)
"O Supremo hoje parece mais uma delegacia de polícia do que uma Corte Constitucional"
"Flávio Bolsonaro foi aplaudido quando chamou o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad de "Taxadd"
"Um governo que diz lutar pelos pobres, o governo Lula é amado pelos bancos"
Flávio Bolsonaro afirmou em evento da CNI, em 22 de junho de 2026, que pretende suspender a regulamentação da reforma tributária caso seja eleito presidente
A reforma tributária foi aprovada como emenda constitucional em 2023 e regulamentada em 2024, substituindo cinco tributos por um sistema de IVA dual
Armando Monteiro, ex-presidente da CNI, questionou a proposta de Flávio no evento, defendendo os ganhos da reforma atual para a indústria
Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.
Cobertos por apenas algumas fontes (3)
Congressoemfoco.com.br especifica que a alíquota estimada do IVA é "próxima de 27%"; Exame.com cita "26% quando concluída a transição"
Exame.com reporta em detalhes as críticas de Flávio ao STF e ao governo Lula ("delegacia de polícia", "Taxadd", "amado pelos bancos"); Congressoemfoco.com.br não menciona essas declarações
Exame.com identifica Armando Monteiro como "ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) no governo Dilma"; Congressoemfoco.com.br não menciona o cargo ministerial
Nenhuma lacuna declarada — todas as fontes convergem nos fatos materiais.