✓ verbatim da imprensa
O Grupo Equatorial concluiu nesta terça-feira (16) a aquisição de 30% da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) por R$ 5,593 bilhões, em cerimônia na B3 em São Paulo. A operação — segunda maior privatização de saneamento do país em bolsa, atrás apenas da Sabesp — foi realizada por meio de oferta pública de ações ordinárias, sem disputa competitiva: a Equatorial ofereceu R$ 49,03 por ação, acima do preço mínimo de R$ 47,23, mas foi a única proponente após a desistência de um consórcio de investidores da Aegea. ✓
Citações da imprensa (3)
"Ao todo, o Grupo Equatorial fez a aquisição de 114.075.920 ações da Copasa, movimentando um montante de R$ 5,593 bilhões. Cada ação foi negociada a R$ 49,03."
"A Equatorial ofereceu R$ 49,03 por ação da Copasa, acima do preço mínimo de R$ 47,23 estipulado para a oferta, e foi a única proponente nessa etapa, após a desistência de um consórcio investidores da Aegea."
"Sancionada e publicada no Minas Gerais desta terça (23), Lei 25.664 se originou de projeto do governador aprovado no Plenário da ALMG... autoriza o Governo de Minas a iniciar o processo de desestatização da Copasa... Quem adquirir a Copasa será obrigado a cumprir as metas de univ"
A transação seguiu o modelo de oferta secundária de ações, sujeito à Resolução CVM 160/2022 para emissores com grande exposição de mercado (EGEM) e com colocação internacional conforme Rule 144A e Regulation S da SEC americana, segundo Ofício SECGERAL/GAB GOVERNADOR 7/2026 de 28 de janeiro. O governo mineiro, que detinha 50% da Copasa, ficará com 5% das ações mais uma golden share — poder de veto em decisões estratégicas da companhia. ✓
Citações da imprensa (3)
"Under the terms of Official Letter 7/2026, the privatization process shall adopt the same model used for a public offering of secondary shares issued by COPASA MG, with no primary component, subject to the rites for automatic offering registrations under CVM Resolution 160/2022, for issuers with large market exposure (EGEM) and with international placement efforts pursuant to Rule 144A issued by the U.S. Securities and Exchange Commission and Regulation S"
"Na transação, o estado ainda manterá 5% de ações na Copasa, na chamada 'Golden Share'. O modelo prevê um poder de veto do governo sobre ações estratégicas na companhia."
"Under the terms of Official Letter 7/2026, the privatization process shall adopt the same model used for a public offering of secondary shares issued by COPASA MG, with no primary component, subject to the rites for automatic offering registrations under CVM Resolution 160/2022,"
A privatização foi autorizada pela Lei 25.664/2025, sancionada em 23 de dezembro de 2025. A lei obriga o adquirente a cumprir metas de universalização dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário e a manter tarifa social. O governador Mateus Simões (PSD) afirmou que os municípios terão seis meses para firmar novos contratos com a Copasa privatizada e que a regulação e as tarifas não serão alteradas imediatamente. ✓
Citações da imprensa (2)
"Sancionada e publicada no Minas Gerais desta terça (23), Lei 25.664 se originou de projeto do governador aprovado no Plenário da ALMG... autoriza o Governo de Minas a iniciar o processo de desestatização da Copasa... Quem adquirir a Copasa será obrigado a cumprir as metas de universalização dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário"
"Simões afirmou que os municípios terão um prazo de seis meses para fechar novos contratos com a Copasa após o processo de privatização. "Não muda a tarifa, não muda a regulação, não mudam as obrigações de investimento."
A Equatorial Energia controla concessionárias de energia elétrica em sete estados e arrematou em 2024 uma fatia de 15% da Sabesp por cerca de R$ 6,9 bilhões, assumindo o papel de investidor estratégico e a cogestão da companhia paulista. O recurso arrecadado com a venda da Copasa será usado dentro do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), em investimentos em infraestrutura, segurança e educação, segundo o governador. ✓
Citações da imprensa (3)
"A Equatorial Energia é uma das maiores holdings multissetoriais (multi-utilities) do Brasil, se focando nos setores de energia elétrica e saneamento básico. No setor de energia, ela controla as concessionárias de: Alagoas, Amapá, Goiás, Maranhão, Pará, Piauí e Rio Grande do Sul."
"Ela também foi a empresa vencedora do processo de privatização da Sabesp, assumindo 15% da companhia de saneamento paulista."
"Em entrevista a O TEMPO na semana passada, o governador Mateus Simões relembrou que o recurso arrecadado com a venda da Copasa será usado dentro do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), que determina investimentos em infraestrutura, segurança e educação."
A operação movimentou R$ 5,593 bilhões pela aquisição de 114.075.920 ações ordinárias da Copasa a R$ 49,03 cada, com cerimônia de liquidação realizada na B3 em 16 de junho de 2026.
O governo de Minas Gerais, que detinha 50% da Copasa antes da privatização, manterá 5% das ações mais uma golden share com poder de veto em decisões estratégicas.
A Equatorial Energia controla concessionárias de energia elétrica em sete estados (Alagoas, Amapá, Goiás, Maranhão, Pará, Piauí e Rio Grande do Sul) e havia adquirido 15% da Sabesp em 2024 por cerca de R$ 6,9 bilhões.
Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.
Cobertos por apenas algumas fontes (3)
A Lei 25.664/2025, que autorizou a privatização, obriga o adquirente a cumprir metas de universalização de água e esgoto e a manter tarifa social, conforme confirmado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
O governador Mateus Simões afirmou que os municípios terão seis meses para firmar novos contratos com a Copasa privatizada e que a regulação, as tarifas e as obrigações de investimento não serão alteradas imediatamente.
O ex-governador Romeu Zema (Novo), que encabeçou o projeto de lei para venda da Copasa, celebrou a privatização em evento da revista Veja em São Paulo, lamentando não ter conseguido privatizar a Cemig durante sua gestão.
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Qual metodologia de avaliação (valuation) foi utilizada para estabelecer o preço mínimo de R$ 47,23 por ação, e quem conduziu a avaliação independente?
Por que ainda não se sabe: Nenhuma das fontes consultadas detalha o método de avaliação (fluxo de caixa descontado, múltiplos, valor patrimonial) nem identifica a firma responsável pela avaliação técnica que gerou o preço mínimo estipulado para a oferta.
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Qual o arcabouço regulatório pós-privatização que determinará as metas de universalização, fiscalização e penalidades para a Copasa sob controle da Equatorial?
Por que ainda não se sabe: Embora a Lei 25.664/2025 obrigue o adquirente a cumprir metas de universalização e a manter tarifa social, nenhuma fonte detalha qual agência reguladora (ANA, ARSAE-MG, municípios via contratos de concessão) exercerá fiscalização, quais são as metas quantitativas específicas (percentual de cobertura, prazo), nem os mecanismos de penalização por descumprimento.
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Por que o consórcio de investidores da Aegea desistiu da oferta, deixando a Equatorial como única proponente?
Por que ainda não se sabe: O Valor Econômico menciona a desistência, mas nenhuma fonte explica os motivos — se foi por avaliação de preço, due diligence, condições regulatórias ou outra razão estratégica.