✓ verbatim da imprensa
A Petrobras e a petroleira mexicana Pemex assinaram nesta terça-feira (23) um memorando de entendimento para exploração conjunta de petróleo e gás — com foco em águas profundas do Golfo do México, onde a porção mexicana ainda não tem produção comercial desse tipo, enquanto o lado americano produz cerca de 2 milhões de barris diários. O acordo tem validade de dois anos, renovável, mas não cria compromisso de investimento nem joint venture, segundo o governo mexicano. ✓
Citações da imprensa (3)
"A presidente da Petrobras (PETR3, PETR4), Magda Chambriard, se reuniu nesta terça-feira (23), no Rio de Janeiro, com o CEO da petroleira mexicana Pemex, Juan Carlos Carpio, para assinar um memorando de entendimento para o desenvolvimento de oportunidades de exploração e produção de petróleo e gás, além de refino e outros processos industriais."
"Enquanto cerca de 2 milhões de barris por dia são produzidos em campos de águas profundas na porção do Golfo do México pertencente aos Estados Unidos, do lado mexicano ainda não há produção comercial proveniente desse tipo de projeto."
"O governo mexicano informou que o acordo terá vigência de dois anos, com possibilidade de renovação, mas não constitui um compromisso vinculante de investimento, nem cria sociedade, consórcio ou empresa conjunta entre as partes, segundo um comunicado."
A parceria permite cooperação em exploração, produção, refino e outros processos industriais, sem limite geográfico — podendo ocorrer no Brasil, México ou África, segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. A executiva disse à presidente mexicana Claudia Sheinbaum, em visita anterior ao país, que a estatal brasileira "acredita que os extensos volumes de óleo detectados na porção norte-americana do Golfo do México também devem existir na parte mexicana da região". ✓
Citações da imprensa (2)
"Segundo a executiva, o acordo de cooperação não está limitado às fronteiras do México, podendo ocorrer em outras partes do mundo. Ela citou como exemplos o Brasil e os países do continente africano."
"Chambriard reforçou ter dito pessoalmente à presidente do México, Claudia Sheinbaum, em visita ao país neste ano, que a Petrobras acredita que os extensos volumes de óleo detectados na porção norte-americana do Golfo do México também devem existir na parte mexicana da região."
Para a Pemex, o acordo é uma tentativa de reverter a menor produção de petróleo em quatro décadas — 1,6 milhão de barris diários em 2025, queda de 7% no ano — causada pelo declínio de campos maduros como Cantarell, que chegou a produzir mais de 2 milhões de barris diários e hoje opera em níveis muito menores. A companhia mexicana carrega dívida de US$ 79 bilhões e enfrenta vencimentos de mais de US$ 9 bilhões neste ano, além de mais de US$ 20 bilhões em débitos com fornecedores. ✓
Citações da imprensa (3)
"A Pemex enfrenta a menor produção de petróleo em quatro décadas, na ordem de 1,6 milhão de barris diários, em razão do declínio de seus principais ativos, concentrados em campos maduros e alguns novos em águas rasas e áreas terrestres. Esse nível representou uma queda anual de 7% em 2025."
"Parte dos problemas de produção da Pemex decorre do fato de que muitos de seus principais ativos offshore, como Cantarell — um gigantesco campo em águas rasas que chegou a produzir mais de 2 milhões de barris por dia em seu auge — vêm se esgotando nos últimos anos."
"O governo mexicano implementou um resgate financeiro para a Pemex, que conseguiu reduzir sua dívida em 20%, para US$ 79 bilhões; ainda assim, ela enfrenta importantes vencimentos neste ano, que superam os US$ 9 bilhões, e mais de US$ 20 bilhões em débitos com fornecedores e contratados."
A Petrobras busca novas áreas de exploração fora do Brasil para garantir reservas além do pré-sal descoberto em 2006, que transformou o país no maior exportador de energia da América Latina. A estatal produziu 2,4 milhões de barris diários em 2025, 11% acima do ano anterior, e é considerada "uma das campeãs mundiais em águas profundas e ultraprofundas", segundo a Bloomberg Línea. A empresa já teve expansões fracassadas na região — campos de gás expropriados na Bolívia e saída gradual da Venezuela após deterioração do ambiente de investimentos. ✓
Citações da imprensa (4)
"Já a Petrobras está em busca de novas áreas para perfuração fora do Brasil, na tentativa de garantir reservas para as próximas décadas."
"Em 2025, sua produção de petróleo chegou a 2,4 milhões de barris diários, superando o objetivo do plano de negócios em 0,5%. Esse resultado representou um incremento de 11% no ano."
"A Petrobras é uma das campeãs mundiais em águas profundas e ultraprofundas."
"A Petrobras já enfrentou dificuldades em expansões anteriores pela América Latina neste século. Na Bolívia, teve campos de gás expropriados. Na Venezuela, reduziu gradualmente suas operações até deixar o país, após a deterioração do ambiente de investimentos e o endurecimento das condições fiscais."
O acordo foi assinado em 23 de junho de 2026, no Rio de Janeiro, entre Magda Chambriard (Petrobras) e Juan Carlos Carpio (Pemex), com validade de dois anos e possibilidade de renovação.
A Pemex enfrenta produção de 1,6 milhão de barris diários em 2025 (menor em quatro décadas), queda de 7% no ano, causada por declínio de campos maduros.
A Petrobras produziu 2,4 milhões de barris diários em 2025, crescimento de 11% no ano, e é reconhecida como operadora de referência em águas profundas e ultraprofundas.
Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.
Cobertos por apenas algumas fontes (4)
A cooperação pode incluir refino, petroquímica, fertilizantes, processamento de gás, energia limpa e segurança industrial, segundo o diretor-geral da Pemex.
A Petrobras reduziu dívida de US$ 132 bilhões (em 2014) com venda de ativos não rentáveis como refinarias e dutos, concentrando-se em exploração e produção em águas ultraprofundas.
O campo de Zama, com reservas estimadas em 750 milhões de barris e desenvolvido em parceria com Wintershall Dea e Harbour Energy, ainda não entrou em operação.
A ideia da parceria surgiu após o presidente Lula sugerir exploração conjunta dos recursos de águas profundas do México no início de 2026, com discussão em videoconferência entre Lula e Claudia Sheinbaum neste mês.
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Qual será o modelo de financiamento dos projetos exploratórios em águas profundas do México?
Por que ainda não se sabe: O acordo não cria compromisso vinculante de investimento. Consultores citados pela Invest News questionam se o governo mexicano aportará capital de risco ou se a Petrobras financiará a maior parte dos esforços, que podem exigir dezenas a centenas de milhões de dólares por projeto. Nenhuma das empresas detalhou a estrutura de custeio.
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Quais áreas específicas do Golfo do México serão priorizadas na exploração conjunta?
Por que ainda não se sabe: As executivas mencionaram potencial em águas profundas, campos maduros e possível pré-sal mexicano, mas não identificaram blocos, coordenadas ou cronograma de exploração. O governo do ex-presidente López Obrador encerrou leilões competitivos de petróleo que ofereciam blocos offshore ao mercado.
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Como o acordo se relaciona com as descobertas prévias da Pemex em águas profundas, como os campos Trion e Lakach?
Por que ainda não se sabe: Bloomberg Línea relata que a Pemex já conta com descobertas significativas em águas profundas, mas o governo anterior recusou-se a dar continuidade às atividades pela falta de resultados e altos custos. Não foi divulgado se essas áreas entrarão no escopo da cooperação com a Petrobras.
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Qual o prazo esperado para que projetos conjuntos resultem em produção comercial?
Por que ainda não se sabe: O memorando tem validade de dois anos, renovável, mas nenhuma fonte detalhou horizonte de tempo entre exploração, descoberta, desenvolvimento e produção. Projetos de águas profundas tipicamente levam anos entre descoberta e primeira extração.