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UE oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro por antimicrobianos

15 fontes · 07 Jun 2026 · Compartilhar cobertura ·

verbatim da imprensa ? sem trecho verbatim

A União Europeia oficializou nesta sexta-feira (5) a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar carne bovina, de frango, pescados, mel e tripas para o bloco, com entrada em vigor em 3 de setembro. Segundo documento publicado no Diário Oficial da UE, a Comissão Europeia não recebeu informações que garantam que o Brasil aplicou as medidas necessárias para cumprir os requisitos sobre uso de antimicrobianos na produção animal.

Citações da imprensa (1)
Diário de Pernambuco

"A União Europeia confirmou na sexta-feira, 5, o veto para a compra de carnes do Brasil a partir de 3 de setembro. De acordo com comunicado assinado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, a medida atinge bovinos, equídeos (cavalos), aves, aquicultura (peixes), mel e tripas."

A exclusão brasileira baseia-se no Regulamento Delegado (UE) 2023/905, de 27 de fevereiro de 2023, que proíbe o uso de medicamentos antimicrobianos para promoção de crescimento ou aumento de rendimento em animais exportados de países terceiros para a UE, além de antimicrobianos reservados ao tratamento de infecções humanas. O Regulamento de Execução (UE) 2024/2598, de 4 de outubro de 2024, estabeleceu que apenas países que submetessem evidências e garantias apropriadas de cumprimento das proibições poderiam permanecer na lista de exportadores autorizados. ?

Citações da imprensa (2)
Eur Lex

"Article 118(1) of Regulation (EU) 2019/6 provides that, in respect of animals or products of animal origin that are exported from third countries into the Union, operators in third countries are not to use antimicrobial medicinal products to promote growth or to increase yield, and are not to use the designated antimicrobials or groups of antimicrobials reserved for treatment of infections in humans."

Eur Lex

"In accordance with Article 5(2) of Delegated Regulation (EU) 2023/905, that list should only include third countries or regions thereof, which have submitted appropriate evidence and guarantees that the animals and products of animal origin concerned comply with the prohibition on the use of antimicrobial medicinal products for growth promotion and yield increase and of antimicrobials reserved for treatment of certain infections in humans, including information received on the procedures in place to guarantee traceability and origin."

Em abril de 2026, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos usados como promotores de crescimento, incluindo avoparcina, bacitracina, tilosina, espiramicina, avilamicina e virginiamicina, mas abriu prazo de 180 dias para esgotamento de estoques até outubro — período que ultrapassa a data-limite europeia de setembro. A UE é o segundo maior destino das carnes brasileiras em valor, atrás da China, respondendo por cerca de 5,8% das vendas externas de carne bovina e movimentando aproximadamente US$ 1,8 bilhão anuais.

Citações da imprensa (2)
InvestNews

"Em abril, o Ministério da Agricultura publicou duas portarias vedando os medicamentos questionados, uma sobre antimicrobianos reservados à medicina humana, outra sobre promotores de crescimento. Mas abriu uma janela de 180 dias para que as empresas esgotem estoques até outubro, prazo que extrapola a própria data-limite europeia de setembro."

IstoÉ

"A União Europeia responde por 5,8% do valor exportado pelo Brasil em carne bovina, ocupando a terceira posição entre os principais destinos do produto, atrás apenas da China, com 49,3%, e dos Estados Unidos, com 9%."

O Ministério das Relações Exteriores intensificou conversas com a União Europeia para tentar reverter a decisão, com o ministro Mauro Vieira conversando com o comissário de Comércio europeu Maroš Šefčovič na quinta-feira (4). Simultaneamente, o Ministério da Agricultura trabalha com o setor privado para oferecer soluções técnicas e garantias que os europeus solicitaram. Outros integrantes do Mercosul — Argentina, Paraguai e Uruguai — permanecem autorizados a exportar para o mercado europeu, fazendo do Brasil o único país excluído da lista por não apresentar as informações sanitárias exigidas.

Citações da imprensa (1)
G1

"O Ministério das Relações Exteriores (MRE) intensificou as conversas com representantes da União Europeia na tentativa de destravar a negociação sobre a exclusão da carne brasileira da lista de importadores pelo alegado uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. De acordo com interlocutores do Palácio do Itamaraty, o ministro Mauro Vieira conversou sobre o assunto, na última quinta-feira (4), com o comissário de Comércio do bloco europeu, Maroš Šefčovič."

1. O que se sabe (1)

A medida entra em vigor em 3 de setembro de 2026 e atinge carne bovina, de frango, pescados, mel e tripas

4 fontes Agência Brasil Diário de Pernambuco Hoje em Dia JC
2. Onde a cobertura é mais esparsa (2)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (2)

O Reino Unido também pode aplicar restrições similares às carnes brasileiras

Reportado por: Band iG

As ações de frigoríficos recuaram na bolsa quando a UE anunciou a decisão em maio

Reportado por: InvestNews
3. O que ainda não se sabe (3)
  • Qual o cronograma específico de implementação das medidas técnicas que o Brasil precisa adotar para voltar à lista europeia?

    Por que ainda não se sabe: Os documentos oficiais da UE estabelecem critérios gerais mas não detalham prazos ou etapas específicas para readmissão.

  • Quais frigoríficos brasileiros serão mais impactados economicamente pela medida?

    Por que ainda não se sabe: As reportagens mencionam impacto no setor mas não especificam quais empresas têm maior exposição ao mercado europeu.

  • Como outros países conseguiram atender às exigências europeias que o Brasil não conseguiu?

    Por que ainda não se sabe: A cobertura menciona que Armênia, Índia e outros enviaram comprovações aceitas, mas não detalha quais documentos ou sistemas específicos foram aprovados.

Todas as fontes

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