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Mulher de Serra Leoa vive há 6 meses em aeroporto de Belém; deve embarcar ao Panamá nesta segunda

2 fontes · 22 Jun 2026 · Compartilhar cobertura ·

verbatim da imprensa

Seu voo sai nesta segunda-feira (22 de junho de 2026) — se a documentação finalmente estiver pronta. Fatmata Sessay, cidadã de Serra Leoa de 56 anos, vive há cerca de seis meses no saguão do Aeroporto Internacional de Belém depois de perder o passaporte e recursos financeiros em assaltos durante uma tentativa de reencontrar o filho de 15 anos no Panamá. A viagem só foi viabilizada após o Ministério Público do Pará comprar uma passagem e a Justiça Federal ordenar, na sexta-feira (19), que o governo do Pará e o Itamaraty prestem assistência consular em até 48 horas.

Citações da imprensa (2)
Folha

"Ao longo desse tempo, Fatmata Sessay, 56, está dormindo no saguão do aeroporto e se alimentando em um espaço de acolhimento municipal."

Oglobo

"Uma cidadã de Serra Leoa, de 56 anos, que vive há cerca de seis meses no Aeroporto Internacional de Belém, deve embarcar nesta segunda-feira (22) em direção ao Panamá, onde pretende reencontrar o filho de 15 anos."

A juíza Maria Carolina Valente do Carmo, da 1ª Vara Federal Cível da Justiça Federal, acatou nesta sexta-feira (19) o pedido do Ministério Público Federal e determinou que o Governo do Pará e o Ministério das Relações Exteriores assegurem assistência consular à migrante, realizando os trâmites necessários junto à representação diplomática de Serra Leoa — sediada em Washington — para a regularização de documentação de viagem, com a obtenção dos vistos para ingresso na Colômbia e no Panamá. Segundo relato do promotor Nadilson Portilho Gomes, Fatmata ainda precisava, no fim de semana, atualizar a carteira de vacinação, obter comprovante de renda e aguardar a emissão dos vistos; o novo passaporte já saiu.

Citações da imprensa (2)
Folha

"A juíza Maria Carolina Valente do Carmo, da 1ª Vara Federal Cível da Justiça Federal, acatou nesta sexta-feira (19) o pedido do Ministério Público Federal e determinou que o Governo do Pará e o Ministério das Relações Exteriores assegurem assistência consular à migrante em dois dias, realizando os trâmites necessários junto à representação diplomática de Serra Leoa (sediada em Washington), para a regularização de documentação de viagem, com a obtenção dos vistos para ingresso na Colômbia e no Panamá."

DCM

"Ainda não conseguimos toda a documentação necessária por ser fim de semana e ela ainda precisa se vacinar"

Fatmata morava em São Paulo havia 18 anos, trabalhava como ambulante e tem visto brasileiro de imigrante regular. Ao longo desse tempo no aeroporto, está dormindo no saguão e se alimentando em um espaço de acolhimento municipal — o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop). A Prefeitura de Belém informou que a mulher recebe assistência social, entrou no CadÚnico e é beneficiária do Bolsa Família; o município ofereceu acolhimento noturno, mas ela se recusou a ir, alegando sentir-se mais segura no terminal.

Citações da imprensa (3)
Oglobo

"Ela deixou São Paulo, onde morava havia 18 anos"

DCM

"A Prefeitura de Belém informou que Fatmata faz as refeições diárias no centro de atendimento à população de rua, entrou no CadÚnico e recebe Bolsa Família. O município disse que encaminhou a migrante ao acolhimento noturno, mas ela se recusa a ir"

Oglobo

"Não quis ir para nenhum lugar porque quando saio tem gente e carros em cima de mim. Aqui me sinto segura"

O Ministério Público Federal classificou a situação como "abandono institucionalizado" e pediu à Justiça Federal multa de R$ 170 mil aos governos municipal, estadual e federal por omissão no atendimento a migrantes. A concessionária Norte da Amazônia Airports, que administra o terminal, disse que acionou os órgãos públicos quando tomou conhecimento do caso e alegou que "em razão das limitações legais, não foi possível atuar além das medidas de suporte já adotadas".

Citações da imprensa (2)
DCM

"o MPF pediu à Justiça Federal multa de R$ 170 mil aos governos municipal, estadual e federal por omissão no atendimento a migrantes e classificou a situação como "abandono institucionalizado"."

DCM

"A concessionária Norte da Amazônia Airports, que administra o terminal, disse que acionou os órgãos públicos quando tomou conhecimento do caso e alegou que, "em razão das limitações legais, não foi possível atuar além das medidas de suporte já adotadas"."

1. O que se sabe (3)

Fatmata Sessay vive há cerca de seis meses no Aeroporto Internacional de Belém

3 fontes Folha Oglobo DCM

A Justiça Federal determinou que governo do Pará e Itamaraty prestem assistência consular em 48 horas

3 fontes Folha Oglobo DCM

O objetivo da viagem é reencontrar o filho no Panamá

3 fontes Folha Oglobo DCM
2. Onde a cobertura é mais esparsa (4)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (3)

O Ministério Público Federal pediu multa de R$ 170 mil aos governos municipal, estadual e federal por omissão

Reportado por: DCM
Não cobriram: Folha Oglobo

Fatmata foi assaltada no Peru durante a viagem

Reportado por: Oglobo
Não cobriram: Folha DCM

Moradores de Belém mobilizaram-se para oferecer ajuda, incluindo hospedagem

Reportado por: Oglobo
Não cobriram: Folha DCM

Versões em conflito (1)

Idade de Fatmata Sessay

2 fontes — "Fatmata Sessay tem 56 anos": Folha Oglobo
1 fonte — "Fatmata Sessay tem 57 anos": DCM
3. O que ainda não se sabe (5)
  • Fatmata conseguiu embarcar nesta segunda-feira (22)?

    Por que ainda não se sabe: A decisão judicial determinou assistência em 48 horas e o Ministério Público comprou passagem para segunda-feira, mas o promotor disse no fim de semana que ainda faltava documentação, vacinação e vistos. Nenhuma fonte publicou confirmação do embarque até a publicação desta matéria.

    Não cobriram: Folha Oglobo DCM
  • Qual a idade exata de Fatmata Sessay?

    Por que ainda não se sabe: A Folha de S.Paulo informou 56 anos; o Diário do Centro do Mundo informou 57 anos. A diferença de um ano pode ser erro de apuração ou atualização entre as matérias.

  • Quando e onde Fatmata foi assaltada e perdeu o passaporte?

    Por que ainda não se sabe: Ela relatou ter sido assaltada no Peru e novamente em Belém, onde perdeu o passaporte e uma passagem que já tinha para o Panamá, mas nenhuma fonte detalhou datas ou circunstâncias dos assaltos.

    Não cobriram: Folha DCM
  • Por que Fatmata precisa de visto para Colômbia se o destino final é Panamá?

    Por que ainda não se sabe: A decisão judicial menciona vistos para Colômbia e Panamá, sugerindo que a rota envolve escala ou trânsito pela Colômbia, mas nenhuma fonte esclareceu o itinerário da viagem.

    Não cobriram: Folha Oglobo DCM
  • O Itamaraty e o governo do Pará cumpriram a determinação judicial?

    Por que ainda não se sabe: A Folha informou que procurou o Itamaraty mas não obteve manifestação; o governo estadual afirmou que 'segue atuando', mas nenhuma fonte confirmou se os vistos foram obtidos ou se a assistência consular foi de fato prestada no prazo de 48 horas.

Todas as fontes

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