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A Polícia Federal finalizou nesta quinta-feira, 23 de abril, o inquérito sobre a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como 'Sicário', aliado do banqueiro Daniel Vorcaro. O relatório foi enviado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e conclui que Mourão morreu por asfixia decorrente de uma tentativa de suicídio, sem indícios de intervenção externa.
Mourão tentou suicídio no dia 4 de março, horas após ser preso, em uma cela da Superintendência da PF em Belo Horizonte, e morreu dias depois no hospital. De acordo com a investigação, não houve participação de terceiros na morte. A PF também apurou que Mourão era acusado de obter informações sigilosas de sistemas da própria PF, do Ministério Público Federal (MPF) e de outras instituições.
Segundo registros do diário oficial do STF [1], Daniel Vorcaro foi alvo de medidas cautelares em janeiro deste ano, incluindo prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de bens de até R$ 5,7 bilhões, no âmbito de investigações sobre desvio de recursos e risco sistêmico no Banco Máster. Vorcaro é apontado como sócio-administrador do banco. O Escavador [2] indica que Daniel Bueno Vorcaro possui ao menos 68 processos judiciais indexados, com ocorrências em diversos estados, envolvendo desde ações cíveis até questões com a Polícia Federal e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, por sua vez, consta no sistema do Tribunal de Justiça de Minas Gerais [3] como réu em ação penal, em tramitação na 5ª Vara Criminal de Belo Horizonte, desde 2021, com envolvimento em organização criminosa. O Ministério Público de Minas Gerais é o autor da ação. A defesa de Mourão era composta por pelo menos quatro advogados.
Até o momento, não há manifestação pública de Daniel Vorcaro sobre a relação com Mourão ou sobre os serviços que este supostamente prestava. As circunstâncias exatas que levaram Mourão a tentar o suicídio, como o histórico da prisão e possíveis pressões, também não foram esclarecidas pela investigação pública.
O inquérito agora está nas mãos do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, que decidirá sobre eventuais desdobramentos.
Fontes
- [1]Diário da Justiça do STF, edição de 15 e 16 de janeiro de 2026. Disponível em: https://www.escavador.com/diarios/6197193/STF/P/2026-01-15 e https://www.escavador.com/diarios/6197599/STF/P/2026-01-16
- [2]Escavador, busca por Daniel Vorcaro. Disponível em: https://api.escavador.com/api/v1/busca?q=Daniel%20Vorcaro&qo=pessoa
- [3]Diário da Justiça de Minas Gerais, edições de 2021 a 2025. Disponível em: https://www.escavador.com/nomes/luiz-phillipi-machado-de-moraes-mourao-ecd39f936e
- [4]Wikidata, verbete André Mendonça. Disponível em: http://www.wikidata.org/entity/Q60396070
- [5]Wikidata, verbete Daniel Vorcaro. Disponível em: http://www.wikidata.org/entity/Q133259974
A PF concluiu o inquérito em 23 de abril de 2026 e enviou relatório ao ministro André Mendonça do STF
Mourão tentou suicídio em 4 de março de 2026 em uma cela da Superintendência da PF em Belo Horizonte
A causa da morte foi asfixia decorrente da tentativa de suicídio
A investigação descartou intervenção externa na morte, segundo o relatório da PF
Mourão era acusado de obter informações sigilosas de sistemas da PF, MPF e outras instituições
Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.
Cobertos por apenas algumas fontes (3)
O suicídio foi registrado por câmeras de segurança sem pontos cegos, segundo algumas fontes
Mourão supostamente recebia 1 milhão de reais por mês para prestar serviços, segundo uma fonte
A morte foi confirmada oficialmente no dia 6 de março de 2026 e o velório ocorreu no dia 8, segundo algumas fontes
Nenhuma lacuna declarada — todas as fontes convergem nos fatos materiais.