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Irã impõe aviso prévio de 48h para navios após acordo com EUA prever tráfego imediato

4 fontes · 20 Jun 2026 · Compartilhar cobertura ·

verbatim da imprensa ? sem trecho verbatim

Seu carregamento de petróleo saudita ficou preso no Golfo Pérsico mais um dia — por causa de uma regra que não estava no acordo. A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) do Irã exigiu na sexta-feira 19 de junho que todos os navios apresentem pedido de trânsito com 48 horas de antecedência, um dia depois de o Memorando de Entendimento assinado entre Irã e Estados Unidos prever "tráfego de navios comerciais imediatamente". O MOU, lido publicamente em 18 de junho, promete passagem segura sem cobrança por 60 dias enquanto o Irã remove minas e obstáculos militares em até 30 dias.

Citações da imprensa (2)
Carta Capital

"A autoridade marítima iraniana responsável pelo estreito de Ormuz exigiu, na sexta-feira 19, que todos os navios que desejem atravessá-lo apresentem um pedido de trânsito com 48 horas de antecedência, apesar da reabertura na esteira do acordo-quadro entre Irã e Estados Unidos para pôr fim à guerra."

BBC

"Point 5: Upon the signing of this MOU, the Islamic Republic of Iran will make arrangements using its best efforts for the safe passage of commercial vessels with no charge for 60 days, only from the Persian Gulf to the Sea of Oman and vice versa. The traffic of commercial vessels will immediately start, and considering the need for removing the tactical and military obstacles and de-mining by the Islamic Republic of Iran will be instated within 30 days."

O ponto 5 do Memorando de Islamabad não menciona exigência de aviso prévio. Segundo o texto divulgado pelo jornal paquistanês Dawn, o Irã se comprometeu a "fazer arranjos usando seus melhores esforços para a passagem segura de navios comerciais sem cobrança por 60 dias, apenas do Golfo Pérsico ao Mar de Omã e vice-versa" e que "o tráfego de navios comerciais começará imediatamente e, considerando a necessidade de remover os obstáculos técnicos e militares e desminagem pela República Islâmica do Irã, será instaurado dentro de 30 dias". A PGSA, por sua vez, publicou diretiva vinculante exigindo aviso prévio de 48 horas ao site PGSA.ir ou email info@PGSA.ir, e informou que "durante o período de 60 dias, tarifas para serviços de segurança, proteção e ambientais, bem como seguros iranianos relacionados, não serão cobradas dos armadores e serão arcadas pelo governo da República Islâmica do Irã". ?

Citações da imprensa (2)
Dawn

"Upon the signing of this MOU, the Islamic Republic of Iran will make arrangements using its best efforts for the safe passage of commercial vessels with no charge for 60 days only from the Persian Gulf to the Sea of Oman and vice versa. The traffic of commercial vessels will immediately start and, considering the need for removing the technical and military obstacles and de-mining by the Islamic Republic of Iran, will be instated within 30 days."

Presstv

"The agency mandated an 'essential' 48-hour pre-arrival notice for all vessels approaching the strategic waterway aim to "avoid delays at the entrance or exit of the Strait". During the 60-day period, tariffs for security, safety, and environmental services, as well as related Iranian insurances, will not be collected from shipowners and will be borne by the government of the Islamic Republic of Iran."

O fluxo respondeu à contradição: plataforma Kpler registrou oito passagens de navios de matérias-primas na sexta-feira, contra 22 ao longo de todo o dia anterior. CartaCapital noticiou que na quinta-feira, pela primeira vez desde meados de abril, pelo menos 25 navios comerciais atravessaram o estreito. Cerca de 500 navios comerciais permanecem retidos no Golfo Pérsico, segundo o Jornal GGN, enquanto cerca de 11 mil marítimos aguardam condições seguras para deixar a região. Em períodos normais, cerca de 130 embarcações atravessavam diariamente o corredor.

Citações da imprensa (3)
Carta Capital

"Na sexta-feira, no fim da tarde, a plataforma de monitoramento marítimo Kpler registrou oito passagens de navios de matérias-primas pelo estreito de Ormuz, contra 22 ao longo de todo o dia anterior. Ao todo, incluindo os porta-contêineres, pelo menos 25 navios comerciais atravessaram o estreito na quinta-feira."

Jornal GGN

"Atualmente, aproximadamente 500 navios comerciais permanecem retidos no Golfo Pérsico, enquanto cerca de 11 mil marítimos aguardam condições consideradas seguras para deixar a região."

Jornal GGN

"Em períodos normais, cerca de 130 embarcações atravessavam diariamente o corredor marítimo."

O Centro Conjunto de Informação Marítima (JMIC), coalizão de 47 países, reduziu na quinta-feira seu nível de risco no estreito para "moderado" (nível 2 em 5), contra "grave" no início da semana (nível 4 em 5). CartaCapital informou que a Marinha do Paquistão, pela primeira vez desde o início do conflito, confirmou na quinta-feira a presença de uma mina naval a quatro quilômetros da costa de Omã, e recomenda aos navios que naveguem "com extrema prudência".

Citações da imprensa (2)
Carta Capital

"O Centro Conjunto de Informação Marítima (JMIC), uma coalizão de segurança marítima formada por 47 países, reduziu na quinta-feira seu nível de risco no estreito para "moderado" (nível 2 em 5), contra "grave" no início da semana (nível 4 em 5)"

Carta Capital

"Na quinta-feira, pela primeira vez desde o início do conflito, a Marinha do Paquistão, que coordena a difusão de avisos de segurança marítima na região do estreito, informou sobre a presença confirmada de uma mina naval, a quatro quilômetros da costa de Omã. A Marinha recomenda aos navios na área que naveguem "com extrema prudência"."

1. O que se sabe (2)

O fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz permanece muito abaixo do normal, com cerca de 500 embarcações retidas no Golfo Pérsico e aproximadamente 11 mil marítimos aguardando condições seguras para sair da região, contra um fluxo normal de cerca de 130 embarcações por dia.

2 fontes Carta Capital Jornal GGN

O Centro Conjunto de Informação Marítima (JMIC) reduziu o nível de risco no estreito de 'grave' (nível 4 de 5) para 'moderado' (nível 2 de 5) na quinta-feira 19 de junho, atribuindo a melhora à assinatura do MOU entre Irã e EUA.

1 fonte Carta Capital
2. Onde a cobertura é mais esparsa (4)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (3)

A PGSA publicou novo mapa com duas rotas 'seguras' de navegação no estreito, localizadas ao sul daquelas que Teerã havia divulgado há algumas semanas.

Reportado por: Carta Capital
Não cobriram: Jornal GGN

A Marinha do Paquistão confirmou pela primeira vez desde o início do conflito a presença de uma mina naval a quatro quilômetros da costa de Omã, recomendando navegação com extrema prudência.

Reportado por: Carta Capital
Não cobriram: Jornal GGN

Israel realizou operações militares no Líbano após a morte de quatro soldados israelenses, seguidas de um cessar-fogo anunciado entre Israel e Hezbollah, deteriorando o ambiente regional. Um editorial de agência de notícias ligada à Guarda Revolucionária defendeu novamente o fechamento do Estreito de Ormuz.

Reportado por: Jornal GGN
Não cobriram: Carta Capital

Versões em conflito (1)

Se o MOU de Islamabad permite ou exige aviso prévio para trânsito pelo Estreito de Ormuz

2 fontes — "O texto do MOU de Islamabad (ponto 5) não menciona exigência de aviso prévio; estabelece apenas que o tráfego de navios comerciais começará imediatamente, com remoção de obstáculos e desminagem em até 30 dias, e que o Irã conduzirá diálogo com Omã sobre administração futura do Estreito.": Dawn BBC
2 fontes — "A PGSA do Irã impôs unilateralmente exigência de aviso prévio de 48 horas para todas as embarcações que desejam atravessar o Estreito, publicando diretiva vinculante em 19 de junho de 2026 — um dia após a divulgação pública do texto do MOU.": Presstv Carta Capital
3. O que ainda não se sabe

Nenhuma lacuna declarada — todas as fontes convergem nos fatos materiais.

Todas as fontes

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