✓ verbatim da imprensa
A Justiça de São Paulo suspendeu nesta quarta-feira (27) o projeto Boulevard São João — apelidado de 'Times Square paulistana' — que previa a instalação de quatro painéis gigantes de LED no cruzamento das avenidas Ipiranga e São João, no centro da capital. A decisão liminar foi concedida pela juíza Celina Kiyomi Toyoshima, da 4ª Vara de Fazenda Pública do TJSP, em resposta a uma ação popular movida contra a Prefeitura de São Paulo. ✓
Citações da imprensa (2)
"A Justiça de São Paulo suspendeu provisoriamente, nesta quarta-feira (27), a continuidade do projeto Boulevard São João, conhecido como "Times Square paulistana"
"A decisão, da juíza Celina Kiyomi Toyoshima, da 4ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), foi motivada por uma ação popular contra a prefeitura de São Paulo."
A magistrada fundamentou a suspensão na 'magnitude do projeto, o impacto na região, bem como o potencial dano a toda a população', proibindo o início de quaisquer obras, instalações ou intervenções relacionadas ao empreendimento, incluindo a fixação dos painéis de LED nos edifícios Cine Paris República, Herculano de Almeida, Galeria Sampa e New York. A decisão também suspendeu os efeitos da aprovação concedida pela Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) da Prefeitura. ✓
Citações da imprensa (2)
"Considerando a magnitude do projeto, o impacto na região, bem como o potencial dano a toda a população, defiro por ora a liminar", diz a decisão."
"a decisão suspendeu os efeitos da deliberação da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) da Prefeitura"
O projeto foi anunciado em abril pelas gestões do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), em parceria com a Fábrica de Bares, empresa responsável pelo Bar Brahma. A proposta previa investimento privado de R$ 42 milhões ao longo de três anos para transformar o cruzamento em um polo de entretenimento inspirado na Times Square de Nova York, com telões que exibiriam 70% de conteúdo cultural e 30% de publicidade. ✓
Citações da imprensa (2)
"Anunciado pelas gestões Nunes e Tarcísio em parceria com a Fábrica de Bares, dona do Bar Brahma, o Boulevard São João previa investimento privado de R$ 42 milhões"
"70% do conteúdo exibido nos telões seria destinado a programação cultural e institucional, enquanto 30% poderiam ser usados para publicidade institucional de marcas"
A ação popular foi protocolada pelo empresário Angelo Andrea Matarazzo e outros autores, incluindo o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-SP). Segundo os advogados do caso, Igor Tamasauskas e Maitê Bertaiolli, a decisão preserva a integridade da Lei Cidade Limpa, legislação de 2007 que restringe publicidade externa para combater poluição visual na capital. A juíza também determinou que a Prefeitura apresente documentos como o termo de cooperação integral e pareceres técnicos das secretarias envolvidas. Cabe recurso da decisão. ✓
Citações da imprensa (3)
"A ação popular foi protocolada pelo empresário Angelo Andrea Matarazzo"
"Entre os autores está o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-SP)"
"Segundo o advogado Igor Tamasauskas, que trabalhou no caso, a decisão judicial representa a preservação da integridade normativa e da finalidade pública que orientaram a instituição da Lei Cidade Limpa"
A decisão foi proferida pela juíza Celina Kiyomi Toyoshima da 4ª Vara de Fazenda Pública do TJSP em 27 de maio de 2026
Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.
Cobertos por apenas algumas fontes (3)
Angelo Andrea Matarazzo foi o autor principal da ação popular
A Fábrica de Bares deveria investir pelo menos R$ 2 milhões ao ano em melhorias durante três anos
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Qual o número formal do processo e demais dados processuais completos?
Por que ainda não se sabe: As reportagens não informaram o número do processo, classe processual ou outros dados formais de identificação da ação popular.
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Que precedentes jurisprudenciais e testes doutrinários específicos foram aplicados pela juíza na decisão?
Por que ainda não se sabe: As fontes não citam o texto completo da decisão judicial nem os precedentes ou fundamentos doutrinários invocados pela magistrada.
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Qual a posição oficial da Prefeitura de São Paulo e do governo estadual sobre a suspensão?
Por que ainda não se sabe: A Folha informou que 'a Prefeitura afirmou que a Procuradoria-Geral do município ainda não foi notificada da decisão' e que 'o governo estadual não se manifestou', mas não há manifestação substantiva de defesa.
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Que documentos específicos a juíza exigiu que fossem apresentados e em qual prazo?
Por que ainda não se sabe: As fontes mencionam que a magistrada 'determinou que a prefeitura apresente o termo de cooperação' e outros documentos, mas não especificam prazos processuais ou lista completa.