← Voltar ao feed

Presidente do TST se declara 'vermelho' e divide magistratura por cores

4 fontes · 04 May 2026 · Compartilhar cobertura ·

Documentos públicos que os veículos não citaram:

Em discurso durante o 22º Congresso Nacional da Magistratura do Trabalho, em 1º de maio de 2026, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, classificou os juízes trabalhistas em dois grupos: 'azuis' e 'vermelhos'. Segundo o ministro, os 'vermelhos' atuariam com 'causa', em defesa de direitos trabalhistas e justiça social, enquanto os 'azuis' seriam movidos por 'interesse' pessoal ou empresarial. 'Nós, vermelhos, temos causa; não temos interesse', afirmou [1, 2].

A declaração ocorreu no dia 1º de maio, data simbólica. Mello Filho, que preside o TST e o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) no biênio 2025-2027, também defendeu o tribunal como instrumento contra o 'capitalismo selvagem e desenfreado', conforme registrado em reportagens [1]. Nas redes sociais, a fala foi associada à polarização política entre PT e oposição, mas a divisão por cores gerou reações controversas [3, 4].

Mello Filho não possui histórico de filiação partidária; sua carreira é estritamente judicial. Nascido em Belo Horizonte (MG) em 24/03/1961, formou-se em Direito pela UFMG e ingressou na magistratura trabalhista em 1989 como juiz substituto no TRT da 3ª Região (MG). Foi diretor da Escola Judicial do TRT-3, vice-diretor e diretor da ENAMAT, presidente da Comissão de Documentação do TST, vice-presidente do TST (2020-2022), representante no CNJ (2021-2023) e corregedor-geral da Justiça do Trabalho (2024-2026) [5]. Seu posicionamento público tem se concentrado em pautas de eficiência processual, acessibilidade e humanização das relações trabalhistas .

A ausência de uma explicação mais detalhada sobre os critérios para classificar um magistrado como 'azul' ou 'vermelho' abriu espaço para interpretações variadas. Enquanto apoiadores veem na fala a defesa de um judiciário mais engajado socialmente, críticos apontam risco de parcialidade ideológica. A polêmica ocorre em um contexto de intenso debate sobre o papel da Justiça do Trabalho.

Fontes

1. O que se sabe (1)

Todos os veículos confirmaram que Mello Filho usou a divisão entre 'azuis' e 'vermelhos' durante evento em Brasília no dia 1º de maio

4 fontes Gazeta do Povo InfoMoney IstoÉ JC
2. Onde a cobertura é mais esparsa (2)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (2)

Mello Filho defendeu o TST como instrumento contra o 'capitalismo selvagem e desenfreado'

Reportado por: Gazeta do Povo
Não cobriram: InfoMoney IstoÉ JC

As declarações foram interpretadas nas redes sociais como referência à polarização PT versus oposição

Reportado por: InfoMoney IstoÉ JC
Não cobriram: Gazeta do Povo
3. O que ainda não se sabe

Nenhuma lacuna declarada — todas as fontes convergem nos fatos materiais.

Todas as fontes

4