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Justiça torna ex-chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro réu por rachadinha

2 fontes · 20 Jun 2026 · Compartilhar cobertura ·

verbatim da imprensa

A Justiça do Rio de Janeiro tornou Jorge Luiz Fernandes — ex-chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro (PL) na Câmara dos Vereadores — réu por organização criminosa e peculato em esquema de rachadinha que teria operado entre junho de 2005 e dezembro de 2021. Fernandes e outros seis ex-assessores do vereador foram denunciados pelo Ministério Público por desvio de R$ 1,9 milhão em salários públicos.

Citações da imprensa (3)
O Globo

"A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público contra Jorge Luiz Fernandes, que atuou como chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro (PL) na Câmara dos Vereadores, por envolvimento em um esquema de rachadinha. Assim como Fernandes, outros seis ex-assessores do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também viraram réus pelos crimes de organização criminosa e peculato"

O Globo

"O esquema ocorreu, segundo a denúncia, entre junho de 2005 e dezembro de 2021 no gabinete de Carlos."

O Globo

"O Ministério Público aponta que os seis servidores repassaram R$ 1,9 milhão a Fernandes."

O juiz Marcello Ruibioli, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, aceitou a denúncia em junho de 2026 e afirmou que "a investigação apurou a existência de um esquema de rachadinha no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro" e que "a justa causa para o recebimento da denúncia restou amplamente comprovada". A decisão aponta Fernandes como "líder e mentor da organização" e diz que ele era "amigo da família Bolsonaro" e "articulou a nomeação dos demais denunciados".

Citações da imprensa (2)
O Globo

"Na decisão, o juiz Marcello Ruibioli, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, ressalta que "a investigação apurou a existência de um esquema de rachadinha no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro" e que "a justa causa para o recebimento da denúncia restou amplamente comprovada"."

O Globo

"O documento aponta Fernandes como "líder e mentor da organização". Carlos, por sua vez, não está na lista dos denunciados. A decisão afirma que o ex-assessor era "amigo da família Bolsonaro" e "articulou a nomeação dos demais denunciados"."

Segundo a denúncia, cada um dos seis assessores realizava transferências e saques em benefício de Fernandes após receber o próprio salário. Entre os réus está a mulher de Fernandes, que teria repassado mais de R$ 800 mil para a conta do marido. Fernandes foi nomeado em 2001 e assumiu a função de chefe de gabinete em 2018. Cada acusado tem dez dias para apresentar defesa por escrito.

Citações da imprensa (4)
O Globo

"A decisão afirma que cada assessor realizava transferências e saques em benefício de Fernandes após receberem os respectivos salários."

O Globo

"Entre os réus está a mulher de Fernandes que, segundo as investigações, repassou mais de R$ 800 mil para a conta do marido."

O Globo

"Ele foi nomeado em 2001 e assumiu a função de chefe de gabinete em 2018."

O Globo

"Cada um dos acusados tem prazo de dez dias para apresentarem a defesa por escrito."

Carlos Bolsonaro não está entre os denunciados. O Ministério Público havia arquivado a investigação contra o vereador em setembro de 2024, mas no início de 2025 o juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venâncio Braga discordou da decisão do promotor Alexandre Murilo Graça, entendendo que "a investigação tinha omissões e contradições", e enviou o caso para análise da Procuradoria-Geral de Justiça. O MP reabriu a investigação contra Carlos em março de 2026 — o caso está em andamento.

Citações da imprensa (4)
O Globo

"Carlos, por sua vez, não está na lista dos denunciados."

O Globo

"Na mesma época, o Ministério Público optou por arquivar a investigação contra Carlos. O promotor Alexandre Murilo Graça entendeu que os depoimentos não indicaram pagamentos ao então vereador."

O Globo

"Já no início de 2025, o juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venâncio Braga discordou dos argumentos apresentados pelo promotor. Braga entendeu que a investigação tinha omissões e contradições, e optou por enviar o caso para análise da Procuradoria-Geral de Justiça."

O Globo

"O Ministério Público do Rio reabriu, então, o caso contra Carlos em março deste ano por suspeita de rachadinha — a investigação está em andamento."

O caso de Carlos se insere em um padrão mais amplo de investigações de rachadinha na família Bolsonaro. Flávio Bolsonaro, senador e irmão de Carlos, foi denunciado pelo Ministério Público fluminense em novembro de 2020 por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita em suposto esquema de rachadinhas no seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio entre 2007 e 2018, segundo a BBC Brasil.

Citações da imprensa (1)
BBC

"Acusações de rachadinha se estendem a Flavio e Carlos Bolsonaro, dois dos filhos do presidente. [...] Quanto a Flávio Bolsonaro, o senador foi denunciado pelo Ministério Público fluminense pelo suposto esquema de rachadinhas em novembro de 2020, junto a Fabricio Queiroz e outros 15 investigados. A denúncia é de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita."

1. O que se sabe (3)

Jorge Luiz Fernandes e seis ex-assessores de Carlos Bolsonaro foram tornados réus por organização criminosa e peculato em esquema de rachadinha que teria desviado R$ 1,9 milhão entre 2005 e 2021

2 fontes O Globo InfoMoney

A decisão foi proferida pelo juiz Marcello Ruibioli da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa em junho de 2026

2 fontes O Globo InfoMoney

Carlos Bolsonaro não está entre os denunciados nesta ação penal, mas o MP reabriu investigação contra ele em março de 2026

2 fontes O Globo InfoMoney
2. Onde a cobertura é mais esparsa (3)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (3)

A esposa de Fernandes repassou mais de R$ 800 mil para a conta do marido e figura entre os réus

Reportado por: O Globo InfoMoney

O juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venâncio Braga rejeitou o arquivamento do MP contra Carlos Bolsonaro no início de 2025, identificando omissões e contradições na investigação

Reportado por: O Globo InfoMoney

Flávio Bolsonaro foi denunciado em novembro de 2020 por esquema de rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio entre 2007 e 2018

Reportado por: BBC
Não cobriram: O Globo InfoMoney
3. O que ainda não se sabe (5)
  • Qual é o número do processo judicial que tornou os sete ex-assessores réus?

    Por que ainda não se sabe: Nenhum dos veículos consultados publicou o número do processo, e a pesquisa não localizou a decisão no portal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

    Não cobriram: O Globo InfoMoney
  • Quais são os nomes dos outros seis ex-assessores tornados réus além de Jorge Luiz Fernandes?

    Por que ainda não se sabe: A cobertura da imprensa não identifica nominalmente os demais acusados além de Fernandes e sua esposa.

    Não cobriram: O Globo InfoMoney
  • Que provas concretas a denúncia apresenta além das movimentações financeiras?

    Por que ainda não se sabe: Os veículos citam a investigação da existência do esquema e os valores repassados, mas não detalham que outras provas (depoimentos, documentos, interceptações) foram apresentadas pelo Ministério Público na denúncia.

    Não cobriram: O Globo InfoMoney
  • Qual é o prazo estimado para que a investigação contra Carlos Bolsonaro seja concluída pelo MP-RJ?

    Por que ainda não se sabe: O Ministério Público reabriu o caso em março de 2026, mas nem o MP nem os veículos indicaram cronograma de conclusão ou próximos passos procedimentais.

    Não cobriram: O Globo InfoMoney
  • A defesa de Jorge Luiz Fernandes ou dos demais acusados se manifestou sobre as acusações?

    Por que ainda não se sabe: Nenhum dos veículos publicou manifestação dos advogados de defesa ou dos próprios acusados sobre o recebimento da denúncia.

    Não cobriram: O Globo InfoMoney

Todas as fontes

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