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Ministério da Saúde restaura segunda dose de reforço contra pólio aos 4 anos, revertendo decisão de 2024

5 fontes · 23 Jun 2026 · Compartilhar cobertura ·

verbatim da imprensa

A partir de 3 de agosto, crianças de 4 anos voltarão a receber uma segunda dose de reforço da vacina contra poliomielite, revertendo uma mudança feita há oito meses. O Ministério da Saúde havia suprimido essa dose em novembro de 2024, quando substituiu o esquema misto — três doses injetáveis mais dois reforços orais — por um esquema exclusivo de vacina inativada (VIP) com apenas um reforço. Agora, segundo nota técnica do Programa Nacional de Imunizações divulgada em junho de 2026, o calendário passa a incluir cinco doses injetáveis: três aos 2, 4 e 6 meses, e duas de reforço aos 15 meses e aos 4 anos. A mudança foi decidida pela Câmara Técnica Assessora em Imunizações.

Citações da imprensa (3)
Agência Brasil

"A partir de agosto, todas as crianças de 4 anos vão receber mais uma dose de reforço da vacina contra a poliomielite."

Agência Brasil

"Três doses aos 2, 4 e 6 meses para conferir proteção básica; Duas doses de reforço aos 15 meses e aos 4 anos de idade, para complementar a prevenção."

Poder360

"A mudança no esquema de vacinação foi decidida após reunião da Câmara Técnica Assessora em Imunizações e comunicada pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações) em uma nota técnica na semana passada. Ela passa a valer a partir de 3 de agosto."

A remoção da segunda dose de reforço em 2024 foi justificada pelo risco — raro, mas real — de mutação do vírus atenuado da vacina oral (VOPb), que poderia provocar a própria doença. Conforme Informe Técnico do Ministério da Saúde publicado em 2024, "até 4 de novembro de 2024" as duas doses de reforço com VOPb seriam substituídas por uma dose de VIP, "de modo que o esquema vacinal contra a doença será exclusivo com VIP". A nova decisão mantém o esquema exclusivo com VIP, mas restaura a segunda dose de reforço que havia sido eliminada.

Citações da imprensa (2)
Gov

"O Ministério da Saúde, dando continuidade ao processo de erradicação da poliomielite, substituirá até 4 de novembro de 2024 as duas doses de reforço com vacina oral poliomielite bivalente (VOPb) por uma dose de vacina inativada poliomielite (VIP), de modo que o esquema vacinal contra a doença será exclusivo com VIP."

Agência Brasil

"como em situações muito raras, o vírus atenuado da vacina oral pode sofrer mutações e provocar a doença, o Ministério da Saúde decidiu utilizar exclusivamente a vacina injetável, suprimindo a segunda dose de reforço."

Isabela Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, afirmou que o reforço é necessário porque "a proteção conferida pela vacina cai com o passar do tempo". Ela acrescentou que, apesar de a pólio estar controlada no país, "a situação mundial vem apresentando surtos localizados que preocupam e aumentam o risco de chegar ao país. Então é melhor manter o esquema de dois reforços. Este é o padrão da Organização Mundial de Saúde".

Citações da imprensa (2)
Agência Brasil

"A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBI), Isabela Ballalai, explica que o reforço é necessário porque a proteção conferida pela vacina cai com o passar do tempo."

Jovem Pan

"A pólio está controlada entre nós. No entanto, a situação mundial vem apresentando surtos localizados que preocupam e aumentam o risco de chegar ao país. Então é melhor manter o esquema de dois reforços. Este é o padrão da Organização Mundial de Saúde"

O Brasil não registra casos de poliomielite há 37 anos e recebeu certificação de área livre de circulação do vírus em 1994. Entre 1968 e 1989, o país registrou mais de 26 mil infecções. Todas as crianças menores de 5 anos que não completaram as cinco doses devem procurar postos de saúde para atualização vacinal, segundo orientação do Ministério da Saúde divulgada pela Agência Brasil.

Citações da imprensa (3)
Agência Brasil

"O Brasil não registra casos de poliomielite há 37 anos e em 1994 recebeu o certificado de área livre de circulação do vírus."

Poder360

"De 1968 a 1989, o Brasil registrou mais de 26 mil infecções por pólio."

Agência Brasil

"Todas as crianças menores de 5 anos que não tiverem recebido as cinco doses devem ser levadas ao posto de saúde para verificar a necessidade de atualização vacinal."

1. O que se sabe (3)

A mudança entra em vigor em 3 de agosto de 2026 e foi decidida pela Câmara Técnica Assessora em Imunizações

4 fontes Agência Brasil Hoje em Dia Jovem Pan Poder360

O novo esquema consiste em cinco doses injetáveis de VIP: três aos 2, 4 e 6 meses, e duas de reforço aos 15 meses e aos 4 anos

4 fontes Agência Brasil Hoje em Dia Jovem Pan Poder360

O Brasil não registra casos de poliomielite há 37 anos e recebeu certificação de área livre em 1994

4 fontes Agência Brasil Hoje em Dia Jovem Pan Poder360
2. Onde a cobertura é mais esparsa (3)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (3)

Entre 1968 e 1989 o Brasil registrou mais de 26 mil infecções por pólio

A vacina oral foi descontinuada porque o vírus atenuado pode, em situações raras, sofrer mutações e provocar a doença

Isabela Ballalai afirma que surtos internacionais localizados aumentam o risco de chegada do vírus ao Brasil e justificam manter dois reforços conforme padrão da OMS

3. O que ainda não se sabe (5)
  • Que evidência epidemiológica justificou a restauração da segunda dose de reforço apenas oito meses após sua remoção?

    Por que ainda não se sabe: A Nota Técnica do PNI que comunicou a mudança não foi localizada pelas ferramentas de busca. A imprensa cita a decisão da Câmara Técnica Assessora em Imunizações e menciona surtos internacionais localizados, mas não especifica quais surtos, em que países, nem apresenta dados de cobertura vacinal ou circulação viral que fundamentem a urgência da reversão.

  • Qual é a cobertura vacinal atual contra pólio nas faixas etárias de 15 meses e 4 anos no Brasil?

    Por que ainda não se sabe: Nenhum dos veículos consultados apresenta dados do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) sobre cobertura vacinal nas faixas etárias afetadas pela mudança. A ausência desses números impede avaliar se há declínio de cobertura que justifique a restauração da dose de reforço.

  • Existe circulação de poliovírus derivado de vacina (VDPV) ou selvagem nas Américas que motive a mudança?

    Por que ainda não se sabe: A matéria cita "surtos localizados" no mundo, mas não identifica países específicos nem indica se há casos nas Américas — região certificada livre de pólio desde 1994. A OMS publica boletins epidemiológicos que rastreiam circulação de poliovírus; nenhum veículo consultou essa fonte.

  • Qual o fundamento legal ou normativo do Ministério da Saúde para modificar o calendário nacional de imunizações?

    Por que ainda não se sabe: A imprensa não identifica portaria, resolução ou outro ato normativo que formalize a mudança. Menciona "nota técnica" do PNI, mas notas técnicas não têm força normativa — são orientações. Falta esclarecer se haverá publicação de portaria ministerial no DOU ou se a nota técnica é o único instrumento.

  • Qual o argumento técnico mais forte contra a restauração da segunda dose de reforço?

    Por que ainda não se sabe: Nenhum dos veículos consultados apresenta vozes críticas à decisão — nem de especialistas em saúde pública, nem de gestores estaduais ou municipais que operacionalizam a vacinação. A cobertura é unânime em reproduzir a justificativa do Ministério da Saúde e da SBI, sem contraste com posições técnicas divergentes ou análise de custo-benefício da medida.

Todas as fontes

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