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MPDFT investiga descontos irregulares de R$ 80 milhões na folha de servidores do DF

5 fontes · 20 Jun 2026 · Compartilhar cobertura ·

verbatim da imprensa composto de múltiplas fontes ? sem trecho verbatim

Cinquenta mandados de busca e apreensão foram cumpridos em 19 de junho de 2026 contra o PicPay, o Banco de Brasília (BRB) e a Secretaria de Economia do Distrito Federal, em investigação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) sobre descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do DF que teriam ultrapassado R$ 80 milhões. O MPDFT alega que o produto de "antecipação salarial sem ônus para o Distrito Federal", oferecido pela Conta PicPay e pelo Cartão Benefício, teria funcionado como operação de crédito com cobrança de encargos financeiros disfarçados, alcançando taxas efetivas anualizadas superiores a 261% em alguns casos, com descontos que saltaram de R$ 11,7 milhões em 2024 para mais de R$ 70 milhões até agosto de 2025.

Citações da imprensa (4)
G1

"Uma operação do Ministério Público, deflagrada na manhã desta sexta-feira (19), investiga descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do governo do Distrito Federal. Entre os alvos, estão o Banco de Brasília (BRB) — responsável pelos pagamentos —, a Secretaria de Economia do DF, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev), a empresa PicPay e a Associação dos Servidores Públicos do DF."

Mpdft

"O esquema teria sido estruturado em duas frentes. A primeira envolve o produto denominado "antecipação salarial, sem ônus para o Distrito Federal", ofertado pela Conta PicPay e pelo Cartão Benefício. De acordo com o MPDFT, há indícios de que a modalidade tenha funcionado como operação de crédito com cobrança de encargos financeiros, embora tenha sido apresentada como serviço sem juros. Os descontos vinculados ao produto ultrapassaram a cifra de R$ 80 milhões. Em 2024, os valores dos empréstimos a título de "antecipação salarial" descontados eram de R$ 11,7 milhões. Até agosto de 2025, a cifra saltou para mais de R$ 70 milhões mediante a cobrança de juros...os percentuais cobrados teriam alcançado, em alguns casos, taxa efetiva anualizada superior a 261% ao ano."

IstoÉ

"De acordo com o G1, o esquema consistia em descontos indevidos, disfarçados de taxas, na folha de pagamento de servidores distritais, com um total de mais de R$80 milhões retirados compulsoriamente dos contracheques dos servidores."

Estado

"Supostas contribuições associativas podem ter sido utilizadas para mascarar o pagamento de empréstimos concedidos com juros abusivos e à margem do sistema financeiro. Os indícios foram identificados pelos auditores da Cage durante análise iniciada em fevereiro deste ano [...] des"

A investigação, batizada de Operação Juro Zero, também apura uma segunda frente: descontos feitos em favor da Associação dos Servidores Públicos do Distrito Federal (ASDF) e empresas relacionadas (JR Serviços, Peak, Vemcard), que teriam oferecido crédito via descontos consignados vinculados a códigos de benefício e saúde, com possíveis irregularidades na utilização dessas rubricas e cobranças sem autorização válida dos servidores. O MPDFT cita entre os possíveis crimes investigados corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistemas informatizados, lavagem de dinheiro, crimes contra a economia popular, crimes contra as relações de consumo e organização criminosa. Entre os alvos dos mandados estão o CEO do PicPay Eduardo Chedid Simões, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa — preso desde abril de 2026 no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master —, a subsidiária BRB Serviços, e associações de servidores. ?

Citações da imprensa (3)
Mpdft

"A segunda frente investigada envolve descontos realizados em favor da Associação dos Servidores Públicos do Distrito Federal (ASDF) e de empresas a ela relacionadas...o MPDFT apura possíveis irregularidades na utilização dessas rubricas e a existência de cobranças sem autorização válida dos servidores"

Mpdft

"Entre os possíveis crimes investigados estão corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistemas informatizados, lavagem de dinheiro, crimes contra a economia popular, crimes contra as relações de consumo e organização criminosa."

Agenciabrasil

"Entre os alvos dos 50 mandados judiciais de busca e apreensão que estão sendo cumpridos em Brasília (DF), Curitiba (PR) e São Paulo (SP), estão o banco digital PicPay e seu presidente-executivo, Eduardo Chedid Simões, além do Banco de Brasília (BRB), instituição financeira estatal cujo maior acionista é o Governo do Distrito Federal (GDF). Também são alvos dos mandados expedidos pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), a Secretaria de Economia do Distrito Federal, associações de servidores e pessoas físicas, incluindo o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa."

O PicPay negou irregularidades e afirmou que o valor antecipado era disponibilizado no próprio cartão do cliente, após solicitação feita pelo servidor no aplicativo, sem intermediários ou associações e sem cobrança nessa modalidade, garantindo que seus produtos atendem às normas vigentes e são submetidos a rigorosos mecanismos de controle. O BRB informou que o alvo das investigações não é o banco, mas a BRB Serviços, empresa do conglomerado com CNPJ próprio cuja atuação está relacionada à gestão de plataforma tecnológica para operacionalização de descontos em folha, e que a instituição não tem responsabilidade direta na concessão de empréstimos de terceiros, não participa da contratação das operações nem é responsável pela definição ou execução dos descontos realizados.

Citações da imprensa (2)
Agenciabrasil

"O valor antecipado era disponibilizado no próprio cartão do cliente, depois de feita a solicitação por ele [servidor] mesmo, no aplicativo, sem intermediários ou associações e sem cobrança nessa modalidade"

Agenciabrasil

"Em nota, o BRB informou que o alvo das investigações do MPDFT não é o banco, mas sim a BRB Serviços, "empresa que integra o conglomerado, mas que possui atribuições e CNPJ" próprios e cuja atuação "está relacionada à gestão de plataforma tecnológica destinada exclusivamente à operacionalização de descontos em folha". A instituição não tem nenhuma responsabilidade direta pela concessão dos empréstimos de terceiros, não participa da contratação das operações, nem é responsável pela definição ou execução dos descontos realizados."

O arranjo contratual envolve o Termo de Compromisso 01/2024, assinado pela Secretaria de Economia e pelo PicPay em setembro de 2024 com vigência de dois anos, após alteração do Decreto nº 28.195/2007 em agosto de 2024; a Secretaria de Economia transferiu a responsabilidade operacional e o controle dos descontos em folha à BRB Serviços, segundo inspeção do Tribunal de Contas do Distrito Federal. A Secretaria de Economia afirmou que os acordos sob suspeita foram firmados em gestões anteriores e que a investigação tem como objeto a conduta de agentes públicos, não a atuação institucional da pasta, garantindo colaboração com as investigações. ?

Citações da imprensa (1)
Wagner

"O Termo de Compromisso 01/2024, da Secretaria de Economia e do PicPay, foi assinado no mês seguinte à alteração da lei, em setembro de 2024, com vigência de 2 anos. Apesar de ser o órgão gestor da folha de pagamento dos servidores, a pasta transferiu a responsabilidade operacional e o controle à BRB Serviços."

1. O que se sabe (2)

Operação Juro Zero do MPDFT cumpriu 50 mandados de busca e apreensão em 19 de junho de 2026 contra PicPay, BRB, Secretaria de Economia do DF e associações de servidores

4 fontes G1 Agenciabrasil IstoÉ A Crítica

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, está preso desde abril de 2026 no âmbito da Operação Compliance Zero que investiga o Banco Master

3 fontes Agenciabrasil IstoÉ A Crítica
2. Onde a cobertura é mais esparsa (2)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (2)

Esquema similar foi investigado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul em 2025, com 243 servidores inativos afetados e R$ 1,5 milhão descontados sob alegação de contribuições associativas mascarando empréstimos com juros abusivos

Reportado por: Estado
Não cobriram: G1 Agenciabrasil IstoÉ A Crítica

PicPay firmou Termo de Compromisso 01/2024 com a Secretaria de Economia do DF em setembro de 2024 após alteração do Decreto nº 28.195/2007, com transferência de responsabilidade operacional à BRB Serviços segundo inspeção do TCDF

Reportado por: Wagner
Não cobriram: G1 Agenciabrasil IstoÉ A Crítica
3. O que ainda não se sabe (5)
  • Qual o número do processo judicial e qual vara/promotoria está conduzindo a investigação?

    Por que ainda não se sabe: O MPDFT não divulgou o número do processo. A nota oficial da operação menciona mandados expedidos pelo Conselho Especial do TJDFT, mas não identifica o processo específico. Tentativa de localização em base pública do TJDFT não retornou resultado indexado até 20 de junho de 2026.

    Não cobriram: G1 Agenciabrasil IstoÉ A Crítica
  • O MPDFT já apresentou denúncia formal (queixa-crime) contra os investigados, ou a operação ainda está em fase de inquérito?

    Por que ainda não se sabe: As fontes consultadas referem-se à operação como "investigação" e "apuração", sem mencionar oferecimento de denúncia. O FactCard legal-researcher indica que denúncia formal não foi localizada em bases públicas do TJDFT ou MPDFT até 20 de junho de 2026.

    Não cobriram: G1 Agenciabrasil IstoÉ A Crítica
  • Quantos servidores do DF foram afetados pelos descontos irregulares alegados?

    Por que ainda não se sabe: O MPDFT divulgou o volume financeiro total (R$ 80 milhões) mas não o número de servidores atingidos. Nenhuma fonte consultada apresenta essa métrica.

    Não cobriram: G1 Agenciabrasil IstoÉ A Crítica Mpdft
  • A alegação de taxa efetiva de 261% ao ano refere-se a que período específico e a quantos contratos?

    Por que ainda não se sabe: A nota do MPDFT menciona que "os percentuais cobrados teriam alcançado, em alguns casos, taxa efetiva anualizada superior a 261% ao ano", mas não especifica quantos casos, em que período exato, nem fornece distribuição estatística das taxas praticadas.

    Não cobriram: G1 Agenciabrasil IstoÉ A Crítica
  • Qual a posição do governo do Distrito Federal (Executivo) sobre o esquema alegado?

    Por que ainda não se sabe: A Secretaria de Economia manifestou-se apenas sobre colaboração com as investigações e afirmou que contratos sob suspeita foram firmados em gestões anteriores. Nenhuma manifestação do governador ou da Casa Civil foi divulgada até 20 de junho de 2026.

    Não cobriram: G1 Agenciabrasil IstoÉ A Crítica

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