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Lula cobra países ricos no G7 e critica desigualdade crescente entre Norte e Sul Global

4 fontes · 17 Jun 2026 · Compartilhar cobertura ·

verbatim da imprensa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou dos países ricos mais empenho na redução das desigualdades globais durante discurso na Cúpula do G7 em Évian, França, na terça-feira (16). Convidado pela França — país anfitrião do fórum que reúne as sete maiores economias do mundo —, Lula afirmou que a distância entre ricos e pobres tem aumentado. "Os desafios se multiplicam, mas a solidariedade internacional encolhe. A distância que separa a prosperidade de Évian da realidade enfrentada por bilhões de pessoas no Sul Global não está diminuindo", disse.

Citações da imprensa (2)
Agência Brasil

"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta terça-feira (16) mais empenho dos países ricos para redução das desigualdades no mundo. O discurso foi feito em Évian, na França, durante a Cúpula do g7"

Agência Brasil

"Os desafios se multiplicam, mas a solidariedade internacional encolhe. A distância que separa a prosperidade de Évian da realidade enfrentada por bilhões de pessoas no Sul Global não está diminuindo", disse Lula."

O Brasil não é membro permanente do G7, mas foi um dos oito países convidados pela França para acompanhar as discussões ampliadas a partir do segundo dia de reuniões, junto com Ucrânia, Índia, Quênia, Coreia do Sul, Egito, Emirados Árabes Unidos e Catar. Segundo o G1, é costume que o anfitrião do fórum escolha alguns países não membros para participar. Até 16 de junho, não houve confirmação sobre uma possível reunião bilateral entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também presente na cúpula. Interlocutores afirmaram ao G1 que o governo brasileiro não pediu um encontro privado à Casa Branca.

Citações da imprensa (2)
G1

"É costume que o anfitrião do fórum escolha alguns países não membros do G7 para acompanhar as discussões ampliadas, a partir do segundo dia de reuniões. [...] Além do Brasil, estão entre os convidados extras deste ano Ucrânia, Índia, Quênia, Coreia do Sul, Egito, Emirados Árabes Unidos e Catar."

G1

"Até o momento, não houve confirmação sobre uma possível reunião bilateral entre Lula e Trump — e interlocutores afirmam que o governo brasileiro não pediu um encontro privado à Casa Branca."

Lula criticou o que chamou de "sistema que produz riqueza em abundância, mas que distribui oportunidades de forma profundamente assimétrica". Sem citar o nome do empresário Elon Musk, o presidente apontou que o primeiro trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial. Segundo a Agência Brasil, Lula também afirmou que o mundo em desenvolvimento transfere US$ 1,4 trilhão por ano em serviço da dívida — valor sete vezes superior à ajuda recebida dos países ricos.

Citações da imprensa (3)
Agência Brasil

"Nossa tarefa é corrigir as desigualdades de um sistema que produz riqueza em abundância, mas que distribui oportunidades de forma profundamente assimétrica", afirmou."

Agência Brasil

"Sem citar o nome do empresário Elon Musk, Lula apontou que o primeiro trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial."

Agência Brasil

"O mundo em desenvolvimento transfere 1,4 trilhão de dólares por ano em serviço da dívida, valor sete vezes superior à ajuda recebida dos países ricos", afirmou Lula."

O presidente criticou ainda o que classificou como "respostas falaciosas" ao protecionismo e unilateralismo. Lula contextualizou que prosperaram discursos que defenderam desregulamentação de mercados, Estado mínimo e austeridade como fins em si mesmos. "Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas", afirmou. A fala foi interpretada pela cobertura como recado indireto a Trump, embora Lula não tenha citado nomes. O presidente também defendeu que o combate ao crime organizado transnacional deve respeitar a soberania dos Estados, em declaração que o Jornal do Comércio relatou como mensagem direcionada aos Estados Unidos.

Citações da imprensa (2)
Agência Brasil

"Lula contextualizou que prosperaram discursos que defenderam desregulamentação de mercados, Estado mínimo e austeridade como fins em si mesmos. "Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas"."

JC

"Outros temas, como o combate aos crimes transnacionais, também devem fazer parte da agenda de desenvolvimento. Um deles é o desafio do crime organizado, que aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas. Esse esforço deve levar em conta o respeito à soberania dos Estados", afirmou Lula nesta terça-feira, 16."

1. O que se sabe (3)

Lula discursou na Cúpula do G7 em Évian, França, em 16 de junho de 2026, criticando a desigualdade global e cobrando mais empenho dos países ricos.

4 fontes Agência Brasil Hoje em Dia JC Veja

Lula fez referência indireta a Elon Musk ao mencionar que o primeiro trilionário do mundo é mais rico que os 46% mais pobres da população mundial, sem citar o nome do empresário.

3 fontes Agência Brasil Hoje em Dia JC

Lula criticou o neoliberalismo, afirmando que o modelo agravou desigualdades, e chamou protecionismo e unilateralismo de "respostas falaciosas".

3 fontes Agência Brasil Hoje em Dia JC
2. Onde a cobertura é mais esparsa (4)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (4)

Lula defendeu que o combate ao crime organizado transnacional deve respeitar a soberania dos Estados, em declaração interpretada como recado a Trump sobre a classificação do PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas pelos EUA.

Reportado por: JC Veja
Não cobriram: Agência Brasil Hoje em Dia

Lula se reuniu com Ursula von der Leyen e António Costa para discutir o veto europeu à carne brasileira previsto para setembro de 2026, com abertura de diálogo técnico entre assessores do Itamaraty e da União Europeia.

Reportado por: Veja
Não cobriram: Agência Brasil Hoje em Dia JC

Houve expectativa de reunião bilateral entre Lula e Trump durante o G7, mas até 16 de junho não havia confirmação, com interlocutores afirmando que o governo brasileiro não pediu encontro privado à Casa Branca.

Reportado por: Veja
Não cobriram: Agência Brasil Hoje em Dia JC

Lula citou que em 2025 o Programa Mundial de Alimentos perdeu 40% do financiamento e que a OMS e UNICEF reduziram orçamentos em mais de 20%, com gastos militares anuais globais somando quase US$ 3 trilhões.

Reportado por: Agência Brasil Hoje em Dia
Não cobriram: JC Veja
3. O que ainda não se sabe (4)
  • Quais propostas concretas Lula apresentou ao G7 para reduzir desigualdades globais?

    Por que ainda não se sabe: O discurso reportado pela imprensa focou em críticas ao sistema atual, mas nenhum dos veículos detalhou propostas específicas ou mecanismos de ação apresentados pelo presidente brasileiro.

    Não cobriram: Agência Brasil Hoje em Dia JC Veja
  • Como os demais líderes do G7 reagiram às declarações de Lula sobre desigualdade e protecionismo?

    Por que ainda não se sabe: Nenhum dos veículos reportou reações, comentários ou respostas de outros chefes de Estado presentes na cúpula às críticas de Lula.

    Não cobriram: Agência Brasil Hoje em Dia JC Veja
  • Qual foi o resultado da conversa de Lula com líderes da União Europeia sobre a importação de carne brasileira?

    Por que ainda não se sabe: Veja mencionou que Lula se reuniu com Ursula von der Leyen e António Costa para discutir o veto à carne brasileira e que ficou acertada a abertura de diálogo entre assessores, mas não reportou compromissos, prazos ou avanços concretos obtidos.

    Não cobriram: Agência Brasil Hoje em Dia JC
  • Que medidas específicas os Estados Unidos poderiam impor ao Brasil caso não haja avanços nas investigações comerciais?

    Por que ainda não se sabe: Veja citou a possibilidade de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros a partir de julho, mas não detalhou quais produtos estariam sujeitos às tarifas ou qual o escopo das investigações em andamento pelo escritório comercial dos EUA.

    Não cobriram: Agência Brasil Hoje em Dia JC

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