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Polícia investiga ONG de produtora de filme sobre Bolsonaro por fraude em contrato de R$ 157 milhões com SP

10 fontes · 02 Jun 2026 · Compartilhar cobertura ·

verbatim da imprensa

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou na segunda-feira (1º de junho) a Operação Wi-Fi Livre contra o Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG presidida por Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go UP que produziu o filme Dark Horse sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação apura suspeitas de fraude em contrato milionário para instalação de internet gratuita na capital paulista.

Citações da imprensa (1)
A Crítica

"A Polícia Civil de São Paulo faz na manhã desta segunda-feira (1º) a Operação Wi-Fi Livre no Instituto Conhecer Brasil, organização não governamental (ONG) de propriedade de Karina Ferreira da Gama, da produtora Go UP, que produziu o filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro."

Segundo o inquérito da 2ª Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública (DICCA), pelo menos R$ 26 milhões dos R$ 157,1 milhões do contrato total (após aditivos) foram utilizados pela ONG sem a devida prestação do serviço, configurando possível desvio de recursos públicos. O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil também identificaram que a ONG apresentou pelo menos R$ 16,5 milhões em notas fiscais consideradas irregulares à prefeitura para justificar as despesas do contrato.

Citações da imprensa (2)
G1

"O inquérito da Polícia Civil apura se pelo menos R$ 26 milhões desse montante foram usados pela ONG sem a devida prestação do serviço à cidade de São Paulo, o que configuraria possível desvio de recursos públicos."

A Crítica

"A ONG teria apresentado pelo menos R$ 16,5 milhões em notas fiscais consideradas irregulares à prefeitura para justificar as despesas do contrato."

O contrato previa a instalação de 5 mil pontos de wi-fi gratuito em comunidades periféricas de São Paulo no prazo de 12 meses, mas apenas 3.200 pontos foram instalados até o momento. A investigação incluiu uma linha de apuração sobre possível confusão patrimonial entre o instituto e a produtora Go UP, com suspeitas de que parte dos recursos públicos tenha sido desviada para custear a produção do filme sobre Bolsonaro. Segundo reportagem do G1, o deputado federal Mário Frias, que atuou como produtor executivo do filme, destinou R$ 2 milhões em duas emendas parlamentares para o Instituto Conhecer Brasil.

Citações da imprensa (2)
A Crítica

"Segundo investigação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil, a organização teria de instalar 5 mil pontos públicos de acesso ao wi-fi nas periferias da capital paulista no prazo de 12 meses. De acordo com os dois órgãos, foram instalados até agora 3.200 pontos."

G1

"Produtor executivo do filme, Mário Frias teria destinado R$ 2 milhões em duas emendas para a ONG Instituto Conhecer Brasil, presidida por Karina Ferreira da Gama, produtora de 'Dark Horse'."

A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão na sede da ONG, da produtora Go UP, em imóveis de Karina Ferreira da Gama e na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), defendeu a empresária investigada e afirmou que a ação pode configurar "perseguição política" caso tenha relação com a produção do filme. A Prefeitura de São Paulo negou irregularidades e informou que colabora com as investigações.

Citações da imprensa (1)
Band

"O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta segunda-feira (1) que a Operação WI-FI, deflagrada pela Polícia Civil, pode configurar "perseguição política" caso a investigação tenha relação com a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)."

1. O que se sabe (1)

A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão em endereços ligados à ONG, produtora e Secretaria Municipal

3 fontes A Crítica Band Jornal do Brasil
2. Onde a cobertura é mais esparsa (2)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (1)

O custo mensal por ponto de wi-fi era de R$ 1,8 mil, valor considerado acima do praticado pelo mercado

Reportado por: Band Jornal do Brasil
Não cobriram: A Crítica Folha de S.Paulo

Versões em conflito (1)

Valor total do contrato

2 fontes — "Contrato inicial de R$ 108 milhões": A Crítica Opera Mundi
2 fontes — "Contrato chegou a R$ 157,1 milhões após aditivos": Band Jornal do Brasil
3. O que ainda não se sabe (3)
  • Qual o destino específico dos R$ 26 milhões que teriam sido pagos sem prestação de serviço?

    Por que ainda não se sabe: A investigação está em andamento e ainda não detalhou como os recursos foram utilizados pela ONG.

  • Há provas concretas de que recursos do contrato de wi-fi financiaram a produção do filme Dark Horse?

    Por que ainda não se sabe: A polícia menciona 'suspeitas' e 'indícios', mas não apresentou evidências definitivas da conexão financeira.

  • Por que o Tribunal de Contas do Município recomendou suspender o contrato, mas a Prefeitura manteve a contratação?

    Por que ainda não se sabe: As reportagens mencionam que o TCM identificou 20 irregularidades no edital, mas não detalham os motivos pelos quais a Prefeitura desconsiderou a recomendação.

Todas as fontes

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