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Varejo recua 1,5% em abril, primeira queda de 2026 após três meses de alta

2 fontes · 17 Jun 2026 · Compartilhar cobertura ·

verbatim da imprensa

As vendas do comércio varejista brasileiro caíram 1,5% em abril na comparação com março, interrompendo uma sequência de três meses de alta e marcando a primeira retração de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 16 de junho. A queda foi a mais intensa desde junho de 2022, quando o varejo recuou 2,8%. O resultado ficou abaixo da expectativa de mercado, que projetava retração de 0,60% segundo pesquisa da Reuters.

Citações da imprensa (3)
IstoÉ

"As vendas no varejo brasileiro caíram 1,5% em abril na comparação com o mês anterior, na retração mais intensa em 4 anos"

IstoÉ

"marcando o primeiro recuo das vendas neste ano, após altas de 0,5% em janeiro, 0,8% em fevereiro e de 0,7% em março"

IstoÉ

"A expectativa em pesquisa da Reuters era de baixa de 0,60% na comparação mensal"

A retração ocorreu após o varejo alcançar em março o maior patamar da série da pesquisa, com altas consecutivas de 0,5% em janeiro, 0,8% em fevereiro e 0,7% em março. "Os três primeiros meses, na margem, tiveram um crescimento significativo, a ponto de elevar o patamar do comércio para o nível recorde. Assim, há um efeito de base, quando uma variação positiva a mais é de menor suscetibilidade", explicou Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE. Apesar da queda em abril, o setor ainda acumula alta de 2% no ano e de 1,5% nos últimos 12 meses.

Citações da imprensa (3)
Jornal GGN

"Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado ocorre após o comércio varejista alcançar, no primeiro trimestre de 2026, o maior patamar da série histórica da pesquisa"

Jornal GGN

"Os três primeiros meses, na margem, tiveram um crescimento significativo, a ponto de elevar o patamar do comércio para o nível histórico recorde. Assim, há um efeito de base, quando uma variação positiva a mais é de menor suscetibilidade"

IstoÉ

"No ano, o varejo ainda acumula alta de 2% e, nos últimos 12 meses, de 1,5%"

Seis das oito atividades pesquisadas registraram queda nas vendas. O segmento de combustíveis e lubrificantes puxou a retração com queda de 6,2%, seguido por outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%), móveis e eletrodomésticos (-0,8%), tecidos, vestuário e calçados (-0,1%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,1%). "O que estava puxando o índice pra cima nos meses anteriores foi o que justamente caiu em abril. O ponto é que, se antes um consumo mais intensivo em bens não essenciais vinha sustentando a alta, agora essas mesmas atividades devolveram o crescimento", afirmou Santos.

Citações da imprensa (2)
IstoÉ

"seis das oito atividades pesquisadas tiveram queda: Combustíveis e lubrificantes (-6,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%), Móveis e eletrodomésticos (-0,8%), Tecidos, vestuário e calçados (-0,1%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,1%)"

IstoÉ

"O que estava puxando o índice pra cima nos meses anteriores foi o que justamente caiu em abril. O ponto é que, se antes um consumo mais intensivo em bens não essenciais vinha sustentando a alta, agora essas mesmas atividades devolveram o crescimento"

Apenas dois segmentos apresentaram crescimento: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com alta de 1,3%, e livros, jornais, revistas e papelaria, que avançaram 1,1%. No comércio varejista ampliado — que inclui veículos, material de construção e atacado especializado — o volume de vendas caiu 0,7% em abril. Os segmentos de veículos e motos, partes e peças registraram queda de 0,7%, e material de construção recuou 3,6%, sinalizando o impacto dos juros altos no consumo. A taxa Selic está atualmente em 14,5% ao ano, e o mercado financeiro passou a projetar a taxa em 13,75% ao final de 2026, segundo o Boletim Focus.

Citações da imprensa (4)
IstoÉ

"houve alta em Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,3%), que apresenta o maior peso para o índice, e Livros, jornais, revistas e papelaria (1,1%)"

IstoÉ

"Veículos e motos, partes e peças registrou queda (-0,7%) assim como Material de construção (-3,6%)"

IstoÉ

"O Banco Central decide nesta quarta-feira a nova taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,5% ao ano"

IstoÉ

"a projeção para a Selic agora é de 13,75% ao final de 2026"

Na comparação regional, 20 das 27 unidades da Federação registraram retração no varejo em abril frente a março. As maiores quedas foram observadas no Piauí (-3,9%), Goiás (-3,8%), Santa Catarina (-3,6%) e Amazonas (-3,6%). Entre os estados com crescimento, destacaram-se Roraima (1,8%), Tocantins (1,6%) e São Paulo (1,3%). O Rio Grande do Sul apresentou estabilidade.

Citações da imprensa (2)
Jornal GGN

"O desempenho negativo do comércio em abril foi disseminado pelo país. Na comparação com março, 20 das 27 unidades da Federação registraram retração no varejo"

Jornal GGN

"As maiores quedas foram observadas no Piauí (-3,9%), Goiás (-3,8%), Santa Catarina (-3,6%) e Amazonas (-3,6%). Entre os estados com crescimento, destacaram-se Roraima (1,8%), Tocantins (1,6%) e São Paulo (1,3%). O Rio Grande do Sul apresentou estabilidade"

1. O que se sabe (3)

A retração de 1,5% em abril é a primeira queda mensal do varejo em 2026, após altas consecutivas de 0,5%, 0,8% e 0,7% em janeiro, fevereiro e março respectivamente

2 fontes IstoÉ Jornal GGN

O varejo alcançou em março de 2026 o maior patamar da série da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE

2 fontes IstoÉ Jornal GGN

Seis das oito atividades pesquisadas apresentaram retração em abril, com combustíveis e lubrificantes liderando a queda (-6,2%)

2 fontes IstoÉ Jornal GGN
2. Onde a cobertura é mais esparsa (4)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (3)

O resultado de abril ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava retração de 0,60% segundo pesquisa da Reuters

Reportado por: IstoÉ
Não cobriram: Jornal GGN

Na comparação anual (abril 2026 vs abril 2025), o varejo cresceu 1% segundo o IBGE, mas há divergência de arredondamento entre as fontes

Reportado por: IstoÉ Jornal GGN

O varejo ampliado (incluindo veículos e material de construção) caiu 0,7% em abril na comparação mensal

Reportado por: IstoÉ Jornal GGN

Versões em conflito (1)

Magnitude da retração de abril em contexto

1 fonte — "A retração de abril é a mais intensa em 4 anos (desde junho de 2022, quando houve queda de 2,8%)": IstoÉ
1 fonte — "O GGN não menciona comparação de intensidade de retrações, apenas cita que a retração ocorre após recorde de março": Jornal GGN
3. O que ainda não se sabe (4)
  • A retração de abril está dentro da margem de erro amostral da Pesquisa Mensal de Comércio, ou representa variação estatisticamente significante?

    Por que ainda não se sabe: Nenhuma das fontes consultadas reportou o intervalo de confiança ou a margem de erro da pesquisa para abril de 2026. O IBGE publica essa informação técnica em suas notas metodológicas, mas ela não foi incluída nas reportagens.

    Não cobriram: IstoÉ Jornal GGN
  • Houve revisão dos dados de janeiro, fevereiro ou março que alterou a trajetória anteriormente reportada?

    Por que ainda não se sabe: As fontes citam altas consecutivas nos três primeiros meses, mas não mencionam se os números foram revisados na divulgação de abril, prática comum do IBGE. Revisões retroativas podem alterar a leitura da 'primeira retração' e do crescimento acumulado.

    Não cobriram: IstoÉ Jornal GGN
  • Qual é o padrão sazonal do varejo em abril, e a queda de 1,5% é anômala quando comparada com a volatilidade típica do mês?

    Por que ainda não se sabe: As fontes citam o ajuste sazonal (descontados os efeitos sazonais), mas não contextualizam se abril historicamente apresenta volatilidade maior ou se a magnitude da retração é incomum para o mês, mesmo ajustado.

    Não cobriram: IstoÉ Jornal GGN
  • Qual é o argumento contrarian mais forte de que a retração é ruído estatístico e não sinal de mudança de tendência?

    Por que ainda não se sabe: Nenhuma fonte apresentou análise técnica contrária à manchete de 'retração', como avaliar se a queda está dentro da volatilidade trimestral típica, ou se o núcleo do varejo (excluindo combustíveis voláteis) apresenta tendência diferente. A ausência de leitura steelman é lacuna analítica.

    Não cobriram: IstoÉ Jornal GGN

Todas as fontes

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