← Voltar ao feed

Flávio Bolsonaro promete suspender regulamentação da reforma tributária se eleito

2 fontes · 23 Jun 2026 · Compartilhar cobertura ·

verbatim da imprensa

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência, afirmou em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (22) que pretende suspender a regulamentação da reforma tributária caso seja eleito. Segundo ele, a medida daria tempo para implementar "uma reforma tributária de verdade, com redução de carga tributária ao longo dos anos, previsibilidade e ajuste fiscal". A proposta foi questionada por empresários presentes, que defenderam os ganhos da reforma atual.

Citações da imprensa (1)
Congressoemfoco

"[Eu] vou suspender a regulamentação da reforma tributária. É para dar tempo de fazermos uma reforma tributária de verdade, com redução de carga tributária ao longo dos anos, previsibilidade e ajuste fiscal"

A reforma tributária foi aprovada como emenda constitucional pelo Congresso Nacional em 2023, e sua regulamentação foi debatida e aprovada em 2024. O novo sistema substitui cinco tributos — ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI — por um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, composto pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS, federal) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS, estadual e municipal), além de um Imposto Seletivo sobre produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente. A implementação começou em 2026 com testes contábeis; a partir de 2027, os impostos atuais serão gradualmente substituídos.

Citações da imprensa (2)
Congressoemfoco

"A reforma tributária foi aprovada pelo Congresso Nacional na forma de emenda constitucional em 2023. No ano seguinte, os parlamentares debateram e aprovaram sua regulamentação. O novo sistema substitui ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI por um modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA)"

Congressoemfoco

"O IVA será composto por três tributos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), destinada à União; o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), destinado a Estados e municípios; e o Imposto Seletivo, aplicado sobre produtos considerados nocivos à saúde e ao meio ambiente"

Flávio declarou que votou contra a regulamentação por considerar a alíquota estimada do IVA — próxima de 27% quando somados CBS e IBS — "uma das mais elevadas do mundo", e atribuiu o percentual a concessões feitas a setores com maior influência no Congresso. "Os setores que foram mais fortes conseguiram se incluir fora das regras da reforma tributária. E essa carga acaba ficando ainda maior para quem ficou dentro", afirmou. O texto final prevê redução de 60% da alíquota para setores como saúde, agropecuária e educação, desconto de 30% para profissionais liberais e isenção total para itens da cesta básica.

Citações da imprensa (3)
Exame

"as alíquotas dos novos impostos IBS e CBS, que, somadas, chegarão a 26% quando concluída a transição"

Congressoemfoco

"Os setores que foram mais fortes conseguiram se incluir fora das regras da reforma tributária. E essa carga acaba ficando ainda maior para quem ficou dentro"

Congressoemfoco

"O texto final da regulamentação prevê redução de 60% da alíquota para setores como saúde, agropecuária, comunicação, ensino básico e superior e produtos de higiene e limpeza, entre outros. Profissionais liberais regulamentados terão desconto de 30%, enquanto os itens da cesta básica contarão com isenção total"

O ex-presidente da CNI e ex-ministro Armando Monteiro, presente no evento, questionou a proposta de suspensão. "Ainda que lamentando algumas concessões que foram feitas para garantir o trânsito político da proposta, os eixos principais foram preservados. Na visão da indústria, essa reforma apresenta ganhos indiscutíveis, inclusive simplificação, a transparência e a redução dos custos das empresas", afirmou Monteiro. Flávio reafirmou sua posição, dizendo que havia feito emendas durante a tramitação para que "o IVA ficasse na casa dos 20%, sem fazer tantas concessões".

Citações da imprensa (2)
Exame

"Ainda que lamentando algumas concessões que foram feitas para garantir o trânsito político da proposta, os eixos principais foram preservados. Na visão da indústria, essa reforma apresenta ganhos indiscutíveis, inclusive simplificação, a transparência e a redução dos custos das empresas"

Exame

"Fizemos emenda para que o IVA ficasse na casa dos 20%, sem fazer tantas concessões"

Além da reforma tributária, Flávio criticou o Supremo Tribunal Federal, dizendo que a Corte "parece mais uma delegacia de polícia" e acusou ministros de interferir no processo eleitoral. Criticou também o ministro da Fazenda Fernando Haddad, a quem chamou de "Taxadd", e disse que o governo Lula "é amado pelos bancos" por manter juros elevados. Também participaram do evento da CNI os pré-candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).

Citações da imprensa (3)
Exame

"O Supremo hoje parece mais uma delegacia de polícia do que uma Corte Constitucional"

Exame

"Flávio Bolsonaro foi aplaudido quando chamou o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad de "Taxadd"

Exame

"Um governo que diz lutar pelos pobres, o governo Lula é amado pelos bancos"

1. O que se sabe (3)

Flávio Bolsonaro afirmou em evento da CNI, em 22 de junho de 2026, que pretende suspender a regulamentação da reforma tributária caso seja eleito presidente

2 fontes Congressoemfoco Exame

A reforma tributária foi aprovada como emenda constitucional em 2023 e regulamentada em 2024, substituindo cinco tributos por um sistema de IVA dual

2 fontes Congressoemfoco Exame

Armando Monteiro, ex-presidente da CNI, questionou a proposta de Flávio no evento, defendendo os ganhos da reforma atual para a indústria

2 fontes Congressoemfoco Exame
2. Onde a cobertura é mais esparsa (3)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (3)

Congressoemfoco.com.br especifica que a alíquota estimada do IVA é "próxima de 27%"; Exame.com cita "26% quando concluída a transição"

Reportado por: Congressoemfoco Exame
Não cobriram: Congresso em Foco

Exame.com reporta em detalhes as críticas de Flávio ao STF e ao governo Lula ("delegacia de polícia", "Taxadd", "amado pelos bancos"); Congressoemfoco.com.br não menciona essas declarações

Reportado por: Exame
Não cobriram: Congressoemfoco

Exame.com identifica Armando Monteiro como "ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) no governo Dilma"; Congressoemfoco.com.br não menciona o cargo ministerial

Reportado por: Exame
Não cobriram: Congressoemfoco
3. O que ainda não se sabe

Nenhuma lacuna declarada — todas as fontes convergem nos fatos materiais.

Todas as fontes

2